| Linha 12: | Linha 12: | ||
[[Aleister Crowley]], junto com Leah Hirsig, fundou uma Abadia de [[Thelema]] em Cefalù, uma comuna italiana da região da Sicília, província de Palermo; em 1920 e.v. O nome foi emprestado da sátira de Rabelais chamada Gargantua and Pantagruel, onde a "Abadia de [[Thelema]]" é descrita como uma espécie de anti-monastério onde as vidas dos habitantes são "gastas não em leis, estátuas, ou regras, mas sim de acordo com suas próprias vontades e prazeres livres." Essa utopia idealística foi o modelo da comunidade de [[Aleister Crowley|Crowley]], sendo também um tipo de escola mágica, <font color=red>dando-lhe a designação de "Collegium ad Spiritum Sanctum", O Colégio do Espírito Santo</font>. O programa geral estava de acordo com o curso do treinamento da [[A.'.A.'.]], e incluindo ainda adorações diárias ao sol (Liber Resh), um estudo dos escritos de [[Aleister Crowley]], práticas e rituais [[Yoga]] regulares (que precisavam ser registrados), como também trabalho doméstico em geral. O objetivo, naturalmente, era que os estudantes devotassem seu tempo para a Grande Obra do descobrimento e manifestação de suas [[Verdadeira Vontade|Verdadeiras Vontades]]. | [[Aleister Crowley]], junto com Leah Hirsig, fundou uma Abadia de [[Thelema]] em Cefalù, uma comuna italiana da região da Sicília, província de Palermo; em 1920 e.v. O nome foi emprestado da sátira de Rabelais chamada Gargantua and Pantagruel, onde a "Abadia de [[Thelema]]" é descrita como uma espécie de anti-monastério onde as vidas dos habitantes são "gastas não em leis, estátuas, ou regras, mas sim de acordo com suas próprias vontades e prazeres livres." Essa utopia idealística foi o modelo da comunidade de [[Aleister Crowley|Crowley]], sendo também um tipo de escola mágica, <font color=red>dando-lhe a designação de "Collegium ad Spiritum Sanctum", O Colégio do Espírito Santo</font>. O programa geral estava de acordo com o curso do treinamento da [[A.'.A.'.]], e incluindo ainda adorações diárias ao sol (Liber Resh), um estudo dos escritos de [[Aleister Crowley]], práticas e rituais [[Yoga]] regulares (que precisavam ser registrados), como também trabalho doméstico em geral. O objetivo, naturalmente, era que os estudantes devotassem seu tempo para a Grande Obra do descobrimento e manifestação de suas [[Verdadeira Vontade|Verdadeiras Vontades]]. | ||
Crowley pretendia transformar a pequena casa em um centro global de dedicação mágica e quem sabe ganhar mensalidades pagas por acólitos procurando treinamento nas Artes Mágicas; estas taxas o ajudariam mais adiante em seues esforços de promulgar [[Thelema]] e publicar seus manuscritos. | Crowley pretendia transformar a pequena casa em um centro global de dedicação mágica e quem sabe ganhar mensalidades pagas por acólitos procurando treinamento nas Artes Mágicas; estas taxas o ajudariam mais adiante em seues esforços de promulgar [[Thelema]] e publicar seus manuscritos. | ||
O que a Abadia e seu mestre na verdade se tornaram foram alvos de muito rumores e boatos, em parte fofocas de habitantes locais mas na maioria eram produtos de John Bull, um jornalista sensacionalista britânico com uma atitude particularmente vingativa contra Crowley. E falava-se em orgias sexuais, sacrifícios de crianças e animais, uso de drogas, e bestialidade. Crowley nunca admitiu isso, mas também nunca negou, percebendo que não havia nada como a má publicidade. | |||
==Fim da Abadia== | ==Fim da Abadia== | ||
Edição das 19h47min de 24 de abril de 2007
| Este artigo encontra-se parcialmente em língua estrangeira. Ajude e colabore com a tradução. |
TRECHOS EM VERMELHO PRECISAM SER VERIFICADOS
Abadia de Thelema se refere a uma pequena casa usado como um templo ou local de práticas envolvendo a Lei de Thelema.
A Abadia de Cefalù
Aleister Crowley, junto com Leah Hirsig, fundou uma Abadia de Thelema em Cefalù, uma comuna italiana da região da Sicília, província de Palermo; em 1920 e.v. O nome foi emprestado da sátira de Rabelais chamada Gargantua and Pantagruel, onde a "Abadia de Thelema" é descrita como uma espécie de anti-monastério onde as vidas dos habitantes são "gastas não em leis, estátuas, ou regras, mas sim de acordo com suas próprias vontades e prazeres livres." Essa utopia idealística foi o modelo da comunidade de Crowley, sendo também um tipo de escola mágica, dando-lhe a designação de "Collegium ad Spiritum Sanctum", O Colégio do Espírito Santo. O programa geral estava de acordo com o curso do treinamento da A.'.A.'., e incluindo ainda adorações diárias ao sol (Liber Resh), um estudo dos escritos de Aleister Crowley, práticas e rituais Yoga regulares (que precisavam ser registrados), como também trabalho doméstico em geral. O objetivo, naturalmente, era que os estudantes devotassem seu tempo para a Grande Obra do descobrimento e manifestação de suas Verdadeiras Vontades.
Crowley pretendia transformar a pequena casa em um centro global de dedicação mágica e quem sabe ganhar mensalidades pagas por acólitos procurando treinamento nas Artes Mágicas; estas taxas o ajudariam mais adiante em seues esforços de promulgar Thelema e publicar seus manuscritos.
O que a Abadia e seu mestre na verdade se tornaram foram alvos de muito rumores e boatos, em parte fofocas de habitantes locais mas na maioria eram produtos de John Bull, um jornalista sensacionalista britânico com uma atitude particularmente vingativa contra Crowley. E falava-se em orgias sexuais, sacrifícios de crianças e animais, uso de drogas, e bestialidade. Crowley nunca admitiu isso, mas também nunca negou, percebendo que não havia nada como a má publicidade.
Fim da Abadia
Por volta de 1923, um estudante não-graduado de Oxford chamado Raoul Loveday (ou Frederick Charles Loveday) morreu na Abadia. Sua esposa, Betty May, originalmente acusou que isso teria sido fruto de uma participação dele em um dos rituais de Crowley. Mais tarde, porém, ela aceitou o diagnóstico do doutor de grave febre tifóide contraída pela ingestão de água de uma nascente da montanha. (Crowley havia advertido os residentes da Abadia contra a ingestão de água não-fervida.) Quando Betty May retornou a Londres, ela concedeu uma entrevista a um jornal. O Sunday Express incluiu sua história em seus avançados ataques à Crowley.
Com estes e outros rumores sobre as atividades "estranhas" na Abadia, o governo de Mussolini exigiu que Crowley deixasse o país em 1923. Após a partida de Crowley, a Abadia de Thelema foi eventualmente abandonada e seus residentes locais pintaram de branco os murais do local.
Referências
- Wikipedia - 23/04/2007 e.v.