Paus

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Template tarot2.jpgTarot | Tarot de Thoth
Arcanos Maiores: O Louco - O Mago - A Sacerdotisa - A Imperatriz - O Imperador - O Hierofante - Os Amantes - A Carruagem - Ajustamento - O Eremita - A Fortuna - Tesão - O Enforcado - Morte - A Arte - O Diabo - A Torre - A Estrela - A Lua - O Sol - O Aeon - O Universo
Arcanos Menores: Paus | Copas | Espadas | Discos

Paus é um dos naipes do Tarot de Thoth, podendo ser feito um paralelo com a Baqueta.

As cartas de Côrte

Cavaleiro de Paus

Cavaleiro de Paus
  • Título: O Senhor das Chamas e Relâmpagos. O Rei dos Espíritos do Fogo. O Rei das Salamandras.
  • Astrologia: 20° de Escorpião até 20° de Sagitário, incluindo parte de Hércules
  • Período de Ano: 13 de Novembro até 12 de Dezembro
  • Elemento: A parte ígnea do Fogo.
  • Árvore da Vida: O Caminho de Shin
  • Descrição: "Ele é um guerreiro em armadura completa. Como cimeira do seu elmo ele usa um cavalo negro. Em sua mão porta uma tocha flamejante e uma chama também em seu manto. Ele cavalga as chamas. Seu cavalo é um corcel negro que empina."
  • Interpretação: "As qualidades morais próprias a esta figura são atividade, generosidade, ardor, impetuosidade, orgulho, impulsividade, celeridade em ações imprevisíveis. Se energizado erroneamente, ele é malvado, cruel, intolerante e brutal. Ele é num caso ou outro mal qualificado para dar seguimento à sua ação; não dispõe de recursos para modificá-la conforme as circunstâncias. Se falha em seu primeiro esforço, não tem a que recorrer. (...) O inquiridor é aconselhado a ser perspicaz e, todavia, tranquilo, resoluto e enérgico: acautelar-se com ações inoportunas, mas ir à

frente com firme confiança em sua própria habilidade."

Rainha de Paus

Rainha de Paus
  • Título: A Rainha dos Tronos de Chamas. A Rainha das Salamandras.
  • Astrologia: 20° de Peixes até 20° de Áries, incluindo parte de Andrômeda
  • Período de Ano: 11 de Março até 10 de Abril
  • Elemento: A parte aquosa do Fogo
  • Árvore da Vida: O Caminho de Mem
  • Descrição: "Sua coroa é encimada com o globo alado e raios de chama. Seu longo cabelo vermelho dourado desliza sobre sua armadura de cota de malha em escamas. Está sentada num trono de chama, disposto em luz geométrica pelo poder material dela. Abaixo do trono as chamas ondulantes são estáveis. Ela segura um bastão na mão esquerda, o qual é, entretanto, encimado por um cone sugestivo dos mistérios de Baco. É servida por um leopardo agachado de cabeça erguida sobre cuja cabeça ela pousa a mão. O rosto dela expressa o êxtase de alguém cuja mente está bem introspectivamente seduzida pelo mistério alimentado sob seu peito."
  • Interpretação: "As características da rainha são adaptabilidade, energia persistente, autoridade tranquila que ela sabe como usar para aumentar sua atração. Ela é amável e generosa, mas a oposição a impacienta. Tem imensa capacidade para a amizade e o amor, mas sempre mediante sua própria iniciativa. - Há tanto orgulho nesta carta quanto no cavaleiro, mas falta-lhe a nobreza espontânea que escusa aquele erro. Não se trata de orgulho genuíno, mas sim de vaidade autocomplacente e mesmo esnobismo. - O outro lado de seu caráter é que ela pode ter uma tendência para cismar, chegar a uma decisão errada a partir daí e reagir com grande selvageria. Ela é facilmente enganável e então é provável que se mostre estúpida, obstinada, tirânica. Pode não tardar a ofender-se e abrigar desejo de vingança sem boa causa. Poderia voltar-se e ser ríspida com seus melhores amigos sem uma justificativa inteligível. Ademais, quando ela erra a mordida, quebra a mandíbula!"

