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Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados. | Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados. | ||
Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo. | Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo. | ||
= | <center><font size=6>AS CONFISSÕES DE ALEISTER CROWLEY</font></center> | ||
Edição das 10h23min de 18 de fevereiro de 2024
PREÂMBULO
Pareceu-me que meu primeiro dever era provar ao mundo que eu não estava ensinando Magia por dinheiro. Prometi a mim mesmo publicar sempre meus livros com um prejuízo real do custo de produção - nunca aceitar um centavo por qualquer tipo de instrução, dando conselho, ou qualquer outro serviço cujo desempenho dependesse das minhas realizações mágicas. Eu me considerava como tendo sacrificado minha carreira e minha fortuna pela iniciação, e que a recompensa era tão grandiosa que fazia o preço parecer insignificante, exceto que, como a oferta da viúva, isso era tudo o que eu tinha. Eu era, portanto, o homem mais rico do mundo, e o mínimo que eu podia fazer era oferecer o inestimável tesouro aos meus semelhantes necessitados. Também fiz questão de honra absoluta nunca me comprometer com qualquer afirmação que não pudesse provar da mesma forma que um químico pode provar a lei das proporções recíprocas. Não só teria cuidado para evitar enganar as pessoas, mas também faria tudo ao meu alcance para evitar que elas se enganassem a si mesmas. Isso significava declarar guerra aos espiritualistas e até aos teosofistas, embora concordasse com muitos dos ensinamentos de Blavatsky, tão intransigentemente quanto eu havia feito com o Cristianismo.