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As cartas da côrte representam os próprios elementos, cada elemento dividido em quatro sub-elementos.
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[[Categoria: Tarot]]
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Edição das 20h22min de 9 de outubro de 2006

Parte da série Tarot de Thoth.

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O Tarot de Thoth, também chamado de Livre de Thoth, é uma baralho de 78 cartas de tarot projetadas por Aleister Crowley e ilustradas por Lady Frieda Harris. O projeto começou em 1938 e foi completado cinco anos mais tarde em 1943, embora ele não tenha sido publicado até 1969 pela O.T.O. através dos eforços de Grady McMurtry X°. O baralho inteiro é projetado para uma representação pictórica da Cabala e especialmente a Árvore da Vida, um sistema de 10 esferas e 22 caminho interconectados que são usados para organizar conceitos místicos.

O Tarot é, sem qualquer dúvida, uma tentativa deliberada de representar, sob forma pictórica, as doutrinas da Qabalah. A evidência para isso é muito semelhante à evidência apresentada por uma pessoa que está fazendo palavras cruzadas. Ela sabe, pelas pistas da horizontal, que sua palavra é “ESMAG - espaço vazio - R”; portanto, é certo, sem possibilidade de erro, que o espaço vazio seja um “A”.

As cartas da corte e as cartas menores formam o esqueleto do Tarô em sua principal função, como mapa do universo. Mas, no que diz respeito ao significado especial do baralho como chave para fórmulas mágicas, os vinte e dois trunfos (Arcanos Maiores ou ATU) adquirem importância peculiar. Sua atribuição é a seguinte: as três letras-mãe do alfabeto hebraico, Shin, Mem e Aleph, representam os três elementos ativos; as sete chamadas letras duplas, Beth, Gimel, Daleth, Kaph, Pé, Resh e Tau representam os sete planetas sagrados. As doze letras restantes, Hé, Vau, Zain, Cheth, Teth, Yod, Lamed, Nun, Samekh, Ayin, Tzaddi e Koph representam os signos do zodíaco.

Há um ligeiro emparamento ou sobreposição nesse arranjo. A letra Shin tem que servir tanto para o fogo quanto para o espírito, da mesma maneira que o número 2 participa da natureza do número 1; e a letra Tau representa tanto Saturno, quanto o elemento terra. Nessas dificuldades reside uma doutrina.

As cartas da côrte, por sua vez, representam o Pai, Mãe, Filho, Filha em sua plenitude, YHVH.

Eis uma afirmação simples sobre o plano da Árvore da Vida. Os números, ou coisas-em-si, são dez emanações sucessivas provenientes do tríplice véu do Negativo. As cartas menores, numeradas de 1 a 10 correspondem às Sephiroth. Essas cartas são exibidas sob forma quádrupla, porque não são os puros números abstratos, mas símbolos particulares desses números no universo da manifestação, que é, por questão de conveniência, classificado sob a figura de quatro elementos.

As cartas da côrte representam os próprios elementos, cada elemento dividido em quatro sub-elementos.