Princípe de Paus

Príncipe de Paus
  • Título: O Príncipe da Carruagem de Fogo. O Príncipe e Imperador das Salamandras.
  • Astrologia: 20° de Câncer até 20° de Virgem, incluindo a maioria de Leão Menor
  • Período de Ano: 12 de Julho até 11 de Agosto
  • Elemento: A parte aérea do Fogo
  • Árvore da Vida: O Caminho de Aleph
  • Descrição: "Ele é um guerreiro de armadura completa de cota de malha escamada, mas seus braços são nus devido ao seu vigor e atividade. Usa uma coroa de raios encimada por uma cabeça de leão alada, e dessa coroa pende uma cortina de chamas. No seu peito está o sigillum de To Mega Therion. Em sua mão esquerda ele porta o bastão da fênix do Segundo Adepto, o bastão do poder e energia, enquanto que com seu outro braço ele segura as rédeas do leão que tira sua biga, a biga que é fortalecida por uma roda que irradia chamas. Ele conduz a biga sobre um mar de flamas, tanto onduladas quanto salientes."
  • Interpretação: "As qualidades morais próprias a esta figura são vivacidade e força. Mas ele se inclina, por vezes, para a ação sob impulso; por vezes facilmente guiado por influências externas; às vezes, especialmente tratando de insignificâncias, ele é presa da indecisão. É frequentemente violento, particularmente ao expressar uma opinião, mas não mantém necessariamente a opinião que defende tão enfaticamente. Enuncia uma proposição vigorosa pelo simples motivo de enunciá-la. Na verdade, ele é muito lento para decidir-se inteiramente sobre qualquer assunto, mas sempre enxerga ambos os lados de toda questão. É essencialmente justo, mas sente sempre que a justiça não é para ser atingida no mundo intelectual. Possui caráter intensamente nobre e generoso. Pode ser um extravagante fanfarrão, enquanto que às escondidas ri tanto do objeto de sua jactância quanto de si mesmo por jactar-se daquilo. É romântico, especialmente em assuntos referentes à história e a tradição, até as raias da loucura e pode engendrar “truques” e pregar elaboradas peças. É possível que escolha algum joão-ninguém inofensivo e o persiga durante anos munido de todas as armas de ridicularização, tal como Swift atormentava o infeliz Partridge, tudo sem o menor ânimo, pronto para abrir mão da camisa que usa se sua vítima a estar necessitando. Seu senso de humor é onívoro e pode fazer dele uma figura misteriosa, temida sem razão por pessoas que efetivamente nada sabem a respeito dele salvo seu nome ‒ como um símbolo de terror. Isto se deve à influência do último decanato de Câncer sobre esta carta. Uma de suas maiores faltas é o orgulho. Alimenta um desprezo infinito por mesquinhez e pequenez de qualquer espécie. Sua coragem é fanaticamente forte e sua tolerância, incansável. Está sempre lutando contra probabilidades, e sempre vence a longo ‒ longuíssimo ‒ prazo, o que se deve principalmente à sua enorme capacidade de trabalho, o qual ele exerce pelo próprio trabalho, “sem ânsia de resultado”; talvez seu altivo desprezo pelo mundo como um todo ‒ que, contudo, coexiste com profundo e extático respeito pelo “todo homem e toda mulher” como “uma estrela” ‒ seja responsável por isso. - Quando esta carta é mal dignificada o caráter degenera. Cada uma das qualidades mencionadas anteriormente é flagrada em sua antítese. Há grande crueldade nele, em parte sádica e em parte devida à insensibilidade que nasce da indiferença, e ‒ num certo sentido ‒ preguiça! Assim, ele pode ser também intolerante, preconceituoso e ocioso, principalmente porque isto lhe poupa problemas. Além disso, ele pode ser um fanfarrão vazio e um grande covarde."

