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'''Flávio Josefo''', '''Flávio José''' ou '''Flavius Josephus''' (c. [[37]] ou [[38]] –c. [[100]] ou [[103]]) foi um historiador judeu do [[século I]], com ascendência [[sacerdote|sacerdotal]] e real. Sobreviveu à [[Destruição de Jerusalém]] no ano de [[70]]. Viveu em [[Roma]]. O seu nome original era '''Yosef Ben-Matityahu''' ('''Matias''' em [[língua grega|grego]]).  
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'''Flávio Josefo''', '''Flávio José''' ou '''Flavius Josephus''' (c. 37 ou 38 –c. 100 ou 103) foi um historiador judeu do século I, com ascendência sacerdotal e real. Sobreviveu à Destruição de Jerusalém no ano de 70. Viveu em Roma. O seu nome original era '''Yosef Ben-Matityahu''' ('''Matias''' em grego).  
  
 
==Vida e Obra==
 
==Vida e Obra==
  
Flávio Josefo desde cedo (existem relatos dos seus 19 anos) se notabilizou entre os [[fariseu]]s da sociedade judaica. Em 64 seguiu numa embaixada a Roma onde defenderia com êxito a causa de alguns sacerdotes hebreus condenados pelo procônsul romano Félix. Participou na Grande [[Revoltas dos Judeus|Revolta Judaica]]  de [[68]] a [[70]] d. C., como líder militar na [[Galileia]]. Contudo, em circunstâncias não muito bem esclarecidas, Josefo preferiu ser capturado pelas tropas romanas, na fortaleza de Jotapata, a participar num pacto suicida. Prisioneiro dos generais romanos [[Flávio Vespasiano]] e [[Flávio Tito]], chegou mesmo a obter o seu favor e, devido a isso, adoptou o apelido de Flávio. Muito contribuiu para esse favor o facto de ter profetizado junto a Vespasiano a futura tomada do trono. Pouco depois da queda de Jerusalém, seguiu Tito até Roma. Recebeu a cidadania romana, uma pensão em Roma, assim como o livre acesso à corte de Tito e de [[Domiciano]].
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Flávio Josefo desde cedo (existem relatos dos seus 19 anos) se notabilizou entre os fariseus da sociedade judaica. Em 64 seguiu numa embaixada a Roma onde defenderia com êxito a causa de alguns sacerdotes hebreus condenados pelo procônsul romano Félix. Participou na Grande Revolta Judaica de 68 a 70 d. C., como líder militar na Galileia. Contudo, em circunstâncias não muito bem esclarecidas, Josefo preferiu ser capturado pelas tropas romanas, na fortaleza de Jotapata, a participar num pacto suicida. Prisioneiro dos generais romanos Flávio Vespasiano e Flávio Tito, chegou mesmo a obter o seu favor e, devido a isso, adoptou o apelido de Flávio. Muito contribuiu para esse favor o facto de ter profetizado junto a Vespasiano a futura tomada do trono. Pouco depois da queda de Jerusalém, seguiu Tito até Roma. Recebeu a cidadania romana, uma pensão em Roma, assim como o livre acesso à corte de Tito e de Domiciano.
  
Escreveu um relato da Grande Revolta Judaica, dirigida à comunidade judaica da [[Mesopotâmia]], em [[língua aramaica]]. Escreveu, depois, em grego, outra obra de cariz histórico que abarcava o período que vai dos [[Macabeus]] até à queda de Jerusalém. Este livro, a "Guerra Judaica", foi publicado em [[79]]. A maior parte do livro é directamente inspirada na sua própria vida e experiência militar e administativa.
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Escreveu um relato da Grande Revolta Judaica, dirigida à comunidade judaica da Mesopotâmia, em língua aramaica. Escreveu, depois, em grego, outra obra de cariz histórico que abarcava o período que vai dos Macabeus até à queda de Jerusalém. Este livro, a "Guerra Judaica", foi publicado em 79. A maior parte do livro é directamente inspirada na sua própria vida e experiência militar e administativa.
  
As ''[[Antiguidades Judaicas]],'' (escritas cerca de [[94]] em grego, é a história dos Judeus desde a criação do Génesis até à irrupção da guerra da [[década de 60]]. Acrescentou, no final, um apêndice autobiográfico onde defende a sua posição colaboracionista em relação aos invasores romanos. O seu relato, ainda que com um paralelismo evidente em relação ao Antigo Testamento, não é idêntico ao das escrituras sagradas. Há quem defenda que estas diferenças se devam à possibilidade de Josefo ter tido acesso a documentos antigos (que remontariam até à época de Neemias) que teriam sobrevivido à destruição do templo. A maior parte dos académicos não dá crédito a tal suposição. Neste livro encontra-se o famoso [[Flávio Josefo e Jesus|Testimonium Flavianum]], uma das referências mais antigas à Jesus mas considerada uma interpolação posterior por grande parte dos estudiosos.
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As Antiguidades Judaicas, (escritas cerca de 94 em grego, é a história dos Judeus desde a criação do Génesis até à irrupção da guerra da década de 60. Acrescentou, no final, um apêndice autobiográfico onde defende a sua posição colaboracionista em relação aos invasores romanos. O seu relato, ainda que com um paralelismo evidente em relação ao Antigo Testamento, não é idêntico ao das escrituras sagradas. Há quem defenda que estas diferenças se devam à possibilidade de Josefo ter tido acesso a documentos antigos (que remontariam até à época de Neemias) que teriam sobrevivido à destruição do templo. A maior parte dos académicos não dá crédito a tal suposição. Neste livro encontra-se o famoso Testimonium Flavianum, uma das referências mais antigas à Jesus mas considerada uma interpolação posterior por grande parte dos estudiosos.
  
