As Confissões de Aleister Crowley: mudanças entre as edições

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<center><font size=6>AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY</font></center><center><font size="4">O ESPÍRITO DA SOLIDÃO</font><br />
<font size="4">Uma Autohagiografia</font> <br />
<font size="4">Posteriormente re-anticristado</font> <br />
<font size="4">AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY</font><br />
[[Arquivo:Um retrato auto idealizado.png|centro|miniaturadaimagem]](Para referência, os números das páginas de Symonds e Grant estão entre < > na parte inferior de cada página de texto) <br />
''Aos Três Amigos''


<center><font size=6>AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY</font></center>
J. W. N. SULLIVAN <br /> que sugeriu este livreto <br />AUGUSTUS JOHN <br /> que primeiro deu assistência prática <br /> P. R. STEPHENSEN <br /> que entendeu o ponto


<center>O ESPÍRITO DA SOLIDÃO<br />
''E às Três Memórias Imortais''
Uma Autohagiografia<br />
Posteriormente re-anticristado <br />
AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY</center><br />
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==PREÂMBULO==
RICHARD FRANCIS BURTON <br />o pioneiro perfeito da aventura espiritual e física <br />OSCAR ECKENSTEIN <br />que me treinou para seguir a trilha <br />ALLAN BENNETT <br />que fez o que pôde
Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados.
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Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo.
== PREÂMBULO==
''Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados.''


== PARTE I - RUMO À ORDEM DA AURORA DOURADA ==
''Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo.'' ― Aleister Crowley
'''PRELÚDIO'''


"FAZE O QUE TU QUERES, há de ser toda a Lei." Não apenas para esta auto-hagiografia ― como ele brinca ao chamá-la — de Aleister Crowley, mas para toda forma de biografia, biologia, e até mesmo química, essas palavras são fundamentais.


"Cada homem e cada mulher é uma estrela." O que podemos saber sobre uma estrela? Pelo telescópio, um vislumbre tênue do seu valor óptico. Pelo espectroscópio, uma indicação da sua composição. Pelo telescópio, e por nossa matemática, sua trajetória. Neste último aspecto, podemos legitimamente inferir do conhecido para o desconhecido: pela nossa observação da breve curva visível, podemos estimar de onde veio e para onde vai. A experiência valida nossas suposições.
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Considerações deste tipo são essenciais para qualquer tentativa séria de biografia. Uma criança não é—como nossos avós pensavam—um capricho arbitrário lançado ao mundo por uma divindade cínica, para ser salva ou condenada conforme a predestinação ou o livre-arbítrio. Sabemos agora que "aquilo que é, simplesmente é", como o velho eremita de Praga, que nunca viu pena e tinta, disse muito espirituosamente a uma sobrinha do Rei Gorboduc.
== Índice==
'''[[As Confissões de Aleister Crowley: PREFÁCIO | PREFÁCIO]]''' de Kenneth Grant<br />
'''[[As Confissões de Aleister Crowley: INTRODUÇÃO | INTRODUÇÃO ]]''' por John Symonds<br />
'''PARTE UM: Rumo à Aurora Dourada'''<br />
'''[[As Confissões de Aleister Crowley: Prelúdio | Prelúdio]]''' Capítulo '''[[As Confissões de Aleister Crowley: Capítulo 1 | 1]]''', 2, 3, 4 ,  5 ,  6 ,  7 ,  8 ,  9 ,  10 ,  11 ,  12 ,  13 ,  14 ,  15 ,  16 ,  17 ,  18 ,  19 ,  20 , 21 , 22


Nada pode ser criado ou destruído; portanto, a "vida" de qualquer indivíduo deve ser vista como aquela breve curva visível, e o objetivo de escrevê-la é deduzir, por meio de medidas apropriadas, o restante de sua trajetória.
PARTE DOIS: A aventura mística<br />
Capítulo  23 , 24 , 25 , 26 , 27 ,  28 ,  29 ,  30 ,  31 ,  32 ,  33 ,  34 ,  35  ,  36 ,  37 , 38 ,  39 ,  40 ,  41 ,  42 ,  43 ,  44 ,  45 ,  46 ,  47 , ,  48