Princesa de Paus

Princesa de Paus
  • Título: A Princesa da Flama Brilhante. A Rosa do Palácio do Fogo. A Princesa e Imperatriz das Salamandras. O Trono do Ás de Paus.
  • Astrologia: Rege um Quadrante dos Céus em torno do Polo Norte.
  • Elemento: A parte terrestre do Fogo
  • Árvore da Vida: O Caminho 32-bis
  • Descrição: "A princesa é (...) mostrada com as plumas da justiça fluindo como chamas de sua fronte; e ela está despida, indicando que a ação química só pode ocorrer quando o elemento está perfeitamente livre para combinar-se com seu parceiro. Ela porta um bastão coroado com o disco do Sol e salta numa chama ondulante que lembra, pela sua forma, a letra Yod."
  • Interpretação: "Pode-se dizer que esta carta representa a dança da sacerdotisa virgem dos Senhores do Fogo, pois ela está a serviço do altar dourado ornamentado de cabeças de carneiros, simbolizando os fogos da primavera. - O caráter da princesa é extremamente individual. Ela é brilhante e arrojada. Cria sua própria beleza por seu vigor e energia essenciais. A força de seu caráter impõe a impressão de beleza sobre quem contempla. No ódio ou no amor ela é brusca, violenta e implacável. Consome tudo que adentra sua esfera. É ambiciosa e repleta de aspiração, cheia de entusiasmo amiúde irracional. Jamais esquece uma ofensa e a única qualidade de paciência a ser encontrada nela é a paciência com a qual fica de emboscada para se vingar. - Tal mulher, mal dignificada, exibe os defeitos dessas qualidades. Ela é superficial e teatral, completamente sem profundidade e falsa, e, no entanto, sem suspeitar que seja qualquer coisa do tipo, pois ela acredita inteiramente em si mesma, mesmo quando é aparente ao observador mais comum que ela está meramente no espasmo do humor. Ela é cruel, inconfiável, pérfida e tirânica."

Os Arcanos Menores

Ás de Paus

Ás de Paus
  • Título: A Raíz dos Poderes de Fogo
  • Árvore da Vida: Kether
  • Descrição: "É uma explosão solar-fálica de chamas da qual brotam raios em todas as direções. Essas chamas são Yods dispostos na forma da Árvore da Vida."
  • Interpretação: "Esta carta representa a essência do elemento fogo em seu começo. (...) É a energia primordial do divino se manifestando na matéria, e num estágio tão primitivo que não está ainda definitivamente formulada como vontade."
Do Liber LXXVIII:
"Simboliza A Força - força, ímpeto, vigor, energia e governa, de acordo com sua natureza, várias obras e questões (...) Implica Força Natural, ao contrário da Invocada."

Dois de Paus

Dois de Paus
  • Título: Domínio (O Senhor do Domínio)
  • Astrologia: Marte em Áries
  • Árvore da Vida: Chokmah
  • Descrição: "A representação pictórica é de dois Dorjes cruzados. O Dorje é o símbolo tibetano do raio, o emblema do poder celeste, porém mais sob sua forma destrutiva do que sob a criativa (...) Seis chamas saem do centro, o que indica a influência do Sol, que é exaltado em Áries."
  • Interpretação: "Esta carta, pertencente à Chokmah no naipe do fogo, representa a vontade sob sua mais exaltada forma. Trata-se de uma vontade ideal, independente de qualquer objeto dado (...) Esta é a vontade criativa." Ela "representa a energia do fogo, o fogo sob sua forma melhor e mais elevada"
Do Liber LXXVIII:
"Força, dominação, harmonia das regras e da justiça. Ousadia, coragem, ferocidade, despudor, vingança, resolução, generosa, orgulhosa, sensitiva, ambiciosa, refinada, inquieta, turbulenta, sagaz, além disso, implacável e obstinada (...) Influência sobre os outros, autoridade, poder, domínio."

Três de Paus

Três de Paus
  • Título: Virtude (O Senhor da Força Estabelecida)
  • Astrologia: Sol em Áries
  • Árvore da Vida: Binah
  • Descrição: "Três hastes amarelas coroadas com flores de lótus brancas. Atrás delas há um campo de chamas e uma 'explosão estelar' de dez raios"
  • Interpretação: "Esta carta se refere à Binah no naipe do fogo e assim representa o estabelecimento da energia primeva. A vontade foi transmitida à Mãe, quem concebe, prepara e dá nascimento à sua manifestação (...) O significado é harmonioso, pois se trata do início da primavera, e por isso vê-se o bastão assumir a forma do lótus em flor. O Sol inflamou a Grande Mãe."
Do Liber LXXVIII:
"Força Estabelecida, a força, a realização da esperança. Conclusão do trabalho. Sucesso depois da luta. Orgulho, nobreza, riqueza, poder, presunção. Auto-suposição e insolência rudes. Generosidade, obstinação, etc."


