Timothy Leary

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Timothy Francis Leary (22 de outubro de 1920 - 31 de maio de 1996), escritor americano, psicólogo e militante das drogass. Ficou famoso como um proponente dos benefícios terapêuticos e espirituais do LSD além de ser um designer de software e principal advogado da realidade virtual como uma forma de exploração dos potenciais humanos.

Oito Circuitos Mentais

Leary foi um dos mais controversos estudiosos e cientistas existentes até hoje. Desenvolveu a sua teoria dos oito circuitos mentais :

  1. O circuito da sobrevivência — Nele o homem aprende a se aproximar do alimento e da segurança e evitar o perigo. Todos os animais vertebrados desenvolvem essa reação.
  2. O circuito emocional — Nesse circuito o homem aprende a agir como animal político, com exigências territoriais. Todos os mamíferos desenvolvem esse circuito.
  3. O circuito simbólico — Aqui o homem se confronta com símbolos para expressar o que quer e a habilidade de manufatura de ferramentas. Apenas os seres humanos desenvolveram esse circuito.
  4. O circuito social — Aqui o homem entra no âmbito de sua cultura e da transmissão desta, além de um código moral específico e inclusive etiqueta e normas tácitas de convívio. Apenas o homem civilizado desenvolveu completamente esse circuito.
  5. O circuito hedônico — O homem encontra o prazer na vida. Apenas poucos indivíduos no passado chegaram a esse circuito, e eram mantidos as custas do trabalho braçal de muitos outros. Os artistas hoje em dia dominam esse circuito.
  6. O circuito psíquico — Aqui o homem consegue alterar sua programação básica e fugir dos padrões impostos a ele pela visão mamífera ou social. Poucas pessoas dominaram esse circuito, e poderiam ser chamados de Xamãs, no sentido específico.
  7. O circuito mítico — Nesse ponto o homem passa a controlar seu papel na evolução como um todo. As pessoas que chegaram nesse circuito são chamadas de “Santos”.
  8. O circuito espiritual — Aqui existe uma consciência quântica da realidade. Apenas algumas pessoas dizem ter tido experiências de oitavo circuito.

Sua morte

Nos meses que antecederam sua morte (por conseqüência de um câncer na próstata), escreveu um livro chamado Design for Dying ("Projeto para morrer"), uma tentativa de mostrar às pessoas uma nova perpectiva da morte e do morrer.

Suas últimas palavras foram "Why not?" ("Porque não?").

Leary foi cremado e em outubro de 1996, suas cinzas foram transportadas pela espaçonave Pegasus e liberadas no espaço com auxílio de um satélite, junto com as de Gene Roddenberry, criador de Jornada nas Estrelas, e de outros cientistas e pioneiros em estudos aero-espaciais, tais como o físico da High Frontier Space Station, Gerard O’Neill, e Todd Hauley, professor da International Space University.

A Teoria dos Oito Circuitos da Consciência

O Psicólogo americano Timothy Leary apareceu com essa teoria no início do seu envolvimento com LSD, logo após a experiência de psilocibina com os detentos da prisão de Concórdia (1961-1962). A primeira referência aos 8-circuitos aparece no livro High priest. A teoria desenvolvida por Leary aparece no livro Exo-psychology[1], que foi republicado há alguns anos com material adicional sob o título de info-psychology.

O Modelo de Oito Circuitos da Consciência descreve oito níveis de funcionamento da consciência humana. Alguns livros classificam os circuitos como ‘mecanismos`, ‘graduações` e até como ‘mini-cérebros’. Os quatro circuitos inferiores e mais primitivos na escala de evolução estão localizados no lobo esquerdo ativo e lidam com a psicologia normal tendo relação com a sobrevivência terrestre, enquanto os quatro circuitos superiores lidam com o ‘psíquico’, ‘místico’ e ‘transcendental` e estão ligados com a origem supostamente extra-terrestre do nosso DNA.

O forte dessa teoria é que ela integra muito bem esses dois aspectos não muito explorados pela psicologia, a parte mundana de nossas vidas, e o lado mais transcendental ou religioso do homem. Os primeiros 4-circuitos ‘normais’ são muito influenciados pela psicologia moderna, principalmente a Adleriana[2]. A idéia é que conforme você se desenvolve, da infância à vida adulta, estes variados circuitos são ativados e começam a funcionar, e você toma uma impressão[3] das condições que fizeram parte na época do desenvolvimento. O exemplo mais óbvio disso é quando o circuito sexual/social é acionado na adolescência e a impressão é tomada. Como o adolescente que teve sua primeira experiência sexual no quarto enquanto os pais estavam na sala vendo jornal nacional, imaginando quando a mãe ou o pai iriam entrar no quarto. Com certeza essa trama ambiental iria influenciar bastante na impressão do circuito.

Para a exo-psicologia, todas as realidades são padrões neurológicos de impulsos recebidos, armazenados e transmitidos pelas estruturas neurais. Então consciência é definida pela energia recebida na estrutura. Inteligência é definida como energia transmitida pela estrutura. Para o ser humano as estruturas são circuitos neurais e suas conexões anatômicas. Para chegar a essas definições, Leary se utilizou de uma abordagem ontológica[4] e de estudos das neurociências, que determinaram a natureza da estrutura do sistema nervoso, as ligações fibrosas dos orgãos dos sentidos e suas conexões com o cérebro.