''[[Contra Ápion]]'' é outra obra importante deste autor, onde o [[Judaísmo]] é defendido como religião e filosofia realmente clássica, em contraponto às tradições mais recentes dos gregos. O livro serve para expor e refutar algumas alegações [[Anti-Semitismo|anti-semíticas]] de [[Ápion]], bem como mitos antigos, como os de [[Maneton]].
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Contra Ápion é outra obra importante deste autor, onde o Judaísmo é defendido como religião e filosofia realmente clássica, em contraponto às tradições mais recentes dos gregos. O livro serve para expor e refutar algumas alegações anti-semíticas de Ápion, bem como mitos antigos, como os de Maneton.  
  
 
==Links externos==
 
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* {{((en))}} [http://www.gutenberg.org/browse/authors/j#a1050 Project Gutenberg - Catálogo de Flávio Josefo]
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*[http://www.gutenberg.org/browse/authors/j#a1050 Project Gutenberg - Catálogo de Flávio Josefo]
* {{((en))}} [http://www.ccel.org/j/josephus/JOSEPHUS.HTM Obras de Flávio Josefo] na [http://www.ccel.org/ Christian Classics Ethereal Library]
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*[http://www.ccel.org/j/josephus/JOSEPHUS.HTM Obras de Flávio Josefo] na [http://www.ccel.org/ Christian Classics Ethereal Library]
  
 
[[Categoria:Judeus do Império Romano]]
 
[[Categoria:Judeus do Império Romano]]
 
[[Categoria:Historiadores de Israel]]
 
[[Categoria:Historiadores de Israel]]

Edição atual tal como às 08h32min de 28 de julho de 2008

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Flávio Josefo, Flávio José ou Flavius Josephus (c. 37 ou 38 –c. 100 ou 103) foi um historiador judeu do século I, com ascendência sacerdotal e real. Sobreviveu à Destruição de Jerusalém no ano de 70. Viveu em Roma. O seu nome original era Yosef Ben-Matityahu (Matias em grego).

Vida e Obra

Flávio Josefo desde cedo (existem relatos dos seus 19 anos) se notabilizou entre os fariseus da sociedade judaica. Em 64 seguiu numa embaixada a Roma onde defenderia com êxito a causa de alguns sacerdotes hebreus condenados pelo procônsul romano Félix. Participou na Grande Revolta Judaica de 68 a 70 d. C., como líder militar na Galileia. Contudo, em circunstâncias não muito bem esclarecidas, Josefo preferiu ser capturado pelas tropas romanas, na fortaleza de Jotapata, a participar num pacto suicida. Prisioneiro dos generais romanos Flávio Vespasiano e Flávio Tito, chegou mesmo a obter o seu favor e, devido a isso, adoptou o apelido de Flávio. Muito contribuiu para esse favor o facto de ter profetizado junto a Vespasiano a futura tomada do trono. Pouco depois da queda de Jerusalém, seguiu Tito até Roma. Recebeu a cidadania romana, uma pensão em Roma, assim como o livre acesso à corte de Tito e de Domiciano.

Escreveu um relato da Grande Revolta Judaica, dirigida à comunidade judaica da Mesopotâmia, em língua aramaica. Escreveu, depois, em grego, outra obra de cariz histórico que abarcava o período que vai dos Macabeus até à queda de Jerusalém. Este livro, a "Guerra Judaica", foi publicado em 79. A maior parte do livro é directamente inspirada na sua própria vida e experiência militar e administativa.

As Antiguidades Judaicas, (escritas cerca de 94 em grego, é a história dos Judeus desde a criação do Génesis até à irrupção da guerra da década de 60. Acrescentou, no final, um apêndice autobiográfico onde defende a sua posição colaboracionista em relação aos invasores romanos. O seu relato, ainda que com um paralelismo evidente em relação ao Antigo Testamento, não é idêntico ao das escrituras sagradas. Há quem defenda que estas diferenças se devam à possibilidade de Josefo ter tido acesso a documentos antigos (que remontariam até à época de Neemias) que teriam sobrevivido à destruição do templo. A maior parte dos académicos não dá crédito a tal suposição. Neste livro encontra-se o famoso Testimonium Flavianum, uma das referências mais antigas à Jesus mas considerada uma interpolação posterior por grande parte dos estudiosos.

Contra Ápion é outra obra importante deste autor, onde o Judaísmo é defendido como religião e filosofia realmente clássica, em contraponto às tradições mais recentes dos gregos. O livro serve para expor e refutar algumas alegações anti-semíticas de Ápion, bem como mitos antigos, como os de Maneton.

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