O autor de qualquer biografia deve perguntar, no sentido mais profundo, quem ele é? Esta pergunta, "Quem és tu?", é a primeira que é feita a qualquer candidato à iniciação. Também é a última. O que a pessoa é, fez e sofreu são apenas pistas para esse grande enigma. Portanto, as memórias mais antigas de qualquer auto-hagiógrafo são imensamente valiosas; sua incoerência é um guia infalível, pois, como Freud demonstrou, lembramos (geralmente) o que desejamos lembrar e esquecemos o que é doloroso. Há, assim, um grande perigo de engano quanto aos "fatos" do caso, mas nossas memórias indicam com incrível precisão qual é a nossa verdadeira vontade, e, como mencionado anteriormente, é essa verdadeira vontade que revela a natureza do nosso próprio movimento.
PARTE TRÊS: O Advento do Aeon de Hórus<br />
Capítulo  49 , 50 , 51 , 52 , 53 , 54 , 55 , 56 , 57


Ao escrever a vida de um homem comum, existe esta dificuldade fundamental: o desempenho é fútil e sem sentido, mesmo do ponto de vista de um filósofo prosaico; ou seja, falta qualquer unidade artística. No caso de Aleister Crowley, nenhum tal dilema apareceu em seu caminho; pois ele próprio considera sua carreira como uma composição definitivamente dramática. Ela alcança um clímax nos dias 8, 9 e 10 de abril de 1904. O menor incidente na história de todo o universo lhe parece como uma preparação para aquele evento; e sua vida subsequente é meramente o resultado dessa crise.
PARTE QUATRO: Trabalhos Mágicos<br />
Capítulo  58 ,  59 ,  60 , 61 ,  62 ,  63 ,  64 , 65 , 66 , 67 , 68


Por outro lado, contudo, existe a circunstância de que seu tempo foi dividido de três formas bem distintas: o Caminho Secreto do Iniciado, o Caminho da Poesia e da Filosofia, e o Vasto Mar do Romance e da Aventura. De fato, não é raro encontrar os dois primeiros, ou os dois últimos, elementos na essência de um homem: Byron é um exemplo do primeiro, e Poe, do segundo. Mas é realmente raro que uma vida tão intensa e aventuresca esteja associada a uma devoção tão profunda às artes do quietismo; e neste caso específico, as três carreiras são tão completas que a posteridade pode ser perdoada por presumir que não apenas um, mas vários indivíduos foram combinados numa lenda, ou até mesmo por dar um passo adiante e dizer: Este Aleister Crowley não era um homem, ou sequer um conjunto de homens; ele é claramente um mito solar. Nem ele mesmo poderia negar tão veementemente tal afirmação; pois, antes mesmo de chegar ao auge da vida, seu nome já estava ligado a fábulas tão fantásticas quanto aquelas que lançam dúvidas sobre a historicidade de Buda. Deve ser a verdadeira vontade deste livro esclarecer a verdade sobre o homem. No entanto, aqui novamente, há um obstáculo no caminho. A verdade deve ser falsa, a menos que seja a verdade completa; e a verdade completa é parcialmente inacessível, em parte incompreensível, em parte inacreditável e parcialmente imprópria para publicação — isto é, em qualquer país onde a verdade por si só é reconhecida como um explosivo perigoso.
PARTE CINCO: O Mago<br />
Capítulo  69 , 70 , 71 , 72 , 73 , 74 , 75 , 76 , 77 , 78 , 79


