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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Qliphoth&amp;diff=9663</id>
		<title>Qliphoth</title>
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		<updated>2009-01-12T12:07:55Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Luís Phellipe: /* QLIPHOTH */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{Sephiroth}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Qliphoth''' é o plural de '''Qliphah''', cujo significado dado pelos cabalistas judeus é &amp;quot;Mulher Indecente&amp;quot;. Cada [[sephirah]] possui um fator de equilíbrio dinâmico cujos aspectos são desagradáveis ao ser humano. Representam os conteúdos indesejáveis da nossa personalidade constantemente renegados pelo ego. Também possui o significado de desorientação espiritual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Também são chamadas &amp;quot;conchas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Kenneth Grant==&lt;br /&gt;
[[Kenneth Grant]] possui um expressivo estudo sobre essas características espirituais, com destaque para sua aluna Linda Falorio e marido Fred Folwer. Na década de 80 ambos desenvolveram o conceito do Tarô das Sombras (Shadow Taroth) baseados no [[Liber_221|Liber CCXXI]] e na segunda parte do livro de Grant Nightside of Eden. Vasculharam os [[Túneis de Set]], &amp;quot;uma rede de células oníricas no subconsciente humano&amp;quot; e montaram 22 pranchas desses &amp;quot; buracos-de-verme interdimensionais que arruinam a prosaica realidade do Lado Luminoso&amp;quot; através da projeção da consciência via [[Daäth]], &amp;quot;o portal da manifestação e não-manifestação&amp;quot;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cabala]]&lt;br /&gt;
== QLIPHOTH ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Nas outras esferas, fizemos referência às Qliphoth, as Sephiroth malignas a adversas; é hora, portanto, de estudá-las em detalhe, embora elas sejam &amp;quot;forças terríveis, havendo perigo até mesmo em pensar nelas&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
2. Poder-se-á perguntar então por quê, sendo essas formas tão perigosas, será preciso estudá-las. Não seria melhor desviar a mente a impedir que as imagens de tais forças se formem na consciência? Em resposta a essa quetão, podemos citar os preceitos de Abramelin, O Mago, cujo sistema de magia é o mais completo a poderoso que possuímos. De acordo com esse sistema, o operador, depois de um prolongado período de purificação a preparação, evoca não apenas as forças angélicas, mas também as demoníacas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
3. Muitas pessoas queimaram os dedos com o sistema de Abramelin, e por uma razão muito simples, pois, se examinarmos seus relatos, descobriremos que elas nunca seguiram o sistema por completo, escolhendo uma ceri• mônia aqui a uma invocação acolá, segundo seus humores. Conseqüentemente, o sistema de Abramelin ganhou má reputação por ser uma fórmula singularmente perigosa, ao passo que, executada por completo, é singularmente segura, porque trata de todas as reações das forças evocadas sob o que poderíamos chamar de &amp;quot;condições de laboratório&amp;quot; neutralizando-as, assim.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
4. Todo aquele que tenta manipular o aspecto positivo de uma Sephirah precisa lembrar que ela tem também um aspecto negativo, a que, a não ser que ele possa manter o necessário equilíbrio de forças, esse aspecto negativo pode tomar-se dominante a arruinar a operação. Há um ponto em toda operação mágica em que se encontra o aspecto negativo da força e, a não ser que seja enfrentado, ele jogará o experimentador na fossa que abriu. Há uma sábia máxima mágica que aconselha a não evocarmos qualquer força a não ser que estejamos preparados para enfrentar o seu aspecto adverso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
S. Ousaríamos, por acaso, evocar a energia ígnea de Marte (Geburah) em nós mesmos, se não nos tivéssemos disciplinado a purificado para podermos impedir a força marciana de chegar aos extremos a induzir à crueldade e à destrutividade? Se temos alguma compreensão da natureza humana, devemos saber que todo indivíduo tem os defeitos de suas qualidades - ou seja, se ele é vigoroso a enérgico, ele está predisposto a incorrer na crueldade e na opressão; se é calmo a magnãnimo, está predisposto às tentações do laissez faire a da inéreia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
6. As Qliphoth recebem corretamente o nome de Sephiroth malignas e adversas, porque não são princípios ou fatores independentes no esquema cósmico, a sim o aspecto desequilibrado a destrutivo das próprias Estações Sagradas. Não existem, na verdade, duas Árvores, mas apenas uma, a uma Qliphah é o reverso de uma moeda cujo lado oposto é uma Sephirah. Todo aquele que utiliza a Árvore como um sistema mágico deve necessariamente conhecer as Esferas das Qliphoth, porque ele não tem outra opção senão enfrentá-las.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
