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'''A INVOCAÇÃO DO 25º ÆTHYR CHAMADO VTI'''
'''VTI''' é o 25º Æthyr invocado no [[Liber 418]]. Refere-se ao caminho de [[Teth]] ([[Tesão|Atu XI]]. O Querubim do Fogo na Iniciação). A Visão do Fruto da [[Grande Obra]] da [[Therion|Besta]] - [[666]]. O [[Leão]].


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==A invocação do 25º Æthyr chamado VTI==
   
   
Não há nada na pedra além de uma Rosa Cruz na cor dourada pálida.
Não há nada na pedra além de uma Rosa Cruz na cor dourada pálida.


Agora vem um Anjo de asas brilhantes, esse é o Anjo do 25º Ar. E todo o ar possui uma cor oliva escura como uma pedra alexandrina. Ele carrega um jarro ou ânfora. E agora outro Anjo, sobre um cavalo branco, aproxima-se e outro sobre um touro negro. E agora vem um leão e engole os dois últimos anjos. O primeiro vai em direção ao leão e fecha a sua boca. E atrás dele perfila-se uma grande companhia de Anjos portando lanças prateadas parecendo uma floresta. E o Anjo diz: Toquem tuas trombetas, pois eu perderei minhas mãos na boca do leão e seu rugido inflamará os mundos. Então as trombetas tocam e o vento se intensifica, e assobia pavorosamente. É um vento azul com pontos em prata; e sopra através de todo Æthyr. Então o leão toma forma semelhante a uma chama incandescente. E ele ruge em uma língua desconhecida. Porém aqui vai uma interpretação: Deixai as estrelas consumirem-se no fogo de minhas narinas! Que todos os deuses e arcanjos e os anjos e os espíritos que estão na terra, e acima da terra, e abaixo da terra, que estão em todos os céus e em todos os infernos, que todos eles tornem-se ciscos bailando no piscar dos meus olhos! Eu sou o devorador da morte e vitória. Eu mato o bode coroado e sorvo o grande mar. Tal qual o pó da secura revoa os mundos são soprados ante mim. Tu passaste por mim e não me reconheceste. Ai de ti que não devorei por completo. Em minha cabeça repousa a coroa, 419 raios reluzentes. E meu corpo é o corpo da Cobra, e minha alma é a alma da Criança Coroada e Conquistadora. Porém um Anjo trajando robes alvos me conduz - quem cavalgará em mim além da Mulher das Abominações? Quem é a Besta? Não sou mais do que ele? Em sua mão está uma espada que é um livro. Em sua mão está uma lança que é uma taça de fornicação. Sobre sua boca há um conjunto de grandes e terríveis selos. E ele tem o segredo de V. Seus dez chifres saem de cinco pontas e suas oito cabeças são como o auriga do Oeste. Assim o salpico do sol tempera a lança de Marte, e assim ele será venerado como o guerreiro senhor do sol. Porém nele está a mulher que devorou com sua água todo o fogo de Deus. Ai! meu senhor, tu te unistes a ele que desconhece essas cousas. Quando chegar o dia esses homens irão se reunir neste meu portal e cairão dentro da minha garganta furiosa, um redemoinho de fogo? Este é o inferno voraz e lá todos eles serão totalmente consumidos. Por essa razão os asbestos inconsumíveis fizeram pureza. Cada um dos meus dentes é uma letra do nome reverberante. Minha língua é um pilar de fogo  e das glândulas de minha boca erguem-se quatro pilares de água. TAOTZEM é o nome pelo qual eu sou ofendido. Meu nome, tu não conhecerás, para que não o pronuncies e atravesse.
