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(Criou página com '== PREFÁCIO == por Kenneth Grant Desde a publicação deste livro, há dez anos, tornou-se evidente que Aleister Crowley foi mais do que apenas mais um herói de culto do nosso tempo. A vida de Crowley foi ainda mais fantástica do que a de Gurdjieff, a única personalidade comparável entre seus contemporâneos, cujas coisas não convencionais eram em sua maioria ignoradas em silêncio. As excentricidades de Crowley, no entanto, foram tão enfatizadas que o valor ún...')
 
 
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por Kenneth Grant
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Desde a publicação deste livro, há dez anos, tornou-se evidente que Aleister Crowley foi mais do que apenas mais um herói de culto do nosso tempo.
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A vida de Crowley foi ainda mais fantástica do que a de Gurdjieff, a única personalidade comparável entre seus contemporâneos, cujas coisas não convencionais eram em sua maioria ignoradas em silêncio. As excentricidades de Crowley, no entanto, foram tão enfatizadas que o valor único do seu trabalho em todas as áreas concebíveis do ocultismo experimental foi obscurecido até recentemente. Foi apenas durante a última década que as ideias de Crowley ganharam asas em harmonia com um vasto novo corpo de literatura que funde ciência, fantasia e metafísica de uma forma que pode, em última análise, reificar os pesadelos mais selvagens de um H.P. Lovecraft.
Desde a publicação deste livro, há dez anos, tornou-se evidente que [[Aleister Crowley]] foi mais do que apenas mais um herói de culto do nosso tempo.


Timothy Leary, por exemplo, identifica-se tão inteiramente com a corrente iniciada por Crowley, e com as “coincidências-sincronicidades entre a minha vida e a dele”, que considera um dos seus objectivos ser a conclusão do trabalho de preparação do mundo para a vida cósmica. consciência, que Crowley havia começado. Tal como aconteceu com Carlos Castaneda - outro escritor profundamente preocupado com estas questões - a descoberta de Leary veio através das drogas, embora estas tenham sido posteriormente descartadas por Castaneda como não essenciais para a abertura dos centros superiores. Crowley foi, no entanto, o primeiro a correlacionar sistematicamente tais estados de consciência com vários tipos de experiência espiritual, bem como a facilitar o contato com entidades extradimensionais.
A vida de Crowley foi ainda mais fantástica do que a de [[Gurdjieff]], a única personalidade comparável entre seus contemporâneos, cujas coisas não convencionais eram em sua maioria ignoradas em silêncio. As excentricidades de Crowley, no entanto, foram tão enfatizadas que o valor único do seu trabalho em todas as áreas concebíveis do ocultismo experimental foi obscurecido até recentemente. Foi apenas durante a última década que as ideias de Crowley ganharam asas em harmonia com um vasto novo corpo de literatura que funde ciência, fantasia e metafísica de uma forma que pode, em última análise, reificar os pesadelos mais selvagens de um [[H.P. Lovecraft]].


Um crítico das ''Confissões'' apontou na revista Life que 'Crowley era tão superior aos ocultistas estúpidos de hoje quanto "Faze o que quiser"<ref>N.T. do francês "Fay ce que vouldras</ref> de Rabelais é para o seu "Faça sua própria coisa".' O Magick<ref>A edição completa, compreendendo o Livro 4 , Parte Um, Livro 4, Parte Dois, e "Magia na Teoria e Prática", editada, anotada e introduzida por Symonds e Grant, Routledge & Kegan Paul, 1973.</ref> de Crowley é considerada pelos conhecedores o livro mais abrangente sobre o assunto já escrito, e as ''Confissões'' dão vida ao homem que o escreveu.
[[Timothy Leary]], por exemplo, identifica-se tão inteiramente com a corrente iniciada por Crowley, e com as “sincronicidades-coincidências entre a minha vida e a dele”, que considera um dos seus objetivos ser a conclusão do trabalho de preparação do mundo para consciência cósmica que Crowley havia começado. Tal como aconteceu com [[Carlos Castañeda]] - outro escritor profundamente preocupado com estas questões - a descoberta de Leary veio através das drogas, embora estas tenham sido posteriormente descartadas por Castaneda como não essenciais para a abertura dos centros superiores. Crowley foi, no entanto, o primeiro a correlacionar sistematicamente tais estados de consciência com vários tipos de experiência espiritual, bem como a facilitar o contato com entidades extradimensionais.


