Mudanças entre as edições de "Yesod"

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Edição das 21h18min de 25 de setembro de 2006

“O pensamento precede o desejo.” - Helena Petrovna Blavatisky

Yesod é o depósito de imagens do inconsciente humano ou plano astral ou luz astral. Como as águas do mar refletem a luz do sol, ela reflete (filtra) a imagem de Thiphareth. A "refração" mística ilude. Belas ou terríveis as figuras do inconsciente tanto auxiliam quanto ludibriam. Quase sempre não são claras, principalmente nos sonhos, porém por trás, reside a verdade. A ato reflexivo é presente em Malkuth, pois tudo que existe na sephirah da terra é construido antes na do ar (segundo os chineses, o símbolo vem antes do objeto).

Yesod é a "Fundação". Representada pelos órgãos sexuais humanos, esta sephirah carrega a força sexual, a libido, o impulso instintivo gerador da vida.

Seu planeta é a Lua, astro símbolo do comportamento feminino. Inconstante, misterioso, belo. Rege as marés, sendo as águas o caminho para o autodescobrimento (Atu XII).

Títulos: A Fundação (ou Fundamento), Casa do Tesouro das Imagens, Tudo, Tzedeq Jesod Olahm (O Virtuoso é a Fundação do Mundo). Imagem Mágica: Um belo homem nu.

Arcanjo: Gabriel.

Símbolos: Perfurmes, sandálias .Diana, Hécate, Adonis, divindades lunares em geral e também transmorfas.

Virtude: Indenpendência.

Vício: Inatividade, ócio.

Experiência Espiritual: Visão do Mecanismo do Universo.

Cartas do Tarô: Os 4 Noves: 9 de Paus, 9 de Copas, 9 de Espadas e 9 de Ouros.

Nome Divino: Shaddai el Chai (o Deus Vivo Todo-poderoso ou Força Vital Divina).

Liber 78: A grande força fundamental. Poder executivo, pois eles restauram uma base firme.Poderoso para o bem ou mal.

Liber 777: O Filho degradado para a reles vida animal

Animais: Elefante, tartaruga (associada a Atlas por suportar peso)

Plantas: As afrodisíacas ou fálicas em geral como Ginsen. As raízes também.

Pedra: Quartzo. O ouro é encontrado no quartzo, relacionado a glória oculta do processo sexual.

Qliphoth: Gamaliel, o Asno Obceno.

A Visão e a Voz - 11º Æthyr

"Aparece imediatamente na pedra a Kamea da Lua. Está dobrada ; e atrás dela surge uma grande Hoste de Anjos. Eles estão de costas para mim, porém eu posso ver o quão extraordinários são seus braços sob a forma de espadas e lanças. Eles possuem asas em seus elmos e calcanhares: estão vestindo uma armadura toda completa e a menor de suas espadas tem a forma de uma extraordinária tempestade de luz. A menor de suas lanças assemelha-se um enorme tornado . Em seus escudos estão os olhos do Tetragrammaton, alado e flamejante ,....branco, vermelho, negro, amarelo e azul. Nas alas estão vastos esquadrões de elefantes e por trás a artilharia. Eles estão sentados nos elefantes armados com os raios de Zeus.

Agora em tudo que nos cerca não há movimento algum. Ainda que não estejam descansando seus braços, mantêm-se tensos e vigilantes. E entre nós está o Deus Shu, que eu não notara antes devido a sua força, preenchedora de todo o Æthyr. E de fato ele não é visível em sua forma. Nem pode ser visto por qualquer sentido; ele é mais compreendido do que definido. Eu percebo que todo esse exército está defendendo nove poderosas torres de ferro sobre a fronteira do Æthyr. Dentro de cada uma estão guerreiros de armadura prateada. É impossível descrever a sensação de tensão; eles parecem remadores aguardando o tiro de largada.

Eu noto que um Anjo está aliando-se ao meu lado; agora eu estou no meio da companhia de anjos armados e seu capitão está posicionado diante de mim. Ele também usa uma armadura prateada; envolto em seu corpo está um redemoinho de vento, tão veloz que qualquer sopro será rebatido.

E ele me diz as palavras:

Observai, um poderoso guardião contra o terror das coisas, o mais veloz do Altíssimo, as legiões da eterna vigília; são esses que mantém guarda e proteção dia e noite através dos aeons. Na sua união está a força do Todo-poderoso, ainda que eles não mexam sequer uma pluma das asas de seus elmos.

