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==Referências==
  
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*[http://www.astrumargentum.org/arquivos/ht/libri/libri_418.htm Astrum Argentum] Retirado no dia 15/11/2006 e.v.
 
[[Categoria:Liber 418]]
 
[[Categoria:Liber 418]]

Edição atual tal como às 07h06min de 17 de janeiro de 2011

Este artigo é parte integrante da série A Visão e a Voz - Liber 418

Liber 418: A Visão e a Voz, é considerado por Aleister Crowley como o segundo livro em importância, perdendo apenas para Liber AL vel Legis Para obtê-lo, Aleister Crowley e seu discípulo, o poeta inglês Victor Benjamin Neuburg, viajaram as terras áridas da Argélia e ali realizaram invocações específicas valendo-se do sistema enoquiano de John Dee e Edward Kelley.


Menu aethyrs.jpg
Definição - Æthyr
A Visão e a Voz - Liber 418
TEX - 30º Æthyr
RII - 29º Æthyr
BAG - 28º Æthyr
ZAA - 27º Æthyr
DES - 26º Æthyr
VTI - 25º Æthyr
NIA - 24º Æthyr
TOR - 23º Æthyr
LIN - 22º Æthyr
ASP - 21º Æthyr
KHR - 20º Æthyr
POP - 19º Æthyr
ZEN - 18º Æthyr
TAN - 17º Æthyr
LEA - 16º Æthyr
OXO - 15º Æthyr
UTA - 14º Æthyr
ZIM - 13º Æthyr
LOE - 12º Æthyr
IKH - 11º Æthyr
ZAX - 10º Æthyr
ZIP - 9º Æthyr
ZID - 8º Æthyr
DEO - 7º Æthyr
MAZ - 6º Æthyr
LIT - 5º Æthyr
PAZ - 4º Æthyr
ZOM - 3º Æthyr
ARN - 2º Æthyr
LIL - 1º Æthyr

TAN é o 17º Æthyr invocado no Liber 418. Refere-se ao caminho de Lamed. (A União de Gimel, Lamed, Samech). A Visão da Justiça ou Equilíbrio do Universo.

Aethyr 17.gif

A invocação do 17º Æthyr chamado TAN

A primeira coisa a surgir na pedra é a cabeça de um dragão e depois o Anjo Madimi. Ela não é um mero elemental, o que poderia se supor de acordo com Casaubon. Eu pergunto por que a sua aparência é diferente.


Ela responde: Uma vez que todas as cousas são Deus, em todas elas tu viste muito de Deus como a tua competência permite. Mas vê! Tu deves penetrar mais profundamente neste Æthyr antes das verdadeiras imagens surgirem. TAN é aquele que transforma julgamento em justiça. BAL é a espada e TAN a balança.


Um par de pratos de balança aparece na pedra e na haste deles está escrito: Movimento sobre um ponto é injustiça.


E atrás da balança está uma pluma, luminosa e anil. E, de alguma maneira, ligadas a pena estão as palavras: Alento é injustiça (isto é, qualquer vento balança a pluma da verdade)


E atrás da pluma está um reluzente filamento de quartzo, suspenso sobre os abismos. E no centro um disco alado muito delicado, feito de substância translúcida no qual está escrito em alfabeto da “adaga”: Torção é injustiça (isto é, o Rashith Há-Gilgalim é a primeira manifestação do mal).


E agora um Anjo aparece, como se fosse talhado em diamantes negros. E diz: maldição para o Segundo, que todas as nações dos homens chamam de Primeira. Maldição ao Primeiro que todos os graus dos adeptos chamam de Primeiro. Maldição a mim, pois eu, como eles, amaldiçoei-o. No entanto ela é a cujos mamilos são as galáxias e ele nunca saberá que neles não existe movimento. Pois o infinito Fora, a tudo preenche e não se movimenta e o infinito Dentro de fato avança; mas isso não é exclusivo onde o espaço-marca confuso.


E agora o Anjo parece uma mancha brilhante de trevas no meio de uma vasta esfera de maleável e inconstante luz: primeiro dourado depois verde e por fim azul. E vejo que a de Libra é composta do amarelo do ar e do azul da água, espadas e taças, julgamento e misericórdia. E essa palavra TAN signiifca clemência. E a pena de Maat é azul porque a verdade da justiça é misericórdia. E chega uma voz, como se fosse música do agito da superfície da esfera: Verdade é deleite (isto é, a Verdade do universo é deleite).