Muitas das personalidades - famosas, infames ou pouco conhecidas cujos encontros com Crowley são aqui descritos, foram agora reavaliadas, desde a "pirralha" de Marie Desti, que se transformou no diretor de cinema Preston Sturges, até Somerset Maugham, que, após Há rumores de que a publicação de seu romance, "O Mágico" , vendeu sua alma ao diabo na forma de Aleister Crowley em troca de fama mundial. O primeiro biógrafo de Crowley, major-general Fuller, abandonou a "Criança Coroada e Conquistadora" do ''[[Livro da Lei]]'' para Hitler, e cita Hitler dizendo a ele em uma ocasião: "Espero que você esteja satisfeito com seus filhos?", um referência a um vasto desfile de tanques alemães, fruto da imaginação das teorias posteriores de Fuller.
Um crítico das ''Confissões'' apontou na revista Life que "Crowley era tão superior aos ocultistas estúpidos de hoje quanto 'Faze o que quiser'<ref>N.T. do francês "Fay ce que vouldras</ref> de Rabelais é para o seu 'Faça sua própria coisa'." O Magick<ref>A edição completa, compreendendo o Livro 4 , Parte Um, Livro 4, Parte Dois, e "Magia na Teoria e Prática", editada, anotada e introduzida por Symonds e Grant, Routledge & Kegan Paul, 1973.</ref> de Crowley é considerada pelos conhecedores o livro mais abrangente sobre o assunto já escrito, e as ''Confissões'' dão vida ao homem que o escreveu.
 
Muitas das personalidades - famosas, infames ou pouco conhecidas cujos encontros com Crowley são aqui descritos, foram agora reavaliadas, desde a "pirralha" de Marie Desti, que se transformou na diretora de cinema Preston Sturges, até Somerset Maugham, que, após a publicação de seu romance, ''O Magista'', há rumores de que vendeu sua alma ao diabo na forma de Aleister Crowley em troca de fama mundial. O primeiro biógrafo de Crowley, major-general Fuller, abandonou a "Criança Coroada e Conquistadora" do ''[[Livro da Lei]]'' para Hitler, e cita Hitler dizendo a ele em uma ocasião: "Espero que você esteja satisfeito com seus filhos?", um referência a um vasto desfile de tanques alemães, fruto da imaginação das teorias posteriores de Fuller.


[[Florence Farr]], confidente de [[Bernard Shaw | Shaw]] e [[William Buttler Yeats | Yeats]], terminou seus dias no Ceilão sob a orientação espiritual do mentor de [[Allan Bennett]], [[Sri Ramanathan]] e [[Gerald Kelly]], "pintor, de acordo com a lista telefônica", foi nomeado cavaleiro por seus muitos retratos da realeza. Quanto às tentativas pioneiras de Crowley no pico K2 do Himalaia, o seu “demônio da tempestade” ainda faz vítimas.
[[Florence Farr]], confidente de [[Bernard Shaw | Shaw]] e [[William Buttler Yeats | Yeats]], terminou seus dias no Ceilão sob a orientação espiritual do mentor de [[Allan Bennett]], [[Sri Ramanathan]] e [[Gerald Kelly]], "pintor, de acordo com a lista telefônica", foi nomeado cavaleiro por seus muitos retratos da realeza. Quanto às tentativas pioneiras de Crowley no pico K2 do Himalaia, o seu “demônio da tempestade” ainda faz vítimas.


As sementes das especulações mais interessantes sobre o futuro serão encontradas naquilo que [[Allan Watts]] — um dos cem revisores das ''Confissões'' — chamou de "este enorme volume que do começo ao fim é quase inteiramente fascinante, espirituoso, arrogante, imodesto e mas curiosamente sábio".
As sementes das especulações mais interessantes sobre o futuro serão encontradas naquilo que [[Allan Watts]] — um dos cem revisores das ''Confissões'' — chamou de "este enorme volume que do começo ao fim é quase inteiramente fascinante, espirituoso, arrogante, imodesto e, ainda assim, curiosamente sábio".
ENNETH GRANT (Londres 1978.)
KENNETH GRANT (Londres 1978.)


'''AGRADECIMENTOS'''<br />
'''AGRADECIMENTOS'''<br />
Os editores desejam agradecer ao Sr. George H. Brook por generosamente colocar sua coleção de Crowleyana à sua disposição; agradecem também à Sra. Norah Fitzgerald e ao Sr. Gerald Yorke pelo empréstimo dos textos datilografados; e estão gratos à Sra. Steffi Grant pela sua ajuda na preparação do índice.
Os editores desejam agradecer ao Sr. George H. Brook por generosamente colocar sua coleção Crowleyana à sua disposição; agradecem também à Sra. Norah Fitzgerald e ao Sr. Gerald Yorke pelo empréstimo dos textos datilografados; e estão gratos à Sra. Steffi Grant pela sua ajuda na preparação do índice.