7. Só o plano de Atziluth possui um Nome de Poder associado a uma única Sephirah, a ele é o Nome de Deus. Ao arcanjo corresponde o diabo e, ao coro angélico, a corte de demônios; a as Esferas sephiróticas têm suas correspondências nas Moradas Infernais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
8. O estudante deve fazer uma cuidadosa distinção entre o que o ocultista chama de Mal positivo a negativo. Esse é um ponto capital na filosofia esotérica, e a não-compreensão de seu significado conduz a erros práticos posteriores, danificando a vida a obra do iniciado, ou, pelo menos, do ser humano que tenta desenvolver uma quantidade módica de livre escolha a autodomínio. Esse é um ponto pouco compreendido, mas singularmente importante na prática, porque influencia imediatamente nossos pontos de vista, de julgamento a de conduta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. O Mal positivo é uma força que se move contra a corrente da evolução; o Mal negativo é simplesmente a oposição de uma inércia que ainda não foi superada, ou de um movimento que ainda não foi neutralizado. 11ustremos essas definições por um exemplo. O conservadorismo natural de uma mente amadurecida é encarado como mau pelo futuro reformador; a iconoclastia natural da juventude é encarada como má pelo administrador que estabeleceu seu sistema. Não obstante, nenhum desses fatores oponentes pode ser dispensado 'se queremos que a sociedade se mantenha num estado saudável; entre esses extremos, obtemos um progresso firme que não desorganiza a sociedade, nem permite arrojá-la na inércia a na decadência. Ambos esses fatores são indispensáveis ao bem-estar social, e a ausência de qualquer um deles conduziria a sociedade à ruína.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
10. Não podemos considerá-los, portanto, como um mal social, a não ser que haja um excesso. Deveríamos, por conseguinte, na terminologia da filosofia esotérica, classificar o conservadorismo como um Mal negativo,&lt;br /&gt;
quando considerado do ponto de vista do reformador, e a iconoclastia como um Mal negativo quando considerada do ponto de vista do conservador.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
11.0 Mal positivo é algo completamente diverso. Poderá ele ter a natureza de uma iconoclastia excessiva, que beira à anarquia pura a simples; ou a natureza do conservadorismo excessivo, que se toma um privilégio de classe, interesse petrificado que milita contra o bem comum. Ou pode tomar a forma da corrupção política atual, que destrói a eficiência da máquina administrativa, ou de corrupção social, tal como a prostituição organizada ou a exploração do trabalho de crianças, que mina a saúde do corpó-nacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
12. 0 impulso conservador e o impulso radical atrairão aqueles que simpatizam com esses pontos de vista, a seus partidários organizar-se-ão rapidamente em partidos políticos; esses partidos não são maus, a não ser aos olhos preconceituosos de seus adversários políticos; o corpo principal da nação contrapõe-se a eles a os suporta imparcialmente, reconhecendo que eles representam fatores complementares. Da mesma forma, os elementos corruptos a criminais da sociedade tenderão a organizar um Tammany Hall próprio. Ora, os partidos Conservador a Radical' poderiam ser associados a Chesed a Geburah, respectivamente. 0 Tammany Hall poderia ser comparado à Qliphah correspondente de Geburah, as forças incendiárias e opositoras; a os reacionários organizados, à Qliphah de Chesed, os engendradores da destruição.&lt;br /&gt;
13.0 mal negativo é o corolário prático do princípio do Equilíbrio. 0 equilíbrio é o resultado do equilíbrio das forças opostas; conseqüentemente, elas devem combater-se mutuamente. Não devemos incorrer no erro de classificar uma força de um par de forças oponentes como boa e a outra como má, pois fazê-to é cair na heresia fundamental do dualismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
14. Os comentadores instruídos a esclarecidos de todas as religiões encaram o dualismo como uma heresia; somente os adeptos ignorantes de uma fé acreditam no conflito entre luz a trevas, espírito a matéria, que resultará eventuahnente no triunfo de Deus a na abolição a eliminação total de todas as influências opostas. 0 Protestantismo esquece que Lúcifer é o Dador-de-Luz, que Satã é um anjo caído, a que o Senhor não limitou Seu ministério à humanidade, mas desceu ao inferno a pregou aos espíritos cativos: Não podemos lidar com o Mal cortando-o a destruindo-o, mas apenas absorvendo-b a colocando-nos em harmonia com ele.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
