Wilhelm Reich

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Wilhelm Reich

Wilhelm Reich - Dobryzcynica (atual Ucrânia, então pertencente ao Império Austro-húngaro), 24 de março de 1897- Penitenciária Federal de Lewisburg, Pennsylvania-EUA, a 3 de novembro de 1957

Resumo biográfico

Reich nasceu no então Império Austro-húngaro, em sua parte mais oriental, numa família sem muitas posses e numa pequena vila. Era filho de Leon e Cecília Reich. Ainda jovem, mudou-se para Bukovina, onde o pai administrava uma fazenda. Teve nacionalidade austríaca até 1938, e falava o idioma alemão.

Em 1914 o pai morre de pneumonia (a mãe já tinha falecido em 1910) e Reich cuida da fazenda, ao tempo em que prossegue os estudos - mas no ano seguinte a fazenda é destruída durante os conflitos da I Guerra Mundial, e Reich alista-se no exército austríaco.

Em 1918, com o fim dos conflitos, Reich ingressa no curso jurídico da Universidade de Viena, mas logo transfere-se para a Faculdade de Medicina.

Formando-se em 1923, inicia seus trabalhos com o tratamento de pacientes com distúrbios mentais, na Universidade Neurológica e Psiquiátrica, junto a Paul Schilder. Inclui no tratamento técnicas de hipnose e de psicoterapia.

Em 1924, faz sua pós-graduação, sendo membro integrante da sociedade psicanalítica de Viena, até 1930.

Foi casado com Annie Reich, de que separou-se em 1932, vivendo com Elsa Lindenberg, com quem veio a casar-se em 1939.

Em 1933 é forçado pelo nazismo a sair da Alemanha, mudando-se para Oslo, na Noruega, laborando no Instituto de Psicologia da universidade local. Ali vive até 1939, quando muda-se para Nova York, cuidando de divulgar suas idéias, agora na língua inglesa, tendo seu "A função do orgasmo" sido neste idioma publicado a primeira vez em 1942.

Nos Estados Unidos Reich cria um instituto para o estudo do "orgônio universal", que intenta utilizar em tratamentos - inclusive do câncer. Em 1954 passa a ser investigado pela FDA (Federal Food and Drug Administration), que lhe rende um processo e posterior aprisionamento, após infrutíferas tentativas de apelação.

Encarcerado desde 12 de março de 1957, morre de ataque cardíaco em 3 de novembro.

Idéias em conflito

Foi um discípulo dissidente de Sigmund Freud, propôs a gênese da neurose como consequência dos conflitos de poder que se estabelecem nas relações sociais e suas implicações emocionais e psicológicas.

Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.

Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.

Embora divergindo de Freud, Reich deste não se apartou, na compreensão (hoje tida como equivocada) de que toda a psique humana deriva da compreensão das funções sexuais.

E suas opiniões radicais a respeito da sexualidade resultaram em consideráveis equívocos e distorções de seu trabalho por autores futuros e, conseqüentemente, despertaram muitos ataques difamatórios e infundados.

A função do orgasmo

Com este título, sua obra mais conhecida expõe conceitos para os quais a psicanálise freudiana não estava preparada.

Nesta obra, Reich aproxima-se, por meio transverso, de idéias menosprezadas pelo meio científico tradicional, tais como a Teosofia e até mesmo o Espiritismo, falando da existência de uma substância intangível, vital, que batizara de orgônio universal - e que equivaleria, grosso modo, ao "prana" teosófico ou o "fluido cósmico universal" de Kardec.

Analisando os efeitos da respiração no ato sexual sobre o indivíduo, Reich chegou à conclusão que seu uso harmonizaria o corpo físico, com implicações na própria mente, normalizando o fluxo de trocas com o meio, pela correta absorção do orgônio.

Perseguição sistemática

A Psicanálise, tal como construída pelo seu criador, impunha um quase total engessamento das idéias em torno daquilo que dissera Freud. Onde quer que fosse, Reich era tratado como louco, e suas idéias como pura mistificação.

Seus seguidores atribuem a prisão, bem como as anteriores perseguições, a uma eventual conspiração da sociedade freudiana.

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Ligações externas

Referências


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