A verdadeira proposta da exo-psicologia, então é sugerir que existem tantas realidades quanto existem estruturas neurológicas para a recepção de sinais. Segue abaixo as 8 realidades que são desdobradas quando os 8-circuitos são ativados, como descritos por Leary (retirado do site http://www.deoxy.org/) :

  1. A primeira realidade, Bio-Celular, é o mundo impresso-condicionado da criança perpetuado nas técnicas de sobrevivência viscerotônicas do adulto.
  2. A Segunda realidade, Muscular-Locomotora, é o mundo impresso-condicionado de crianças irrequietas, briguentas e birrentas perpetuado nas técnicas político-emocionais do adulto.
  3. A terceira realidade, mediada pelo cortex esquerdo, é o mundo impresso-condicionado de crianças aprendendo a manipular símbolos laríngeo-manuais e perpetuarem a tecnologia-linguística do adulto.
  4. A Quarta realidade é o mundo impresso-condicionado da responsabilidade doméstica, socio-sexual.
  5. A Quinta realidade, Consciência corporal é a recepção pelo corpo de sinais diretos, naturais e não censurados pelas impressões de sobrevivência e seletivamente conscientes da exigência gravitacional.
  6. A Sexta realidade é a impressão do sistema nervoso de, pelo e sobre ele mesmo. A Consciência Einsteniana não está mais congelada pelos circuitos larvais ou pelo corpo. A realidade cerebral é a relativista, mudando niagras de milhões de sinais bio-elétricos brilhando ao redor de uma rede de 30 bilhões de células. O enunciado “A consciência não está mais congelada” não é metafórica; ela se refere as mudanças elétrico-bioquímicas num nível sinaptico que libera o fluxo de sinais dos padrões de rotina. O termo “mundo estático, impresso-condicionado” refere-se a programas de ligação neural enganchados em ilhas de realidade.
  7. A sétima realidade é a recepção, pelo sistema nervoso, de sinais de RNA de moléculas do DNA dentro da célula. Menssagens genéticas levando a telepatia simbiótica entre espécies.Uma vez que a realidade é energia registrada pela estrutura neural, podemos “ver” apenas o que estamos prontos para receber instrumentalmente e conceitualmente. No sétimo circuito os sinais de DNA-RNA são monitoreados.
  8. A oitava realidade é meta-psicológica, meta-biológica e envolve “conteligência” projetada da cabine de projeção quântica. Veja as publicações do Grupo de pesquisas em consciência da física por Sarfatti, Sirag, Herbert et al.

Posteriormente Robert Anton Wilson[5] revisou certos aspectos do modelo de 8-circuitos, juntamente com Timothy leary, trazendo novas idéias e conceitos que ampliaram a visão do psicólogo.

O atual modelo cerebral em 8-circuitos de Wilson-Leary

  1. Bio-sobrevivência
  2. Emocional-Territorial
  3. Laringeo-Manual
  4. Sócio-Sexual
  5. Neurosomático
  6. Neuro-Elétrico
  7. Neurogenético
  8. Neuro-Atomico


Referências

cyberculture in the years 2000

Notas do Texto

  1. Exo, vem de Exotérico, sendo necessária uma Distinção importante: exotérico é o ensinamento que pode ser transmitido ao público sem restrição, dado o interesse generalizado que suscita e a forma acessível em que pode ser exposto, enquanto que esotérico é o ensinamento hermético, obscuro, compreensível apenas por poucos, passível de ensinar-se a um círculo mais restrito.
  2. Alfred Adler (Fevereiro 7, 1870 – Maio 28, 1937), Um médico e psicólogo austríaco , fundador da escola de psicologia individual.
  3. A noção de impressão (imprints) vem em grande parte do trabalho do ganhador do Nobel, Konrad Lorenz. Ele descobriu que quando patos chocavam, por mais ou menos um dia, eles buscavam por uma ‘figura-materna’. Os patos procuravam somente por apenas uma sub-modalidade particular para definir suas mães. Tudo o que as mães precisavam fazer era se mover. Se algo se movesse, os patos iriam segui-lo. Eles seguiam Lorenz enquanto ele andava sem direção. Depois de um dia ou mais, os patos haviam completado a impressão da mãe. Depois que o período de impressão acabasse, e se a mãe de verdade fosse trazida de volta, eles a ignoravam completamente, escolhendo ao invés seguir o individuo ou objeto que foi impresso..
  4. O conceito de ontologia vem da Grécia antiga, de Aristóteles e Platão. Aristóteles descreveu a ontologia como “A ciência da existir Qua existir”. A palavra ‘Qua’ significa ‘em respeito ao aspecto de’. De acordo com essa teoria, a ontologia é a ciência de existir com respeito ao aspecto de existir, ou o estudo do ser enquanto existente. Mais precisamente, o interesse da ontologia é de determinar que categorias de ser/existir são fundamentais e se, de alguma maneira, esses itens nessas categorias podem ser chamados de “seres”
  5. Robert Anton Wilson ou R.A.W. (Nascido em Janeiro 18, 1932) é um pensador futurista, libertario, e autor da trilogia Schrõdinger´s cat (1979), uma complexa trama sobre teorias de conspiração.