Outra voz vem; é a de um poderoso Anjo, todo prateado; a balança da sua armadura e as penas de suas asas são como madre-pérola numa moldura de prata. E ele diz: Justiça é a igualdade que vocês fazem de si mesmos, entre a Verdade e a falsidade. No entanto, na Verdade não existe nada disso, pois há somente uma Verdade. Sua falsidade é um pouco mais falsa do que a sua verdade. Por sua verdade tu chegarás a Verdade. Tua verdade é tua promessa de fidelidade com Adonai, o Amado. E as Bodas Químicas do Alquimista começam com a Ponderação e ele não é encontrado esperando ter uma fagulha de fogo, tão densa e intensa que não pode ser movida, todos os ares dos céus clamariam contra ela e toda as multidões das terras amontoar-se-iam nela para sufoca-la. Não, ela não será movida.


E esse é o fogo no qual está escrito: “Ouça tu a voz do fogo!” E a voz do fogo está no segundo capítulo do Livro da Lei, que é revelado a ele que é a marca e metade da marca e três são as marcas, e seis, por Aiwas, que é o seu guardião, o poderoso Anjo que se estende do primeiro ao último e faz conhecer os mistérios que estão além. E o modo e a forma de invocação por meio do qual o homem conseguirá o conhecimento e a conversação com seu Sagrado Anjo Guardião serão dados a ti no local apropriado e sabendo que a palavra é mais fatal do que o relâmpago, deves tu meditar urgentemente nele, sozinho, num local onde não encontrará cousas visíveis, apenas a luz do sol. E tua cabeça estará descoberta. Deste modo podes tu estar preparado para recebê-lo, o mais sagrado dos Mistérios. E ele é o mais sagrado dos Mistérios, pois é o Próximo Passo. E esses Mistérios que residem além, ainda que sejam sagrados, não o são a ti, estão apenas distantes (o sentido dessa passagem parece ser que a santidade de uma coisa implica na sua relação pessoal com a pessoa. Ela não pode ofender um deus desconhecido porque ninguém sabe o que dizer para molestá-lo. E isso explica a ineficiência daqueles que tentam insultar os santos; os mais violentos ataques são, na maioria das vezes, elogios mal feitos).


Agora o Anjo está estendido sobre o globo, uma membrana de orvalho prateado sobre o luminoso azul.


E uma voz diz: Veja a Rainha do Céu, a maneira com que ela tece suas túnicas vindas do tear da justiça. Pois como esse retilíneo caminho da Flecha fende o Arco-íris levando justiça para ela que senta no saguão da dupla verdade, para que ao menos seja exaltada no trono da Alta Sacerdotisa, a Sacerdotisa da Estrela de Prata, onde também está o Anjo manifestado. E esse é o mistério do camelo que está há dez dias no deserto e não fica sedento, pois traz dentro de si a água que é o orvalho destilado da noite de Nuit. Tripla é a corda de prata que não pode ser afrouxada; e três marcas e metade de uma marca e três é o número do nome de meu nome, pois essa é a indizível sabedoria, que também é da esfera das estrelas, instruindo-me. Assim sou coroado com o triângulo que está próximo ao olho e por isso o meu número é três. E em mim não existe imperfeição porque através de mim vêm a influência de TARO. E esse também é o número de Aiwass o poderoso Anjo, o Ministro do Silêncio.


Assim como a pedra de visão queima tua testa com sua intolerável chama, ele que conhece-me, apesar da distância, é marcado e escolhido entre os homens e nunca virará para trás e para o lado, pois fizera o elo que não deve ser quebrado, não pela malícia dos Quatro Grandes Príncipes do mal do mundo, nem por Chorozon, o poderoso Demônio, nem pela ira de Deus e nem pela aflição e fraqueza d'alma.


Mesmo com essa garantia, não te contentes; pois mesmo que tenhas asas de águia, elas de nada valem, exceto aquelas que brotam dos ombros do Touro. Por isso lanço um feixe de minha luz, parecendo uma escada que desce dos céus à terra e por essa cruz negra de Themis que segurei antes teus olhos, juro a ti que o caminho estará, doravante, aberto para sempre.


Acontece um estrondo de uma miríade de pratos prateados e depois o silêncio. Em seguida por três vezes uma nota é tocada, emitindo um som semelhante ao do meu sagrado sino Tibetano feito de electrum magicum.


Então, retorno alegremente e terra.


Bou Saada
2 de Dezembro de 1909. 12:15 - 14:00

Referências