Outra dificuldade surge pela natureza da mente, e especialmente da memória, do próprio homem. Enfrentaremos incidentes que mostram que ele está incerto sobre circunstâncias claramente lembradas, sejam elas da “vida real” ou sonhos, e até mesmo que ele tenha esquecido completamente coisas que nenhum homem normal poderia esquecer. Além disso, ele superou completamente a ilusão do tempo (no sentido usado por filósofos, de Lao Tzu e Plotino a Kant e Whitehead), pois muitas vezes acha impossível desembaraçar os eventos como uma sequência. Ele relacionou fenômenos de forma tão completa a um único padrão que eles perderam seu significado individual, assim como quando se compreende a palavra “gato”, as letras g-a-t-o perdem seu valor próprio e tornam-se meros elementos arbitrários de uma ideia. Ademais, ao revisar a vida de alguém em perspectiva, a sequência astronômica deixa de ser significativa. Os eventos reorganizam-se em uma ordem que transcende tempo e espaço, assim como em uma pintura não se pode distinguir em qual ponto da tela o artista começou a pintar. Ah! É impossível tornar este um livro satisfatório; mas isso proporciona o estímulo necessário; vale a pena fazê-lo, e por Styx<ref>N. T.: Estige— ninfa ou rio infernal dedicado a ela no Tártaro, inundo dos mortos
PARTE SEIS: Na Abadia de Thelema<br />
</ref>! Será feito.
Capítulo  80 ,  81 ,  82 ,  83 ,  84 ,  85 ,  86 ,  87 , 88 , 89 , 90 , 91 , 92 , 93 , 94 , 95 , 96
== Sobre o livro ==
"'''As Confissões de Aleister Crowley: Uma Autohagiografia'''" representa uma obra autobiográfica que narra a vida do poeta e ocultista Aleister Crowley. Este relato abrange desde o início de sua trajetória até aproximadamente a metade da década de 1920, deixando de fora os anos finais de sua vida e carreira até o seu falecimento em 1947.


SERIA absurdo pedir desculpas pela forma deste livro. Desculpas são sempre desagradáveis. Não acredito nem por um momento que teria sido melhor se tivesse sido escrito sob circunstâncias mais favoráveis. Menciono apenas como um ponto de interesse geral as dificuldades reais enfrentadas durante a composição.
Publicadas inicialmente pela Mandrake Press em 1929, as duas primeiras partes da obra foram lançadas como volumes independentes, intitulados "''The Spirit of Solitude''".


Desde o início, minha situação era instável. Eu estava praticamente sem recursos financeiros, fui traído de forma descarada e sem sentido por quase todos com quem mantinha relações comerciais, e não tinha acesso a nenhuma das comodidades normalmente consideradas essenciais para quem empreende tais tarefas. Para piorar, surgiu um súbito turbilhão de traição desenfreada e perseguição insensata, tão absurdo, mas tão intenso, que chegou a desestabilizar até mesmo pessoas bastante racionais. Ignorei isso e prossegui, mas quase imediatamente eu e um dos meus principais colaboradores adoecemos gravemente. Eu continuei. Meu colaborador faleceu<ref>Raoul Loveday, que faleceu na Abadia de Thelema após beber água de um córrego contaminado. Consulte a parte 6 deste trabalho para mais detalhes.</ref>. Eu continuei. Sua morte foi o estopim para uma nova onda de falsidades venenosas. Eu continuei.
==Mais sobre as Confissões==
Aleister Crowley inicialmente planejou que sua autobiografia fosse composta por seis volumes. Contudo, apenas dois foram publicados antes que a Grande Depressão e disputas editoriais levassem à interrupção do projeto. Assim, a obra de Crowley ficou incompleta durante sua vida, sendo integralmente publicada somente em 1969, em uma edição única editada por John Symonds e Kenneth Grant. Essa edição consolidada abrange substancialmente o conteúdo dos dois primeiros volumes e, em menor medida, dos quatro subsequentes, apresentando-se, porém, como um resumo. Os volumes originais, ricos em textos e fotografias, especialmente aquelas relacionadas às aventuras e ao alpinismo de Crowley, não foram completamente reproduzidos na edição posterior.


Continua...
O subtítulo "Uma Autohagiografia" empregado por Crowley sugere uma autobiografia de natureza sagrada, um termo geralmente reservado às narrativas de vida dos santos dentro da tradição cristã, como ilustrado em "As Confissões de Santo Agostinho". Criado na seita fundamentalista cristã dos Irmãos de Plymouth, Crowley se via à altura de qualquer santo cristão, embora hagiografias tradicionalmente sejam escritas por terceiros. A escolha por uma "Autohagiografia" reflete, portanto, tanto o peculiar senso de humor de Crowley quanto sua autoestima excepcionalmente elevada, marcando um uso inovador e audacioso desse formato autobiográfico.
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[https://www.ocultura.org.br/index.php?title=As_Confiss%C3%B5es_de_Aleister_Crowley&action=edit]
==Ver também==
* [[Thelema]]
* [[Aleister Crowley]]

