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	<title>Francisco Valdomiro Lorenz - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-06-01T20:43:33Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Francisco_Valdomiro_Lorenz&amp;diff=1439&amp;oldid=prev</id>
		<title>Daemonos em 03h08min de 14 de julho de 2006</title>
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		<updated>2006-07-14T03:08:38Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Este grande Iniciado nasceu na Boêmia província da Checoslováquia, no dia 24 de dezembro de 1872, situada entre a Áustria e a Alemanha.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi nas montanhas da Boêmia que nasceu na &amp;quot;Véspera de Natal&amp;quot; esse gênero das línguas e do Esperanto. Seu primeiro livro foi editado em 1890, ainda na Boêmia, em Esperanto, quando tinha apenas 18 anos de idade e, posteriormente, publicado em quarenta idio-mas diferentes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lorenz, no Brasil, foi morar em Dom Feliciano, na época, distrito de Encruzilhada do Sul, Estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Publicou várias obras como &amp;quot;Raios de Luz Espiritual&amp;quot;, &amp;quot;Elementos de Quiromância&amp;quot;, &amp;quot;Lições Práticas de Ocultismo Utilitário&amp;quot;, &amp;quot;A Sorte Revelada pelo Horóscopo Cabalístico&amp;quot;, &amp;quot;O Filho de Zanoni&amp;quot;, &amp;quot;A Cabala&amp;quot; e muitas outras obras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi um grande Astrólogo. Por mais de 20 anos redigiu o &amp;quot;Almanaque do Pen-samento&amp;quot;, editado até hoje pela Editora Pensamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era colaborador espontâneo do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento. Através de suas obras foi um evangelizador do Ocidente. Falava 72 línguas com seus respectivos dialetos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Desencarnou no dia 24 de maio de 1957, às 13 horas, em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Era doutor em Cabala da Ordem Cabalística da Rosa-Cruz. Aconteceram muitos fatos na vida deste Iniciado de primeira grandeza. Como exemplo de tais fatos, vamos transcrever a matéria publicada na Revista Maçônica &amp;quot;União&amp;quot;, de outubro de 1965:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Corria o ano de 1928 e governava o Estado do Rio Grande do Sul o Dr. Getúlio Vargas. Certa manhã, recebi um amável convite para comparecer às 14 horas na Biblioteca Pública, pois que lá estava sendo feita uma triagem de todo o Professorado Estadual do Curso Primário, por ordem de S. Ex.a o Dr. Getúlio Vargas, então vivamente interessado na reforma e aprimoramento do ensino. Além disso, salientou que entre os que seriam examinados estava um homem que era um verdadeiro fenômeno e que ele tinha sincero desejo de que também eu o conhecesse.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquiescendo ao convite, compareci à hora aprazada e lá o encontrei. O amigo que me convidara era professor de Contabilidade e mantinha o Curso Rápido Comercial num prédio sito à Praça Parobé.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao fundo de um enorme salão estava a Comissão Examinadora, presidida pelo ilustre e saudoso Ir. Dr. Maurício Cardoso. Os demais membros da Comissão eram o que de mais exponencial existia em Porto Alegre naquela época.