Anthem

De Ocultura
Ir para navegação Ir para pesquisar

Hino

Do Inglês Medieval antem, do Antigo Inglês antefn, do Latim antiphona, do Greek antiphOna, plural de antiphOnon.

Pode ser um salmo ou hino cantado antifonicamente ou de modo responsivo; ou uma composição vocal sagrada de palavras geralmente tiradas das Escrituras; ou ainda, uma música ou hino de louvor ou contentamento.

Pronúncia correta é ['an(t)-th&m]

Confessions

Sobre o Ofício de Anthem, Crowley escreve no Confessions:

Durante esse período [i.e. por volta de 1913] a interpretação completa do mistério central da maçonaria tornou-se clara na consciência e eu a expressei na forma dramática no The Ship. O climax lírico está em alguns aspectos de minha consecussão suprema na invocação; de fato, do coro inicial: "Tu que és eu mesmo além de tudo meu..." pareceu-me merecer ser introduzido como o hino (anthem) no Ritual da Igreja Gnóstica Católica.


Ofício de Anthem

Tu que és eu mesmo, além de tudo meu;
Sem natureza, inominado, ateu;
Que quando o mais se esfuma, ficas no crisol;
Tu que és o segredo e o coração do Sol;

Tu que és a escondida fonte do universo;
Tu solitário, real fogo no bastão imerso;
Sempre abrasando; tu que és a só semente
De liberdade, vida, amor e luz eternamente;

Tu, além da visão e da palavra;
Tu eu invoco; e assim meu fogo lavra!
Tu eu invoco, minha vida, meu farol,
Tu que és o segredo e o coração do Sol

E aquele arcano dos arcanos santo
Do qual eu sou veículo e sou manto
Demonstra teu terrível, doce brilho:
Aparece, como é lei, neste teu filho!