Observai a fundação da Cidade Santa, suas torres e bastiões! Observai os exércitos da luz que erguem-se contra o mais longínquo Abismo, contra o horror do vazio e a malícia de Choronzon. Observai o quão venerada é a sabedoria do Mestre que colocara sua estabilidade no irrequieto Ar e na inconstância da Lua. Nos flashes púrpuras do relâmpago ele escreveu a palavra Eternidade e nas asas da andorinha ele insituiu descanço.

Por três e por três e por três teve Ele firmado a fundação contra o terremoto que é o três. Pois no número nove está a mutabilidade dos números reduzidos ao nada. Pois qualquer que seja o número que tu o envolver ele aparecerá imutável.

Tais coisas são ditas para ele que compreende, esse é a placa peitoral para os elefantes ou colete para os anjos ou uma escala para as torres de ferro; ainda que este poderoso hospedeiro permaneça imóvel, somente na defensiva , não importando quem ultrapasse suas linhas, nunca o auxiliará.

Ele deve avançar para o mais distante Abismo e lá falar com aquele posto acima do quádruplo terror, o Príncipe do mal, Choronzon, o poderoso demônio que habita o mais distante abismo. E ninguém pode falar com ele ou compreende-lo, porém os servos da Babilônia compreendem e aqueles que não o conseguem servem-no.

Observai! Ele não penetrou no coração nem na mente do homem para conceber esta questão; pois a doença do corpo é morte e a doença do coração é desespero e a doença da mente é loucura. Porém, no mais distante abismo, está a doença da aspiração e a doença da vontade e a doença da essência do todo e não existe palavra nem pensamento onde a imagem desta imagem é refletida.

E aquele que adentrar o mais distante Abismo, exceto o capaz de compreender, deve estender suas mãos e inclinar sua cabeça em direção as correntes de Choronzon. E como um demônio ele caminhou sobre a terra aparentemente imortal, e amaldiçoou as flores e corrompeu o ar puro e introduziu venenos na água e no fogo que é o amigo do homem e a promessa de sua aspiração e vendo que isso os erguia como grandes pirâmides e vendo que eles roubaram dos céus, mesmo esse fogo transformou em ruina e em locura em febre e destruição. E tu, que és um monte de areia seca na cidade das pirâmides, deves compreender essas coisas.

E agora acontece algo que se mostra desafortunadamente imerso em tolices; o éter, a fundação do universo, foi atacado pelo Mais Distante Abismo e a única maneira de descrever é dizendo que o universo sofreu um abalo. Porém o universo “não” foi abalado. E isso é a verdade; a mente racional tentando interpretar essas questões espirituais ofende-se; porém, sendo treinada a obedecer, aceita que não as compreendeu realmente. Visto que ela nunca alcança a comprensão; todavia o Vidente está entre os que conseguem.

E o Anjo diz:

Observai, Ele instituiu Sua misericórdia e Seu poder e ao seu poder é adicionado vitória e para sua Misericórdia é acresecentado esplendor. E tudo isso Ele ordenou em beleza e Ele juntou-as firmemente sobre a Rocha Eterna e daqui a diante Ele ergueu Seu reino tal como uma pérola é colocada em uma jóia de sessenta pérolas e doze e Ele enfeitou-o com as Quatro Santas Criaturas Vivas dos Guardiões e nele gravou o selo da virtuosidade e Ele poliu com o fogo de Seu Anjo e Ele ruborizou seus Afetos e com deleite e com sutileza Ele alegrou o coração e o centro é o Segredo de Seu ser e nisto está o Seu nome Geração. E essa estabilidade possui o número 80 pois o seu preço para tal é a Guerra .

Acautela-te, então, Ó tu que apontas para a compreensão o segredo do mais distante Abismo, pois em cada Abismo tu deves assumir a máscara e a forma do Anjo local. Tens um nome e tu definitivamente o perdeste. Procura então, se ainda existir, uma gota de sangue que não fora colhido pela taça da Babilônia a Bela, pois nesse pequeno monte de pó, se lá estiver uma gota de sangue, deverar se-la totalmente corrupta; brotando escorpiões e víboras e a saiva do gato.

E eu digo ao Anjo: Não existe ninguém vigiando? E ele responde: Eloi, Eloi, lama sabacthani. Para poder passar por Choronzon ele deve abandonar a interpretação e identidade dos elementos da visão. Tal como um êxtase de angústia responde-me que eu não posso dar-lhe a voz, ainda eu sabendo que se encontra igual a angústia do Gesâme. E essa é a última palavra do Æthyr. As fronteiras foram atravessadas e ante o vidente estende-se o mais distante Abismo.

Eu retornei".

Fonte

http://www.astrumargentum.org.br/