Quatro de Paus

Quatro de Paus
  • Título: Conclusão (O Senhor da Obra Aperfeiçoada)
  • Astrologia: Vênus em Áries
  • Árvore da Vida: Chesed
  • Descrição: Quatro bastões vermelhos se cruzando no meio, com chamas surgindo de suas junções, em uma de suas extremidades há uma cabeça de um carneiro (representando Áries) e na outra extremidade há uma pomba (representando Vênus), que se inserem na borda de um círculo amarelo.
  • Interpretação: "Estando abaixo do Abismo, é o Senhor de todo poder ativo manifestado. A vontade original do dois foi transmitida através do três e está agora constituída num sistema sólido: ordem, lei, governo. Também se refere a Vênus em Áries, o que indica que não se pode estabelecer um trabalho sem tato e gentileza (...) No símbolo, as extremidades dos bastões tocam um círculo, mostrando a conclusão e limitação do trabalho original (...) não havendo intenção de aumentar o alcance da vontade original. Mas esta limitação traz em si mesma as sementes da desordem."
Do Liber LXXVIII:
"Perfeição ou conclusão de algo construído com dificuldade e trabalho. Descanso após o trabalho, sutileza, inteligência, beleza, alegria, sucesso na conclusão. Faculdade de raciocínio, conclusões a partir de conhecimento prévio. Despreparo, não confiável e instável através de sobre-ansiedade e pressa de ação. De forma graciosa, por vezes hipócrita, etc."

Cinco de Paus

Cinco de Paus
  • Título: Disputa (O Senhor da Disputa)
  • Astrologia: Saturno em Leão
  • Árvore da Vida: Geburah
  • Descrição: O símbolo em primeiro plano representa o bastão do Adepto-Chefe. Há também dois bastões do Segundo, ou Adepto Maior que possuem a cabeça da fênix, além de dois outros bastões representando o Terceiro, ou Adepto Menor, em cujas extremidades estão flores de lótus. Dez chamas brotam de sua junção.
  • Interpretação: "(...) uma força puramente ativa. É regida também por Saturno e Leão. Leão mostra o elemento fogo no máximo de força e equilíbrio. Saturno tende a prostrá-lo e afligi-lo. Não há limite para o alcance desta energia vulcânica (...) mostrando que a autoridade procede dos superiores; não fosse assim esta carta seria inteiramente desastrosa (...) ideia de destruição (ou melhor, purgação) através do fogo e a ressurreição da energia a partir de suas cinzas (...) Uma das mais difíceis doutrinas com relação a Geburah é que embora ela represente toda essa energia e distúrbio irracionais e indomáveis, ainda assim provém da influência benigna e gentil do feminino."
Do Liber LXXVIII:
"Disputa violenta e ousadia, imprudência, crueldade, violência, luxúria, desejo, prodigalidade e generosidade; dependendo se a carta está bem ou mal dignificada."

Seis de Paus

Seis de Paus
  • Título: Vitória (O Senhor da Vitória)
  • Astrologia: Júpiter em Leão
  • Árvore da Vida: Tiphareth
  • Descrição: "(...) os Três Bastões dos Três Adeptos estão agora dispostos em ordem, e as próprias chamas, em lugar de se projetarem em todas as direções, ardem de maneira estável como se fosse em lâmpadas."
  • Interpretação: "Energia em manifestação completamente equilibrada (...) A referência é também a Júpiter e Leão, o que parece encerrar uma bênção à harmonia e beleza deste arranjo (...) [Esta carta] mostra a estabilização da energia e sua recepção e reflexão pelo feminino. - Não há círculo para encerrar o sistema. Ele, como o Sol, sustenta a si mesmo."
Do Liber LXXVIII:
"Vitória após a disputa: Amor: prazer obtido pelo trabalho: cuidado, sociabilidade e disputas evitadas, mais uma vitória aí: também insolência e orgulho de riquezas e sucesso, etc. Tudo dependendo da dignidade."

Sete de Paus

Sete de Paus
  • Título: Valor (O Senhor do Valor)
  • Astrologia: Marte em Leão
  • Árvore da Vida: Netzach
  • Descrição: "A representação pictórica mostra os bastões fixos e equilibrados da última carta relegados ao fundo, diminuídos e convertidos em lugar comum. Em primeiro plano, há um grande pau tosco, a primeira arma à mão, mas evidentemente insatisfatória num combate ordenado. - As chamas estão dispersas e parecem atacar em todas as direções sem um propósito sistemático."
  • Interpretação: "O exército foi lançado na desordem; se a vitória for para ser conquistada, será

graças ao valor individual ‒ uma batalha de 'soldados'."

