Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento

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Antônio Olívio Rodrigues e a fundação

Antonio Olívio Rodrigues, o idealizador e fundador do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, nasceu em Portugal a 7 de outubro de 1879, de origem humilde veio para o Brasil em 1890, quando tinha apenas 11 anos de idade. Trabalhando em várias profissões humildes com baixos salários, dedicava as poucas horas livres para melhorar seu grau de instrução escolar e também dedicava-se ao estudo do espiritualismo, magnetismo, astronomia, filosofia, etc.

Em 1902, com 23 anos, já havia constituído família. Uma certa noite, descansava após um dia de trabalho quando de súbito aflorou na mente uma luminosa inspirada em seus estudos espirituais. A princípio era apenas uma tímida idéia, mas ela foi crescendo e tornando-se cada vez mais nítida e consciente.

Nesta época as pesquisas psíquicas haviam acendido na França e em meados do século XIX irradiava seus clarões por toda Europa e América. As notáveis conferências pronunciadas pelo grande Vivekananda e por outros luminares no congresso das Religiões realizado em Chicago em 1893, a par das obras ocultistas de H.P.Blavatsky divulgadas desde 1877, foram logo traduzidas para o espanhol, o que as tornou mais acessíveis a A.O.R(Antonio Olívio Rodrigues) e outros estudiosos e pesquisadores.

A.O.R teve a rápida visão da conveniência em promover o intercâmbio de idéias com outras pessoas cultas, identificadas com a poderosa corrente intelectual norte-americana. Assim, em 1907, uniu-se a um pequeno grupo de pessoas fundando a primeira sociedade esotérica do Brasil, denominada “Loja Martinista Amor e Verdade”, seguida da publicação da primeira revista do gênero em nosso país, “O pensamento”, com finalidade de divulgar o magnetismo, a astrologia, a clarividência, a psicometria, a terapêutica e o psiquismo em geral.

No 3° número dessa mesma revista, em fevereiro de 1908, A.O.R lançou a idéia, bem ousada para época, da instituição da “Comunhão do Pensamento”, e concomitantemente passou a propagá-la de modo ativo, convicto de vê-la triunfante. E de fato, o ideal de uma comunhão do pensamento, isto é, da formação de uma ininterrupta cadeia mental coletiva, visando à geração de ondas irradiadoras de pensamentos de paz e harmonia entre os homens, foi facilmente acolhido com grande entusiasmo pelos leitores da revista. Adesões começaram a afluir num crescendo animador, ao passo que, paralelamente, iniciativas práticas nesse sentido foram sendo tomadas e intensificadas por A.O.R., até a eclosão do empolgante ideal no dia 27 de junho de 1909, quando se concretizou na instalação solene da Primeira Ordem Esotérica do Brasil, sob denominação de Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento.

Propondo-se a estudar as forças ocultas da natureza e do homem e a promover o despertar das energias criadoras latentes no pensamento humano, a agremiação adotou como lema e divisa os sublimes ideais de Harmonia, Amor, Verdade e Justiça. Estes potentes ideais constituem as quatro colunas mestras que sustentam o templo de nossa venerável Ordem e objetivam constituir a tônica de sua vida e de suas atividades.

Tattwas

Tattwas, são forças sutis da natureza, que se prendem na raiz de todas as manifestações e ao mesmo tempo, sobre os planos físico, mental e psíquico. São as cinco modificações do Swara, reflexo de Parabrah, atributo absoluto de Deus, traduzindo a Sua Sublimidade, Grandeza e Onipotência, abrangendo os atributos da Onipresença e Onisciência.

Os Tattwas (Centros de Irradiação Mental) são os grupos locais de estudo do Círculo Esotérico, criados em todos os Estados do Brasil, são elos que constituem a grandiosa Cadeia mágica, poderosas baterias vivas, para os irmãos do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento que, no dizer dos Mestres Iniciados, projetam no astral de um extremo ao outro do mundo a vontade coletiva, magnética, dinamizada, cuja força assim projetada, traz um grande benefício aos irmãos da Ordem, protegendo-os contra as adversidades da vida e dando-lhes coragem para enfrentar os reveses do destino, assim como, auxiliando-os na ascensão espiritual a que todos estamos fatalmente sujeitos.