15. Em todos os nossos cálculos a conceitos, devemos fazer uma clara distinção entre a resistência da Sephirah compensadora e a influência da Qliphah correspondente. As duas Árvores, a Divina e a Infernal, a Sephirótica e a Qliphótica, são comumente representadas como apareceriam se a Árvore adversa fosse um reflexo da Árvore Celestial num espelho colocado em sua base, igualando assim, proporcionalmente, a altura da outra. Obteríamos, então, um conceito mais exato se concebêssemos os dois hieróglifos como inscritos em cada lado de uma Esfera, de modo que, se um pêndulo balançasse entre Geburah a Gedulah (Marte a Júpiter), ele atingiria o lado oposto do globo, girando na direção da influência da Sephirah adversa correspondente. Se ele se afastar em demasia de Geburah (Severidade), ele chegará à Esfera das forças incandescentes a destrutivas a do ódio; se ele se afastar na direção da Misericórdia, chegará à Esfera dos engendradores da destruição, a esse nome é muito significativo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
16.0 místico diz-nos que seu objetivo é operar na Esfera do espírito puro sem qualquer combinação com a Terra e, por isso, ele evoca apenas o Nome de Deus; mas o ocultista replica: &amp;quot;Enquanto estiveres num corpo terrestre, és um filho da Terra, a para ti o espírito não pode ser puro. Quando evocas o amor de Deus, este não pode it até ti a não ser por meio de um Redentor. A Esfera do Redentor é Tiphareth a seu arcanjo é Rafael, 0 Curador, pois não reconhecemos a influência do Redentor por meio de sua influência curadora sobre o corpo e a alma? Mas o oposto do Redentor que harmoniza são os Zourmiel, Os Querelantes, &amp;quot;os grandes gigantes negros que combatem sem cessar&amp;quot;. Não vemos a sua influência nas doutrinas mais sombrias do Cristianismo, na idéia do castigo eterno sob o domínio do Demônio, contrastado com a recompensa eterna sob o domínio do vingativo a venal Jehovah? Se essas não são Forças Duais Contrárias, o que são? 0 moderno pensamento religioso comete um grande erro ao não compreender que o excesso de um Bem é afinal de contas um excesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
17. 0 único período durante o qual há perfeito equilíbrio de força é durante um Pralaya, uma Noite dos Deuses. A força em equilíbrio é estática, potencial, jamais dinâmica, porque a força em equilíôrio implica duas forças opostas que se neutralizaram perfeitamente e, assim tomaram-se inertes a inoperantes. Destrua-se o equilíbrio, a as forças serão libertadas para a ação, dando margem à mudança, ao crescimento, à evolução e à organização. Não há possibilidade alguma de progresso no equilíbrio perfeito; é um estado de repouso. Ao final de uma Noite Cósmica, o equilíbrio é destruído e, em cónseqüência, ocorre mais uma vez uma efusão de força, dando origem novamente à evolução.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18.0 equilíbrio do universo poderia ser mais bem comparado antes ao movimento de um pendulo do que à apreensão de uma.tenaz. 0 equilíbrio não é imóvel, a há muita difereXiça entre esses dois conceitos. Pois, no&lt;br /&gt;
controle, há sempre uma pequena vibração, um tremor entre as forças opos tas que o mantém firme; é uma estabilidade, não da inércia, mas do esforço.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
19. Esse aspecto é representado na Árvore pelos dois Pilares da Mise ricórdia a da Severidade, que se opõem mutuamente. Geburah (Severidade; se opõe a Gedulah (Misericórdia). Binah (Forma) se opõe a Chokmah (For ça). Se essa oposição cessasse, o universo entraria em colapso, tal como un homem que está puxando uma corda cai se essa corda se rompe. Devemo; compreender claramente que essa tensão, essa resisténcia contra a qual deve mos nos debater em cada uma de nossas ações, não é má; é o contrapeso ne cessário de toda força que empregamos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
20. Como já observamos num capítulo anterior, cada Qliphah nascei primordialmente como uma emanação da força desequilibrada no curso d&amp;lt; evolução da Sephirah correspondente. Houve um período em que as força: de Kether se expandiram para formar Chokmah, e o Segundo Caminho esta va em vias de existir, sem se ter, porém, totalmente estabelecido; Kelhe~ encontrava-se, portanto, em desequiliôrio - expandido, mas não compen sado. Vemos esse mesmo fenômeno do estado de transição patológica cla ramente ilustrado no caso do adolescente que deixou de ser uma crianç~ sob controle a ainda não se tornou adulta a capaz de controlar-se a si mesma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
21. Foi esse inevitável período de força desequilibrada, a patologia d, transição, que deu origem a cada uma das Qliphoth. Segue-se, portanto que a solução do problema do Mal a sua erradicação do mundo não serãc obtidas por meio de sua supressão, cortando-o ou extirpando-o, mas po meio de sua compensação a conseqüente absorção na Esfera de onde pro veio. A força desequilibrada de Kether, que deu origem às Forças Duai: Compensadoras, precisa ser neutralizada por um aumento correspondente da atividade de Chokmah, a Sabedoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