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A chamada dos examinadores era procedida em ordem alfabética, e naquele dia estavam na letra &amp;quot;F&amp;quot;. Em dado momento ouviu-se chamar: &amp;quot;Francisco Valdomiro Lorenz&amp;quot;. Imediatamente viu-se, encaminhando-se em direção à Mesa, um cidadão aparentando 45 anos, trajado de branco, botinas pretas, lenço de seda ajustado ao pescoço com uma aliança e de chapéu de palhinha na mão. À sua passagem pelo longo corredor, com facilidade se escutaram risinhos de professorinhas muito bem vestidas e pintadas, o que fez com que o Ir. Bahlis (quem me convidou) murmurasse, contrafeito: daqui a pouco vocês mudarão de atitude! Efetiva-mente, iniciadas as provas, o grande matemático, Dr. Francisco Rodolpho Simch, viu que es-tava diante de um grande estudioso da matéria, o que o levou a distender-se longamente sobre o tema que lhe estava afeto. Com profunda admiração, constatou que o examinando discorria com indiscutível autoridade sobre os mais complexos aspectos da Matemática, culminando por enredar-se na própria origem dos algarismos - matéria essa muito familiar ao examinando. Sob grande e justificada expectativa seguiu-se a prova de Português. Respondendo e solucionando todas as perguntas e questões atinentes com segurança e, sobretudo, simplicidade, foi em certa parte solicitado a analisar a palavra &amp;quot;sobrevivência&amp;quot;. Fê-lo, lógica e lexicamente, dentro das normas gramaticais, tendo, ao final, se colocado à disposição para responder sobre algo mais que desejassem a respeito da aludida palavra. Foi a essa altura que teve início um diálogo que ficou indelevelmente gravado na mente de todos os presentes. Vou esforçar-me no sentido de relatá-lo com a máxima fidelidade:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Maurício Cardoso:&lt;br /&gt;
- Pelo que vejo, o Sr. dedica-se ao estudo da etimologia das palavras.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lorenz:&lt;br /&gt;
- Sim, Ex.ª, estudo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Maurício Cardoso:&lt;br /&gt;
- Além do Latim, grego e árabe, que são as raízes de nosso idioma, aprecia ou estuda também outras línguas vivas?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lorenz:&lt;br /&gt;
- Sim, Ex.ª. De modo especial as línguas chamadas &amp;quot;mortas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dr. Maurício Cardoso:&lt;br /&gt;
- O senhor diz &amp;quot;mortas&amp;quot;. Por que não prefere as &amp;quot;vivas&amp;quot;?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lorenz:&lt;br /&gt;
- Porque, salvo erro de minha parte, as &amp;quot;vivas&amp;quot; nada mais são que herdeiras das &amp;quot;mortas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
Dr. Maurício Cardoso:&lt;br /&gt;
- Embora imperfeitamente, dedico-me também ao estudo de alguns idiomas, porém vivos. Agradar-lhe-á dialogarmos rapidamente em francês, que é considerado &amp;quot;idioma universal&amp;quot;?&lt;br /&gt;
Lorenz respondeu-lhe em francês, tendo o Dr. Maurício manifestado sua satisfação.&lt;br /&gt;
Dr. Maurício Cardoso:&lt;br /&gt;
- Mas, o que me diria se tentássemos dialogar noutros idiomas que atualmente são usados pelos povos deste Planeta?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lorenz:&lt;br /&gt;
- Estou às inteiras ordens de V. Ex.ª.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste ponto foi que os presentes tiveram a revelação do Grande Homem modestamente vestido e que suscitara os risinhos que tanto mal fizeram ao saudoso Ir. Bahlis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como era notório nas altas esferas da intelectualidade brasileira, o Dr. Maurício Cardoso falava corretamente doze idiomas &amp;quot;vivos&amp;quot;. Valendo-se disso, conversou com o Ir. Lorenz em todos eles, e em cada um desses idiomas, com grande diplomacia e humildade, escutava observações de Lorenz, mais ou menos como esta: Ex.ª, a sua pronúncia desta palavra denota que o seu professor era originário ou descendente de algum habitante de tal ou qual cidade da Alemanha, Áustria, Inglaterra, Pérsia, etc. Isso é natural, porquanto esses povos, através de muitos séculos, empenharam-se em muitas guerras, e certas palavras sofreram substâncias alterações, principalmente em sua tônica. E prosseguindo: nas capitais, onde se cultuam as regras gramaticais, a pronúncia é assim (e pronunciava as palavras, citando os motivos).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Empolgado diante daquele verdadeiro repositório de saber, o Dr. Maurício Cardoso arriscou:&lt;br /&gt;
