Livro de Enoque

De Ocultura
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O Livro de Enoque (ספר חנוך א') é um dos maiores pseudo-epígrafos, grandemente conhecido pela sua versão em etíope e mais tarde as traduções gregas dos capítulos I-XXXII, XCVII-CI e CVI-CVII, bem como de algumas citações importantes feitas por Georgius Syncellus, o autor bizantino. Teria sido escrito por Enoque, ancestral de Noé, contendo profecias e revelações. O Livro de Judas cita um trecho desta obra .

Em Qumram, foram encontrados na Gruta 4, sete importantes cópias que foram atestadas pela versão Etíope. Estas cópias embora que não idênticas na totalidade foram encontradas em conjunto com cópias do Livro dos Gigantes referenciadas no capitulo IV do Livro de Enoch.

As cópias de Qumram foram catalogadas com as referências 4Q201-2 e 204-12 e fazem parte da herança deixada pela comunidade Nazarita do Mar Morto, em Engedi.

O Livro de Enoque também é chamado de Primeiro Livro de Enoque. Existem outros dois livros chamados de Segundo Livro de Enoque e Terceiro Livro de Enoque, considerados de menor importância.

Datação dos manuscritos

A datação Paleográfica datou estes documentos de Qumram entre 200aC e o fim da era cristã.

Conteúdo da versão aramaica de Qumram

Existem muitos excertos aleatórios no livro que estão descontextualizados ou simplesmente não fazem sentido. Fazendo uma breve referencia ao conteúdo dos excertos que fazem sentido no livro, estes resumem-se da seguinte forma:

  • 4Q201 - Enumera os nomes em aramaico dos vinte chefes dos anjos caídos;
  • 4Q206 - Este é o mais divergente com a versão etíope
  • 4Q209 - Chamado Livro Astronómico, é consideravelmente mais longo que a versão etíope.

A secção do Livro dos Gigantes não existe na versão etíope, mas circulava na literatura maniqueísta, talmúdica e medieval Judaica.

Comparação das versões

Existem diferenças notórias, embora que parciais, na estrutura das versões do Livro de Enoque. A parte astrológica é muito mais desenvolvida na versão etíope que na versão de Qumram. Por outro lado a secção do Livro das Parábolas dá mais ênfase a sua especulação a respeito do Filho do Homem na versão do Qumram do que na versão etíope. Existem outra inúmeras divergências estilísticas, colocadas provavelmente pelos diferentes tradutores que trabalharam as obras na altura.

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