Usuário Discussão:Gabriela Augusta

De Ocultura
Revisão de 15h51min de 12 de junho de 2008 por Gabriela Augusta (discussão | contribs) (o retorno da fenix)
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Em 1933, Aleister Crowley escreveu uma série de artigos para um jornal diário, nos quais denunciava a magia negra em termos nem um pouco duvidosos: "Para praticar magia negra você tem que violar todo princípio da ciêcia, da decência e da inteligência. Você deve estar obsediado por uma idéia insana da importancia do insignificante objeto dos seus desejos meseráveis e egóicos. Eu fui acusado de ser um 'magista negro'. Nenhuma declaração mais estúpida que eseta já havia seido feita sobre mim. Eu desprezo a coisa em tal proporção que eu dicilmente posso crer na existencia de pessoas tão desonradas e idiotas para praticá-la. Em Paris, e até mesmo em Londres, existem pessoas mal-guiadas que estão abusando de seus inestimáveis dons espirituais para obter vantagens insignificantes e temporais através destas práticas. A 'MIssa Negra' é um assunto totalmente diferente. Eu não poderia celebrá-la se desejasse, pois eu não sou um sarcedote consagrado pela igreja cristã..."

            Os artigos respondiam àqueles, e eles eram muitos, que acusavam Crowley, quase um quarto de século após sua morte, está ainda associado à funesta feitiçaria e diabolismo. Esta má concepção não é fácil de ser retificada, parcialmente devido a ignorancia massiva sobre o assunto do Ocultismo, e parcialmente devido aos preconceitos provindos de consicionamento defeituoso.
            Para um indivíduo vivendo cinco mil anos atrás, bem antes da versão biblícado gênesis ter sido escrita, o culto de Satã, ou Shaitan como era então chamdo, de Crowley não evocaria quaisquer sentimentos de perversidade e culpa. Mesmo as posteriores tradições pagãs, francas e livres de vergonha, sentiriam à vontade com as idéias de Crowley.
            Até que nós tratemos da questão com um espírito de investigação imparcial, e, até mais importante, até que nós refreemos a tendencia em interpretar conceitos à luz de sua decadência, ao invés de seguir os valores primitivos, nós falharemos em compreender o renascimento mágico que ele ajudou a pôr em movimento.
            Conceitos e simbolos antigos já estavam caducando antes que a cristandade desse o golpe final à vitalidade deles. A confusão de conceitos esotéricos e a decadência de simbolos raramente foi tão claramente exibida quanto no Apocalipse de São João, onde somente fragmentos dos mistérios antigos são apresentados sem o completo conhecimento de seu significado interno. O escriba (ou escribas) era também um não iniciado, ou ele, voluntáriamente deturpou a Sabedoria Antiga para propósitos políticos, ou, até mais provavelmente seu trabalho foi retrabalhado por outras mãos.
            O enlameamento e  destruição literais dos simbolos antigos nas Catatumbas em nada é comparado com o inconoclasmo sistemático que esteve operante durante séculos nos santuários secretos do Judaísmo e da Cristandade, onde documentos eram destruidos, textos mutilaos e deliberadamente distorcidos para abrir caminho para o culto desta suprema anomalia na história das religiões em que um "Salvador" hitórico que morreu e ressucitou na "carne". A palavra usada para carne no credo dos apóstolos é carnis, sakos. Como no exemplo "Eu acredito na... ressureição da carne". Isto representa a crença geral do Cristianismo.
            Com exceção de certos textos gnósticos, preservados paradoxalmente pelos primeiros Padres Cristãos, os monumentos e textos funerários do antigo Egito permanecem para testemunhar pela verdadeira Gnose da Luz, que os incentivadores da doutrina de um Cristo carnalizado tentaram extinguir.
             Antes que o atual renascimento mágico possa, portanto, ser compreendido, nós temos de saber o que é Magia, e o que exatamente está sendo revivido, pois estranho como pode parecer, o que está ressurgindo agora é a Gnose pré-cristã, o Culkto de Shaitan, ainda que, até aqui, ele esteja somente começando a retornar de uma forma vacilante e interrompida.