Daemones

De Ocultura
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Daimon, Daimonos, Daemones, Daemon, ou Daemonus são espíritos protetores, do Latim Gênios (Genii), análogo ao anjos guardiões invocados pela Igreja de Roma. A crença em tais espíritos existiu tanto na Grécia quanto em Roma. Os Gregos os chamavam de daimones, daemons e parecem que acreditavam neles de temos remotos, embora Homero não os mencione. Hesíode (Op. et Dies 235) fala de daimones e diz que eles eram em número de 30.000 e eles habitaram a Terra não-vistos pelos mortais, como os ministros de Zeus e como guadiões dos homens e da justiça. Ele também as concebe para serem as almas dos justos que viveram na era de ouro do Mundo (Op. et Dies, 107; comp. Diog. Laert. vii. 79).

Os filósofos Gregos tomaram a idéia e a desenvolveram a teoria completa dos daemonos. Assim nós lemos em Platão (Phaedr. p. 107), que os daemonos são designados aos homens no momento de seus nascimentos, que dalí em diante, eles acompanham os homens pelo resto da vida e que depois da morte eles continuam a conduzir suas almas a Hades.

Pindar, em várias passagens, fala de um genethlios daimôn , isto é, o espírito que zela pelo destino do homem, da hora de seu nascimento, que parece se o mesmo que os dii genitales dos Romanos (Ol. viii. 16, xiii. 101, Pyth. iv. 167; comp. Aeschyl. Sept. 639).

Os daemonos melhor descritos como ministros de companheiros de deus, que carregam as orações dos homens aos deuses e os dons dos deuses aos homens (Plat. Sympos. p. 202 ; Appul. de Deo Socrat. 7), e flutuam em conformidade com os ministros dos deuses, parecem ter constituido uma classe distinta; assim, os Coribantes, Dactyls e Cabeiri são chamados de daemonos que servem dos grandes deuses (Strab. x. p. 472); Gigon, Tychon e Orthages são os daemons de Afrodite (Hesych. s. v. Gignôn; Tzetz. ad Lycophr. 538); Hadreus, o daemon de Demeter (Etym. Magn. s. v. Adreus) e Acratus, o daemon de Dionysus. (Paus. i. 2. § 4.)

Deve-se, entretanto, observar que todos os daemonos foram divididos em duas grandes classes, i.e. daemonos bons e maus. O trabalho que mais contém informações sobre esse assunto são os de Appuleius, De Deo Socratis e Plutarco, De Genio Socratis e De Defectu Oraculorum. Os últimos escritos aplicam o termo daemonos às almas do morto (Lucian, De Mort. Pereg. 36; Dorville, ad Chariton. i. 4)