22. A força desequilibrada de cada Sephirah, portanto, que surgiu sem controle durante as fases temporárias do desequilíbrio que ocorre perio dicamente no curso da evolução, forma o núcleo em tomo do qual se or ganizaram todas as formas mentais do Mal que surgem na consciéncia do; seres perceptivos ou por meio da operação das forças cegas que se encon travam desequilibradas, buscando cada espécie de desarmonia o lugar que lhe correspondesse. Podemos deduzir então que um mero excesso de força; embora pura a boa em sua natureza intrínseca, pode, quando não-compen sada, tomar-se, no curso das eras, um centro altamente organizado a desen. volvido do Mal positivo a dinâmico.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
23. Um novo exemplo nos ajudará a compreender esse ponto. Um excesso da energia necessária de Marte (Geburah), a energia que destrói a inércia a faz desaparecer o excremento e a substância usada, deveria necessariamente ocorrer durante o período que precede a emanaçáo de Tiphareth, o Redentor. Assim que é emanado, o Redentor compensa as severidades de Geburah, assim como disse o Senhor: &amp;quot;Dou-vos uma nova lei. Já não direis: olho por olho, dente por dente (. . .)&amp;quot;. Ora, essa severidade unilateral de Geburah deu-nos o ciumento Deus do Velho Testamento a todas as perseguições religiosas que se fizeram em Seu desequilibrado Nome. Ele forma as Qliphah de Geburah, a toda natureza cruel a opressora está sintonizada com essa divindade. Para sua Esfera flui todo excesso de força que emana e que não é absorvido pela força oposta no universo - toda vingança insatisfeita, toda sede de crueldade não-satisfeita, a essas forças, sempre que encontram um canal de expressão aberto, se manifestam por meio dele. Conseqüentemente, o homem que se deixa arrastar pela crueldade descobre cedo que não está expressando os impulsos de sua própria natureza não-desenvolvida ou disforme, mas que uma grande força, tal como uma corrente em jorro, corre por ele, levando-o de um ultraje a outro, até que ele perca fmalmente seu autocontrole a discrição, a destrua a si mesmo por alguma expressão incauta de seus impulsos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
24. Toda vez que nos tomamos um canal de alguma força pura, ou seja, qualquer força que é simples a não-diluída pelos motivos ulteriores e considerações secundárias, descobrimos que há um rio caudaloso atrás de nós - o fluxo das forças Sephiróticas a Qliphóticas correspondentes - que abre um canal, utilizando-nos como seu intermediário. É isso que dá ao fanático ignorante o seu poder anormal.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Luís Phellipe</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Hermetismo&amp;diff=9661</id>
		<title>Hermetismo</title>
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		<updated>2009-01-09T01:00:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Luís Phellipe: /* Hermes Trismegistus */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O '''Hermetismo''' é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia, de um tipo associado a escritos atribuídos ao deus Hermes Trismegistus, &amp;quot;Hermes Três-Vezes-Grande&amp;quot;, uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, em especial desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Lévi. O hermetismo também está associado à alquimia e a astrologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Escritos Herméticos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os escritos Herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas, e as principais são Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, as quais são tradicionalmente atribuídas a Hermes Trismegistus. Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O período bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegistus, e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise e a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o Hermetismo lá floresceu, e portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Hermeticas: filosófica e magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro Caibalion foi escrito no final do sec. XIX por três Iniciados que registraram as Sete Leis do Hermetismo.Não é um livro oriundo da era pré-cristã como se supõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Hermes Trismegistus==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Hermes Trismegistus ou &amp;quot;Hermes Três Vezes Grande&amp;quot;, foi um grande sábio das primeiras dinastias egípcias, ele é o pai das artes ocutas, tendo ensinado alquimia, astrologia e filosofia aos seus dicípulos.  Foi considerado após sua morte como &amp;quot;A Fonte da Sabedoria&amp;quot;, tendo vivido por 200 anos, tendo possivelmente sido comteporâneo a Abraão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Em qualquer lugar que estejam os vestígios do Mestre, os ouvidos daquele que estiver preparado para receber o seu Ensinamento se abrirão completamente&amp;quot;. - O Caibalion&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os encher com Sabedoria.&amp;quot; - O Caibalion&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após sua morte, foi adorado pelos egípcios como deus Toth, deus que simbolizava a lógica organizada do universo, relacionado aos ciclos lunares, que expressam a harmonia do universo.  