Sem resumo de edição
Sem resumo de edição
Linha 26: Linha 26:
''É o tempo que dura sua missão.''<br />
''É o tempo que dura sua missão.''<br />
''E sob o espectro de um fim prematuro,''<br />
''E sob o espectro de um fim prematuro,''<br />
''Ele encontra sua Terra Prometida.''<br />[[Arquivo:O Caranguejo Eremita II.jpg|miniaturadaimagem|467x467px|O Encontro]]
''Ele encontra sua Terra Prometida.''<br />
 
[[Arquivo:O Caranguejo Eremita II.jpg|miniaturadaimagem|467x467px|O Encontro]]
''Feliz, o Eremita sabe,'' <br />
''Feliz, o Eremita sabe,'' <br />
''Ainda há muito a ser feito.''<br />
''Ainda há muito a ser feito.''<br />
Linha 51: Linha 51:
''Toda vez que a maré''<br />
''Toda vez que a maré''<br />
''Muda sua direção.''<br />
''Muda sua direção.''<br />
 
[[Arquivo:O Caranguejo Eremita III.jpg|miniaturadaimagem|477x477px|Ao Mundo]]
''Ele se aventura por águas''<br />
''Ele se aventura por águas''<br />
''Profundas e desconhecidas.''<br />
''Profundas e desconhecidas.''<br />
Linha 60: Linha 60:
''Por vezes sente que vai morrer.''<br />
''Por vezes sente que vai morrer.''<br />


[[Arquivo:O Caranguejo Eremita III.jpg|miniaturadaimagem|477x477px|Ao Mundo]]''Mas há algo''<br />
''Mas há algo''<br />
''Que sempre o acompanha:''<br />
''Que sempre o acompanha:''<br />
''A Luz daquela Lâmpada Misteriosa.''<br />
''A Luz daquela Lâmpada Misteriosa.''<br />

Edição das 20h40min de 7 de fevereiro de 2024

Soror I.L.


À Procura

A procura de uma concha vazia,
O caranguejo eremita busca seu refúgio.
Não é a violência das ondas que o aflige.
Se lançar ao ritmo do mar é inevitável.
A fluidez do oceano não o entedia,
E o empurra a busca de sua casa perfeita.
Mas seu estômago é sensível


A casa já foi morada de outros seres
Que a deixaram como herança.
O legado de quem cumpre o ciclo
E deixa ao próximo o bem valioso.
Não a proteção de si,
Não apenas a capacidade de se reproduzir,
Mas a possibilidade de continuação da espécie.

Sob a Luz de uma Lâmpada
Que nunca se extingue,
Um dia de sol
E uma noite escura
É o tempo que dura sua missão.
E sob o espectro de um fim prematuro,
Ele encontra sua Terra Prometida.

O Encontro

Feliz, o Eremita sabe,
Ainda há muito a ser feito.
Seu templo precisa ser trabalhado.
Velas acesas e guirlandas,
Pedras, flores e perfumes.
Ele dança e canta
Numa língua inteligível a quem tem sono.

Como num passe de magicka,
Estrelas brilham ao seu redor.
Uma aura angelical se estabelece.
Um círculo e Um cubo,
E uma imensa coluna luminosa,
Confirmam que a casa agora
Está pronta para ser habitada.

Ali ele se isola do meio.
Ali ele se encontra
E gargalha com força
Toda vez que a onda
Beija sua face,
Toda vez que a maré
Muda sua direção.

Ao Mundo

Ele se aventura por águas
Profundas e desconhecidas.
Quanto mais fundo avança,
Mais densa e pesada
Se torna sua vida.
Respirar é difícil.
Por vezes sente que vai morrer.

Mas há algo
Que sempre o acompanha:
A Luz daquela Lâmpada Misteriosa.
Aonde quer que esteja,
Não importa o extremo que vá,
A Luz sob sua carcaça cansada,
O devolve ao caminho dourado.

E quando ele percebe
Que todos os passeios
Fazem parte do caminho,
Sente vontade de contar
A todos a Boa Nova.
Sua casa começa
A ficar apertada…

O que antes era sua proteção,
Torna-se sua prisão.
Dentro de sua concha
Já adaptada às suas necessidades,
Uma coisa o empurrava para fora:
A própria vontade
De continuar dentro.

Assumindo seu Nome Sagrado,
Sabe que é chegada a hora
De cumprir com o que foi um dia
Gravado em seu coração.
Com um sorriso no rosto,
Ele abre mão do que lhe era mais caro,
e retorna para o Mundo.


“Que eu vá de volta para o Mundo, sim, De volta para o Mundo!”


Soror Magnificat Lux

Dies Saturni, Sol em 14ª, Luna em 28º,

03/02/2023 e.v.,  23:53 hora do Sol.

Stella Rubea PNG.png