Do Liber LXXVIII:
"Possível vitória, dependendo da energia e coragem exercidas; valor; oposição, obstáculos e dificuldades, ainda coragem para encontrá-los; discussão, ignorância, pretensão, e desavença, e ameaça; também vitória em coisas pequenas e sem importância: e influência sobre subordinados."

Oito de Paus

Oito de Paus
  • Título: Rapidez (O Senhor da Rapidez)
  • Astrologia: Mercúrio em Sagitário
  • Árvore da Vida: Hod
  • Descrição: "A representação pictórica da carta mostra os bastões de luz convertidos em raios elétricos que sustêm, ou mesmo constituem matéria graças à sua energia vibratória. Acima deste universo restaurado brilha o arco-íris, a divisão de luz pura, que lida com máximos, dentro das sete cores do espectro, que exibem interação e correlação (...) Notar-se-á que não há chamas; foram todas absorvidas nos bastões para transformá-los em raios. Por outro lado, a energia elétrica criou forma geométrica inteligível. "
  • Interpretação: "(...) [Esta carta] diz respeito aos fenômenos do discurso, da luz e da eletricidade (...) Esta carta, portanto, representa energia de alta velocidade, de modo que fornece a chave-mestra para a moderna física matemática."
Do Liber LXXVIII:
"Muita força aplicada muito de repente (...) Comunicações e mensagens apressadas; rapidez."

Nove de Paus

Nove de Paus
  • Título: Força (O Senhor da Grande Força)
  • Astrologia: Lua em Sagitário
  • Árvore da Vida: Yesod
  • Descrição: "Os bastões se transformaram agora em setas. Ao fundo há oito delas e no primeiro plano, diante das oito, uma seta-mestra. Esta tem como ponta a Lua e o Sol como força propulsora acima dela, pois o caminho de Sagitário na Árvore da Vida une o Sol e a Lua. As chamas da carta são décuplas, sugerindo que a energia é dirigida para baixo."
  • Interpretação: "O nove representa sempre o mais pleno desenvolvimento da força em sua relação com as forças acima dela. Pode-se considerar o nove como o melhor que se é capaz de obter a partir do tipo envolvido, encarado sob um ponto de vista prático e material. - Esta carta é também governada pela Lua em Sagitário e assim há aqui uma influência dupla da Lua na Árvore da Vida. E daí o aforismo: 'Mudança é estabilidade'."
Do Liber LXXVIII:
"Força, poder, saúde, recuperação da doença."

Dez de Paus

Dez de Paus
  • Título: Opressão (O Senhor da Opressão)
  • Astrologia: Saturno em Sagitário
  • Árvore da Vida: Malkuth
  • Descrição: "Os oito bastões estão ainda cruzados, mostrando o enorme poder das energias completadas do fogo; mas eles perderam suas patentes de nobreza. Suas extremidades parecem mais com garras; falta-lhes a autoridade e inteligência exibidas nas cartas anteriores, e em primeiro plano estão os dois formidáveis dorjes do dois de Bastões, mas alongados com a extensão de barras."
  • Interpretação: "[Esta carta] Mostra a força destacada de suas fontes espirituais. Tornou-se uma força cega e, assim, a forma mais violenta daquela energia particular, sem quaisquer influências modificadoras. As chamas ao fundo da carta entraram em fúria. É o fogo no seu aspecto mais destrutivo (...) O todo da figura sugere opressão e repressão. É uma crueldade estúpida e obstinada da qual não há fuga. É uma vontade que nada compreendeu além de seu propósito lânguido, sua 'ânsia de resultado', e devorará a si mesma nas conflagrações que evocou."
Do Liber LXXVIII:
"Força e energia cruéis e opressoras, mas aplicadas somente para fins materiais e egoístas."

Referências

  • Encyclopedia Thelemica. Wands (tarot). - Consultado em 25/11/2011 e.v.
  • Sacred Texts. Liber LXXVIII. - Consultado em 25/11/2011 e.v.