Agora vem um Anjo de asas brilhantes, esse é o Anjo do 25º Ar. E todo o ar possui uma cor oliva escura como uma pedra alexandrina. Ele carrega um jarro ou ânfora. E agora outro Anjo, sobre um cavalo branco, aproxima-se e outro sobre um touro negro. E agora vem um leão e engole os dois últimos anjos. O primeiro vai em direção ao leão e fecha a sua boca. E atrás dele perfila-se uma grande companhia de Anjos portando lanças prateadas parecendo uma floresta. E o Anjo diz: Toquem tuas trombetas, pois eu perderei minhas mãos na boca do leão e seu rugido inflamará os mundos. Então as trombetas tocam e o vento se intensifica, e assobia pavorosamente. É um vento azul com pontos em prata; e sopra através de todo Æthyr. Então o leão toma forma semelhante a uma chama incandescente. E ele ruge em uma língua desconhecida. Porém aqui vai uma interpretação: Deixai as estrelas consumirem-se no fogo de minhas narinas! Que todos os deuses e arcanjos e os anjos e os espíritos que estão na terra, e acima da terra, e abaixo da terra, que estão em todos os céus e em todos os infernos, que todos eles tornem-se ciscos bailando no piscar dos meus olhos! Eu sou o devorador da morte e vitória. Eu mato o bode coroado e sorvo o grande mar. Tal qual o pó da secura revoa os mundos são soprados ante mim. Tu passaste por mim e não me reconheceste. Ai de ti que não devorei por completo. Em minha cabeça repousa a coroa, 419 raios reluzentes. E meu corpo é o corpo da Cobra, e minha alma é a alma da Criança Coroada e Conquistadora. Porém um Anjo trajando robes alvos me conduz - quem cavalgará em mim além da Mulher das Abominações? Quem é a Besta? Não sou mais do que ele? Em sua mão está uma espada que é um livro. Em sua mão está uma lança que é uma taça de fornicação. Sobre sua boca há um conjunto de grandes e terríveis selos. E ele tem o segredo de V. Seus dez chifres saem de cinco pontas e suas oito cabeças são como o auriga do Oeste. Assim o salpico do sol tempera a lança de Marte, e assim ele será venerado como o guerreiro senhor do sol. Porém nele está a mulher que devorou com sua água todo o fogo de Deus. Ai! meu senhor, tu te unistes a ele que desconhece essas cousas. Quando chegar o dia esses homens irão se reunir neste meu portal e cairão dentro da minha garganta furiosa, um redemoinho de fogo? Este é o inferno voraz e lá todos eles serão totalmente consumidos. Por essa razão os asbestos inconsumíveis fizeram pureza. Cada um dos meus dentes é uma letra do nome reverberante. Minha língua é um pilar de fogo  e das glândulas de minha boca erguem-se quatro pilares de água. TAOTZEM é o nome pelo qual eu sou ofendido. Meu nome, tu não conhecerás, para que não o pronuncies e atravesse.
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''(Havia duas vozes em todo a Invocação, uma atrás da outra, ou uma falava e a outra explicava. E a voz que falava era um rugido, muito alto, como uma mistura de trovões e quedas d'água e bestas selvagens e companhias de artilharia. E era articulada, embora não pudesse dizer a você qual o significado das palavras. No entanto, a voz explicativa, a segunda, era bastante quieta e colocava as idéias na cabeça do Vidente como se estivesse tocando-o. Não estou certo se as pedras que caiaram e os golpes de espada faziam parte destes vozes e dos conceitos que encerravam)''
''(Havia duas vozes em todo a Invocação, uma atrás da outra, ou uma falava e a outra explicava. E a voz que falava era um rugido, muito alto, como uma mistura de trovões e quedas d'água e bestas selvagens e companhias de artilharia. E era articulada, embora não pudesse dizer a você qual o significado das palavras. No entanto, a voz explicativa, a segunda, era bastante quieta e colocava as idéias na cabeça do Vidente como se estivesse tocando-o. Não estou certo se as pedras que caiaram e os golpes de espada faziam parte destes vozes e dos conceitos que encerravam)''
==Referências==