'''ALEISTER CROWLEY E A LEI DE THELEMA'''<br />
'''ALEISTER CROWLEY E A LEI DE THELEMA'''<br />
Está razoavelmente claro na introdução deste trabalho que John Symonds não aceita a Lei de Thelema. Neste ponto estamos em desacordo. Além disso, penso que O Livro da Lei contém a chave para os principais mistérios ocultos da era atual.<br />
Está razoavelmente claro na introdução deste trabalho que John Symonds não aceita a Lei de Thelema. Neste ponto estamos em desacordo. Além disso, penso que O Livro da Lei contém a chave para os principais mistérios ocultos da era atual.<br />
CONCESSÃO KENNETH GRANT
CONCESSÃO KENNETH GRANT
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Edição atual tal como às 09h00min de 22 de fevereiro de 2024

PREFÁCIO

por Kenneth Grant

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Desde a publicação deste livro, há dez anos, tornou-se evidente que Aleister Crowley foi mais do que apenas mais um herói de culto do nosso tempo.

A vida de Crowley foi ainda mais fantástica do que a de Gurdjieff, a única personalidade comparável entre seus contemporâneos, cujas coisas não convencionais eram em sua maioria ignoradas em silêncio. As excentricidades de Crowley, no entanto, foram tão enfatizadas que o valor único do seu trabalho em todas as áreas concebíveis do ocultismo experimental foi obscurecido até recentemente. Foi apenas durante a última década que as ideias de Crowley ganharam asas em harmonia com um vasto novo corpo de literatura que funde ciência, fantasia e metafísica de uma forma que pode, em última análise, reificar os pesadelos mais selvagens de um H.P. Lovecraft.

Timothy Leary, por exemplo, identifica-se tão inteiramente com a corrente iniciada por Crowley, e com as “sincronicidades-coincidências entre a minha vida e a dele”, que considera um dos seus objetivos ser a conclusão do trabalho de preparação do mundo para consciência cósmica que Crowley havia começado. Tal como aconteceu com Carlos Castañeda - outro escritor profundamente preocupado com estas questões - a descoberta de Leary veio através das drogas, embora estas tenham sido posteriormente descartadas por Castaneda como não essenciais para a abertura dos centros superiores. Crowley foi, no entanto, o primeiro a correlacionar sistematicamente tais estados de consciência com vários tipos de experiência espiritual, bem como a facilitar o contato com entidades extradimensionais.

Um crítico das Confissões apontou na revista Life que "Crowley era tão superior aos ocultistas estúpidos de hoje quanto 'Faze o que quiser'[1] de Rabelais é para o seu 'Faça sua própria coisa'." O Magick[2] de Crowley é considerada pelos conhecedores o livro mais abrangente sobre o assunto já escrito, e as Confissões dão vida ao homem que o escreveu.

Muitas das personalidades - famosas, infames ou pouco conhecidas cujos encontros com Crowley são aqui descritos, foram agora reavaliadas, desde a "pirralha" de Marie Desti, que se transformou na diretora de cinema Preston Sturges, até Somerset Maugham, que, após a publicação de seu romance, O Magista, há rumores de que vendeu sua alma ao diabo na forma de Aleister Crowley em troca de fama mundial. O primeiro biógrafo de Crowley, major-general Fuller, abandonou a "Criança Coroada e Conquistadora" do Livro da Lei para Hitler, e cita Hitler dizendo a ele em uma ocasião: "Espero que você esteja satisfeito com seus filhos?", um referência a um vasto desfile de tanques alemães, fruto da imaginação das teorias posteriores de Fuller.

Florence Farr, confidente de Shaw e Yeats, terminou seus dias no Ceilão sob a orientação espiritual do mentor de Allan Bennett, Sri Ramanathan e Gerald Kelly, "pintor, de acordo com a lista telefônica", foi nomeado cavaleiro por seus muitos retratos da realeza. Quanto às tentativas pioneiras de Crowley no pico K2 do Himalaia, o seu “demônio da tempestade” ainda faz vítimas.

As sementes das especulações mais interessantes sobre o futuro serão encontradas naquilo que Allan Watts — um dos cem revisores das Confissões — chamou de "este enorme volume que do começo ao fim é quase inteiramente fascinante, espirituoso, arrogante, imodesto e, ainda assim, curiosamente sábio". ― KENNETH GRANT (Londres 1978.)

AGRADECIMENTOS
Os editores desejam agradecer ao Sr. George H. Brook por generosamente colocar sua coleção Crowleyana à sua disposição; agradecem também à Sra. Norah Fitzgerald e ao Sr. Gerald Yorke pelo empréstimo dos textos datilografados; e estão gratos à Sra. Steffi Grant pela sua ajuda na preparação do índice.

ALEISTER CROWLEY E A LEI DE THELEMA
Está razoavelmente claro na introdução deste trabalho que John Symonds não aceita a Lei de Thelema. Neste ponto estamos em desacordo. Além disso, penso que O Livro da Lei contém a chave para os principais mistérios ocultos da era atual.
CONCESSÃO KENNETH GRANT


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  1. N.T. do francês "Fay ce que vouldras
  2. A edição completa, compreendendo o Livro 4 , Parte Um, Livro 4, Parte Dois, e "Magia na Teoria e Prática", editada, anotada e introduzida por Symonds e Grant, Routledge & Kegan Paul, 1973.