- O senhor fala mais alguma língua?&lt;br /&gt;
- Sim, algumas.&lt;br /&gt;
- Quantas mais?&lt;br /&gt;
- Bem, diz Lorenz, eu entendo e escrevo atualmente em cinqüenta e duas. Entretanto, devo confessar que estou lutando para aperfeiçoar-me na pronúncia das que eram faladas pelos Maias, Astecas e Ameríndios.&lt;br /&gt;
- Mas, então o Sr. fala o idioma japonês?&lt;br /&gt;
- Sim, respondeu Lorenz.&lt;br /&gt;
- Tenho um amigo na Diretoria de Higiene, o Dr. Nemoto, japonês de nascimento, que certamente gostará de falar com o senhor. Está de acordo em que lhe peça para vir até aqui para esse fim?&lt;br /&gt;
- Com muita honra, Ex.ª. Diante disso, o Dr. Maurício Cardoso providenciou a vinda daquele cavalheiro e enquanto não chegava, providenciou as demais provas de habitação do examinando, que em todas elas se revelava um grande mestre.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As todas essas, eram quase 16 horas quando chegou o Dr. Nemoto. Feitas as apresentações, imediatamente iniciaram o diálogo em japonês, e, decorridos poucos instantes, o Dr. Nemoto esclarece aos presentes que realmente seu ilustre interlocutor era mesmo um fenômeno lingüístico, porquanto, com sincera admiração de sua parte, ele descobria que ele, Nemoto, não estava falando o japonês usado em Tóquio, e sim em Yokohama, o que era ver-dade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Foi nessa altura que teve lugar um fato que emocionou extraordinariamente aquela felicíssima assistência: o Dr. Maurício bate no tímpano e diz: - Senhoras e Senhores! Convido a que nos levantemos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos de pé, ele deixa a Presidência da Mesa, encaminha-se para o nosso Ir. Lorenz e diz-lhe:&lt;br /&gt;
- Mestre, vinde ocupar o lugar que indevidamente eu estava ocupando. Ele vos cabe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma salva de palmas, que durou muito tempo, coroou as palavras do Dr. Maurício Cardoso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Muito acanhado, extraordinariamente encabulado, Lorenz baixou a cabeça e apenas conseguiu murmurar:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Oh! Por caridade Doutor, se está concluída a minha prova, permita que eu volte para minha casa em São Feliciano.&lt;br /&gt;
- Mas, o senhor não reside em Porto Alegre?&lt;br /&gt;
- Não, senhor. Há muitos anos resido no Distrito de São Feliciano, Município de Encruzilhada. Andam dizendo por aí que em breve serão mudados os nomes para Dom Feliciano e Encruzilhada do Sul.&lt;br /&gt;
Diante disso, o Dr. Maurício externou em palavras cheias, de emoção e entusi-asmo a sua admiração por ele e deferiu seu pedido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No dia seguinte, nova surpresa estava reservada ao Ir. Lorenz. O Dr. Getúlio Vargas, informado do que ocorrera, mandou chamá-lo ao Palácio, manifestou-lhe também sua grande admiração e convidou-o para trabalhar na Secretaria do Interior e Justiça, no Departa-mento de Relações Consulares, pois, trabalhando como tradutor, iria prestar relevantes servi-ços naquele setor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Sr. Governador, disse Lorenz. Sensibilizado ao máximo, agradeço a V. Ex.ª tão honroso convite. Entretanto, se vossa extrema bondade permite, imploro que me deixe voltar para minha Escola. O senhor nem pode imaginar o quão feliz me sinto em poder ir diari-amente para minha Escola, levando junto comigo um elevado número de meninos!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O saudoso Dr. Getúlio Vargas, embora coerente com a idéia inicial, terminou concordando, e lá se foi o Ir. Lorenz para o convívio de seus amados meninos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Biografias]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Daemonos</name></author>
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