*[http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/libri_418.htm Astrum Argentum] Retirado no dia 15/11/2006 e.v.
[[Categoria:Liber 418]]
[[Categoria:Liber 418]]

Edição atual tal como às 07h03min de 17 de janeiro de 2011

Este artigo é parte integrante da série A Visão e a Voz - Liber 418

Liber 418: A Visão e a Voz, é considerado por Aleister Crowley como o segundo livro em importância, perdendo apenas para Liber AL vel Legis Para obtê-lo, Aleister Crowley e seu discípulo, o poeta inglês Victor Benjamin Neuburg, viajaram as terras áridas da Argélia e ali realizaram invocações específicas valendo-se do sistema enoquiano de John Dee e Edward Kelley.


VTI é o 25º Æthyr invocado no Liber 418. Refere-se ao caminho de Teth (Atu XI. O Querubim do Fogo na Iniciação). A Visão do Fruto da Grande Obra da Besta - 666. O Leão.

Aethyr 25.gif


A invocação do 25º Æthyr chamado VTI

Não há nada na pedra além de uma Rosa Cruz na cor dourada pálida.

Agora vem um Anjo de asas brilhantes, esse é o Anjo do 25º Ar. E todo o ar possui uma cor oliva escura como uma pedra alexandrina. Ele carrega um jarro ou ânfora. E agora outro Anjo, sobre um cavalo branco, aproxima-se e outro sobre um touro negro. E agora vem um leão e engole os dois últimos anjos. O primeiro vai em direção ao leão e fecha a sua boca. E atrás dele perfila-se uma grande companhia de Anjos portando lanças prateadas parecendo uma floresta. E o Anjo diz: Toquem tuas trombetas, pois eu perderei minhas mãos na boca do leão e seu rugido inflamará os mundos. Então as trombetas tocam e o vento se intensifica, e assobia pavorosamente. É um vento azul com pontos em prata; e sopra através de todo Æthyr. Então o leão toma forma semelhante a uma chama incandescente. E ele ruge em uma língua desconhecida. Porém aqui vai uma interpretação: Deixai as estrelas consumirem-se no fogo de minhas narinas! Que todos os deuses e arcanjos e os anjos e os espíritos que estão na terra, e acima da terra, e abaixo da terra, que estão em todos os céus e em todos os infernos, que todos eles tornem-se ciscos bailando no piscar dos meus olhos! Eu sou o devorador da morte e vitória. Eu mato o bode coroado e sorvo o grande mar. Tal qual o pó da secura revoa os mundos são soprados ante mim. Tu passaste por mim e não me reconheceste. Ai de ti que não devorei por completo. Em minha cabeça repousa a coroa, 419 raios reluzentes. E meu corpo é o corpo da Cobra, e minha alma é a alma da Criança Coroada e Conquistadora. Porém um Anjo trajando robes alvos me conduz - quem cavalgará em mim além da Mulher das Abominações? Quem é a Besta? Não sou mais do que ele? Em sua mão está uma espada que é um livro. Em sua mão está uma lança que é uma taça de fornicação. Sobre sua boca há um conjunto de grandes e terríveis selos. E ele tem o segredo de V. Seus dez chifres saem de cinco pontas e suas oito cabeças são como o auriga do Oeste. Assim o salpico do sol tempera a lança de Marte, e assim ele será venerado como o guerreiro senhor do sol. Porém nele está a mulher que devorou com sua água todo o fogo de Deus. Ai! meu senhor, tu te unistes a ele que desconhece essas cousas. Quando chegar o dia esses homens irão se reunir neste meu portal e cairão dentro da minha garganta furiosa, um redemoinho de fogo? Este é o inferno voraz e lá todos eles serão totalmente consumidos. Por essa razão os asbestos inconsumíveis fizeram pureza. Cada um dos meus dentes é uma letra do nome reverberante. Minha língua é um pilar de fogo e das glândulas de minha boca erguem-se quatro pilares de água. TAOTZEM é o nome pelo qual eu sou ofendido. Meu nome, tu não conhecerás, para que não o pronuncies e atravesse.


E agora o Anjo avança novamente e fecha a boca.


Durante todo esse tempo pesadas ventanias me açoitam, oriundas dos anjos invisíveis que aumentam o meu peso igualando ao de um fardo maior que o mundo. Sou totalmente esmagado.


Grandes pedras moedoras são arremessadas dos céus em mim. Eu estou tentando rastejar em direção ao leão e o chão está coberto com facas afiadas. Sou cortado a cada polegada. E a voz vem: Por que estás aqui e quem és tu? Tu não trás o sinal numérico e o selo do nome e o anel do olho? Tu não cederás.


E eu respondi e disse: Eu sou uma criatura de terra e você me mandaria nadar.


E a voz disse: Teu medo é conhecido; tua ignorância é conhecida; tua fraqueza é conhecida; porém tu não és nada nessa importância. Deverá o grão lançado pelo semeador questionar se é aveia ou cevada? Escravo de prisão da maldição, nós não nada damos, nós tudo tomamos. Alegra-te. Isso que tu és és tu. Alegra-te.


E agora o leão passa pelo Æthyr com a besta coroada nas suas costas e a sua cauda prossegue em vez de parar e cada pelo às vezes é uma coisa às vezes outra - uma pequena casa, um planeta ou uma cidade. Dali em diante aparece uma grande planície onde soldados lutam e uma grande montanha cravada de mil templos e mais casas e jardins e campos e grandes cidades repleta de maravilhosas construções, estátuas e colunas e torres públicas. Essas coisas vão e vem, vão e vem, vão e vem nos pelos da cauda do leão.


Há um tufo de pelo que parece um cometa, porém o topo é um novo universo e cada pelo que cai é uma Via Láctea.


Então surge uma figura pálida e dura, grande, grande, maior do que todo o universo em armadura prateada, com uma espada e um par de pratos de balança. É muito vago. Tudo se foi da pedra cinzenta, apagado.


Nada restou.


Ain el Hajel., 25 de novembro de 1909. 20:40 - 21:40 pm

(Havia duas vozes em todo a Invocação, uma atrás da outra, ou uma falava e a outra explicava. E a voz que falava era um rugido, muito alto, como uma mistura de trovões e quedas d'água e bestas selvagens e companhias de artilharia. E era articulada, embora não pudesse dizer a você qual o significado das palavras. No entanto, a voz explicativa, a segunda, era bastante quieta e colocava as idéias na cabeça do Vidente como se estivesse tocando-o. Não estou certo se as pedras que caiaram e os golpes de espada faziam parte destes vozes e dos conceitos que encerravam)

Referências