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{{contexto}}Refere-se a passagem do Liber AL, capítulo III, versículo 42:
'''''Ordália ou Juízo de Deus'''''
 
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'''Ordália''', ''Ordálio'' ou ''Sentença divina'' (do anglo-saxônico ''ordal'' = juízo)  era um meio de comprovação em litígios particulares e públicos, praticado em quase todas as culturas, especialmente nas indogermânicas. Foi  um meio de prova usada em processos penais em [[Portugal]] e na generalidade dos países [[Europa|europeus]] até o [[século XIII]].
 
A [[Igreja Católica]], condenou oficialmente esta prática no [[Quarto Concílio de Latrão|IV Concílio de Latrão]] ([[1215]]) e ainda pelas ''Decretais'' do [[Papa Gregório IX]] ([[1234]]).
 
A ordália consistia em que, na divergência de testemunhos, remetia-se a verdade para o juízo de Deus, ou seja, Deus não podia beneficiar o culpado contra o inocente.
 
== Ordálios em Portugal ==
Em Portugal, os ordálios utilizados foram de dois tipos: o '''ferro em brasa''' e o '''duelo judicial'''. No primeiro caso, o juiz e um sacerdote aqueciam o ferro, que o acusado era obrigado a segurar. O juiz cobria-lhe a mão com cera, punha-lhe por cima linho ou estopa e enfaixava tudo com um pano. Decorridos três dias, o estado da mão era analisado e se houvesse  chaga o réu era considerado culpado e imediatamente condenado. O duelo judicial a cavalo ou a pé,  segundo a classe social dos intervenientes, durava três dias. Após esses dias, o vencido perdia o processo, se não houvesse vencido, perdia quem tinha pedido o desafio.
 
== Ordália em Thelema ==
 
Refere-se a passagem do Liber AL, capítulo III, versículo 42:


:''"The ordeals thou shalt oversee thyself, save only the blind ones. Refuse none, but thou shalt know & destroy the traitors. I am Ra-Hoor-Khuit; and I am powerful to protect my servant. Success is thy proof: argue not; convert not; talk not overmuch! Them that seek to entrap thee, to overthrow thee, them attack without pity or quarter; & destroy them utterly. Swift as a trodden serpent turn and strike! Be thou yet deadlier than he! Drag down their souls to awful torment: laugh at their fear: spit upon them!"''
:''"The ordeals thou shalt oversee thyself, save only the blind ones. Refuse none, but thou shalt know & destroy the traitors. I am Ra-Hoor-Khuit; and I am powerful to protect my servant. Success is thy proof: argue not; convert not; talk not overmuch! Them that seek to entrap thee, to overthrow thee, them attack without pity or quarter; & destroy them utterly. Swift as a trodden serpent turn and strike! Be thou yet deadlier than he! Drag down their souls to awful torment: laugh at their fear: spit upon them!"''

Edição das 07h34min de 3 de janeiro de 2008

Ordália ou Juízo de Deus

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Ordália, Ordálio ou Sentença divina (do anglo-saxônico ordal = juízo) era um meio de comprovação em litígios particulares e públicos, praticado em quase todas as culturas, especialmente nas indogermânicas. Foi um meio de prova usada em processos penais em Portugal e na generalidade dos países europeus até o século XIII.

A Igreja Católica, condenou oficialmente esta prática no IV Concílio de Latrão (1215) e ainda pelas Decretais do Papa Gregório IX (1234).

A ordália consistia em que, na divergência de testemunhos, remetia-se a verdade para o juízo de Deus, ou seja, Deus não podia beneficiar o culpado contra o inocente.

Ordálios em Portugal

Em Portugal, os ordálios utilizados foram de dois tipos: o ferro em brasa e o duelo judicial. No primeiro caso, o juiz e um sacerdote aqueciam o ferro, que o acusado era obrigado a segurar. O juiz cobria-lhe a mão com cera, punha-lhe por cima linho ou estopa e enfaixava tudo com um pano. Decorridos três dias, o estado da mão era analisado e se houvesse chaga o réu era considerado culpado e imediatamente condenado. O duelo judicial a cavalo ou a pé, segundo a classe social dos intervenientes, durava três dias. Após esses dias, o vencido perdia o processo, se não houvesse vencido, perdia quem tinha pedido o desafio.

Ordália em Thelema

Refere-se a passagem do Liber AL, capítulo III, versículo 42:

"The ordeals thou shalt oversee thyself, save only the blind ones. Refuse none, but thou shalt know & destroy the traitors. I am Ra-Hoor-Khuit; and I am powerful to protect my servant. Success is thy proof: argue not; convert not; talk not overmuch! Them that seek to entrap thee, to overthrow thee, them attack without pity or quarter; & destroy them utterly. Swift as a trodden serpent turn and strike! Be thou yet deadlier than he! Drag down their souls to awful torment: laugh at their fear: spit upon them!"


Cuja tradução pode ser:

As ordálias tu mesmo supervisionarás, salvo apenas às cegas. Não recuses ninguém, mas tu saberás & destruirás os traidores. Eu sou Ra-Hoor-Khuit; e Eu sou poderoso para proteger meus servidores. Sucesso é tua prova: não argumentes; não convertas; não fales demais! Aqueles que buscam enganar-te, destruir-te, ataca sem pena ou trégua; & destrói-os totalmente. Ágil como uma serpente pisada se vira e ataca! Sê tu ainda mais fatal que ele! Arrasta para baixo suas almas a tormentos terríveis: ri do medo deles, cospe neles!