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	<title>Discussão:Phenex - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-07-18T04:08:23Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Discuss%C3%A3o:Phenex&amp;diff=5644&amp;oldid=prev</id>
		<title>Pedro Lamarao: Sobre o mito da Fênix</title>
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		<updated>2007-02-14T12:51:54Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Sobre o mito da Fênix&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;Realmente este &amp;quot;demônio&amp;quot; deve ser a mesma figura que a Fênix grega ou o pássaro Benu egípcio, absorvido por uma cultura posterior de forma degradada. (Como boa parte dos outros &amp;quot;demônios&amp;quot;.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Borges fala sobre a Fênix no &amp;quot;Livro dos Seres Imaginários&amp;quot;. Talvez isso possa inspirar um artigo sobre o mito da Fênix. Diz ele:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Em efígies monumentais, em pirâmides de pedra e em múmias, os egípcios buscaram a eternidade; é razoável que em seu país tenha surgido o mito de um pássaro imortal e periódico, ainda que a elaboração posterior tenha sido obra dos gregos e dos romanos. Erman escreve que, na mitologia de Heliópolis, a fênix (''benu'') é o senhor dos jubileus, ou dos longos ciclos de tempo; Heródoto, em uma passagem famosa (II, 73), relata com repetida incredulidade uma primeira forma da lenda:&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot; 'Há ali outra ave sagrada que só vi em pintura, cujo nome é o de Fênix. Raras são, na realidade, as vezes em que se deixa ver, e tão de vez em quando que, segundo os de Heliópolis, só vem ao Egito a cada quinhentos anos, isto é, quando morre seu pai. Se em seu tamanho e conformação é tal como a descrevem, seu volume e figura são muito parecidos com os da águia, e suas penas em parte douradas, em parte carmesim. Tais são os prodígios que dela nos contam, que, embora para mim pouco dignos de fé, não deixarei de citar. Para transladar o cadáver de seu pai da Arábia ao Templo do Sol, vale-se da seguinte manobra: molda primeiro um sólido ovo de mirra, tão grande quanto lhe permitam suas forças carregá-lo, verificando seu peso depois de moldado, para experimentar se é compatível com elas; depois o esvazia até abrir um espaço em que possa encerrar o cadáver do pai, o qual ajusta com outra porção de mirra, e enche com ela a cavidade, até que o peso do ovo preenchido com o cadáver seja igual ao que tinha quando sólido; fecha depois a abertura, carrega o ovo e o leva ao Templo do Sol, no Egito. Eis, seja lá o que for, o que contam desse pássaro.' &amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Uns quinhentos anos depois, Tácito e Plínio retomaram a prodigiosa história; o primeiro corretamente observou que toda a antigüidade é obscura, porém que uma tradição fixou o prazo da vida da fênix em mil quatrocentos e sessenta e um anos (''Anais'', VI, 28). Também o segundo investigou a cronologia da fênix; registrou (X, 2) que, segundo Manílio, ela vive um ano platônico, ou ano magno. Ano platônico é o tempo de que necessitam o sol, a lua e os cinco planetas para voltar a sua posição inicial; no ''Diálogo dos Oradores'', Tácito o faz abarcar doze mil novecentos e noventa e quatro anos comuns. Os antigos acreditavam que, completado esse enorme ciclo astronômico, a história universal se repetiria em todos os seus detalhes, por se repetirem os influxos dos planetas; a fênix viria a ser um espelho ou imagem do universo. Para maior analogia, os estóicos ensinaram que o universo morre no fogo e renasce do fogo e que o processo não terá fim e não teve princípio.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Os anos simplificaram o mecanismo da geração da fênix. Heródoto menciona um ovo, e Plínio, um verme, mas Claudiano, no fim do século IV, já canta em versos um pássaro imortal que ressurge de suas cinzas, um herdeiro de si mesmo e testemunha dos séculos.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Poucos mitos haverá tão difundidos como o da fênix. Aos autores já enumerados cabe acrescentar: Ovídio (''Metamorfoses'', XV), Dante (''Inferno'', XXIV), Shakespeare (''Henrique VIII'', V, 4), Pellicer (''A Fênix e sua História Natural''), Quevedo (''Parnaso Español'', VI), Milton (''Samson Agonistes, in fine''). Mencionaremos também o poema latino ''De Ave Phoenice'', atribuído a Lactâncio, e uma imitação anglo-saxônica desse poema, do século VIII. Tertuliano, Santo Ambrósio e Cirilo de Jerusalém citaram a fênix como prova da ressurreição da carne. Plínio zomba dos terapeutas que prescrevem remédios extraídos do ninho e das cinzas da fênix.&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se aparecer um artigo &amp;quot;Fênix&amp;quot; com exatamente esse texto eu vou ficar muito deprimido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--[[Usuário:Pedro Lamarao|Pedro Lamarao]] 10:51, 14 Fevereiro 2007 (BRST)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Pedro Lamarao</name></author>
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