Edição atual tal como às 15h30min de 23 de fevereiro de 2024

AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY
O ESPÍRITO DA SOLIDÃO

Uma Autohagiografia
Posteriormente re-anticristado
AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY

Um retrato auto idealizado.png
(Para referência, os números das páginas de Symonds e Grant estão entre < > na parte inferior de cada página de texto)

Aos Três Amigos

J. W. N. SULLIVAN
que sugeriu este livreto
AUGUSTUS JOHN
que primeiro deu assistência prática
P. R. STEPHENSEN
que entendeu o ponto

E às Três Memórias Imortais

RICHARD FRANCIS BURTON
o pioneiro perfeito da aventura espiritual e física
OSCAR ECKENSTEIN
que me treinou para seguir a trilha
ALLAN BENNETT
que fez o que pôde

PREÂMBULO

Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados.

Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo. ― Aleister Crowley


Índice

PREFÁCIO de Kenneth Grant
INTRODUÇÃO por John Symonds
PARTE UM: Rumo à Aurora Dourada
Prelúdio Capítulo 1, 2, 3, 4 , 5 , 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 , 12 , 13 , 14 , 15 , 16 , 17 , 18 , 19 , 20 , 21 , 22

PARTE DOIS: A aventura mística
Capítulo 23 , 24 , 25 , 26 , 27 , 28 , 29 , 30 , 31 , 32 , 33 , 34 , 35 , 36 , 37 , 38 , 39 , 40 , 41 , 42 , 43 , 44 , 45 , 46 , 47 , , 48

PARTE TRÊS: O Advento do Aeon de Hórus
Capítulo 49 , 50 , 51 , 52 , 53 , 54 , 55 , 56 , 57

PARTE QUATRO: Trabalhos Mágicos
Capítulo 58 , 59 , 60 , 61 , 62 , 63 , 64 , 65 , 66 , 67 , 68

PARTE CINCO: O Mago
Capítulo 69 , 70 , 71 , 72 , 73 , 74 , 75 , 76 , 77 , 78 , 79

PARTE SEIS: Na Abadia de Thelema
Capítulo 80 , 81 , 82 , 83 , 84 , 85 , 86 , 87 , 88 , 89 , 90 , 91 , 92 , 93 , 94 , 95 , 96

Sobre o livro

"As Confissões de Aleister Crowley: Uma Autohagiografia" representa uma obra autobiográfica que narra a vida do poeta e ocultista Aleister Crowley. Este relato abrange desde o início de sua trajetória até aproximadamente a metade da década de 1920, deixando de fora os anos finais de sua vida e carreira até o seu falecimento em 1947.

Publicadas inicialmente pela Mandrake Press em 1929, as duas primeiras partes da obra foram lançadas como volumes independentes, intitulados "The Spirit of Solitude".

Mais sobre as Confissões

Aleister Crowley inicialmente planejou que sua autobiografia fosse composta por seis volumes. Contudo, apenas dois foram publicados antes que a Grande Depressão e disputas editoriais levassem à interrupção do projeto. Assim, a obra de Crowley ficou incompleta durante sua vida, sendo integralmente publicada somente em 1969, em uma edição única editada por John Symonds e Kenneth Grant. Essa edição consolidada abrange substancialmente o conteúdo dos dois primeiros volumes e, em menor medida, dos quatro subsequentes, apresentando-se, porém, como um resumo. Os volumes originais, ricos em textos e fotografias, especialmente aquelas relacionadas às aventuras e ao alpinismo de Crowley, não foram completamente reproduzidos na edição posterior.

O subtítulo "Uma Autohagiografia" empregado por Crowley sugere uma autobiografia de natureza sagrada, um termo geralmente reservado às narrativas de vida dos santos dentro da tradição cristã, como ilustrado em "As Confissões de Santo Agostinho". Criado na seita fundamentalista cristã dos Irmãos de Plymouth, Crowley se via à altura de qualquer santo cristão, embora hagiografias tradicionalmente sejam escritas por terceiros. A escolha por uma "Autohagiografia" reflete, portanto, tanto o peculiar senso de humor de Crowley quanto sua autoestima excepcionalmente elevada, marcando um uso inovador e audacioso desse formato autobiográfico.

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