Deus do verbo e da sabedoria, foi naturalmente identificado com Hermes. Como o deus da sabedoria o Toth foi atribuido como escritor de uma série de textos sagrados egipcíos os quais descrevem os segredos do universo. Os textos Hermeticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egipcía.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como todos os deuses egipcíos o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a adoração a ele espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermopolis. Com o estabelecimento da dinastía Ptolomaica naquela região Gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de Gregos advém a identificação de Hermes com Toth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Leis Herméticas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro ''&amp;quot;O Caibalion&amp;quot;'' que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra [[Cabala]], que em hebraico, significa recepção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Mentalismo=== &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Todo é Mente; o Universo é mental.&amp;quot;'' (O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que 'pensa' e assim é tudo que existe. É o '''todo'''. Toda a criação principiou como uma ideia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que 'pensa'. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Correspondência===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Vibração===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Nada está parado, tudo se move, tudo vibra&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Polaridade===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''''&amp;quot;Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo '''+''' e o negativo '''-''' da corrente elétrica são uma mera convenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o amargo. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Ritmo===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Pode se dizer que o princípio é manifestado pelo nascimento, morte e renascimento, ascensão e queda, da conversão energia cinética para potencial e da potencial para cinética . Os opostos se movem em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio pode ser observado pelo movimento dos astros, planetas que giram de forma circular á suas estrelas-mães, que giram em torno do centro de seus sistemas solar, cada sistema solar ou estrela não circundada por planetas, gira ao redor do centro da galáxia, passando pelos braços da galáxia.  As gálaxias giram ao redor de outras gálaxias.  O homem nasce, desenvolve-se, morre e renasce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Gênero===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico, todos possuem os dois genêros e manifestam fisicamente apenas um, nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.  O gênero não-manifesto é o gênero mental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de ying yang. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei de Causa e Efeito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos e a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como [[karma]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*[[Tábua de Esmeralda]]&lt;br /&gt;
*[[Hermes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermetismo Wikipedia] - retirado no dia 18 de Novembro de 2006 &amp;lt;small&amp;gt;'''(editado)'''&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Hermetismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Luís Phellipe</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Hermetismo&amp;diff=9660</id>
		<title>Hermetismo</title>
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		<updated>2009-01-09T00:49:34Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Luís Phellipe: /* Lei do Gênero */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O '''Hermetismo''' é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia, de um tipo associado a escritos atribuídos ao deus Hermes Trismegistus, &amp;quot;Hermes Três-Vezes-Grande&amp;quot;, uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, em especial desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Lévi. O hermetismo também está associado à alquimia e a astrologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Escritos Herméticos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os escritos Herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas, e as principais são Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, as quais são tradicionalmente atribuídas a Hermes Trismegistus. Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O período bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegistus, e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise e a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o Hermetismo lá floresceu, e portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Hermeticas: filosófica e magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro Caibalion foi escrito no final do sec. XIX por três Iniciados que registraram as Sete Leis do Hermetismo.Não é um livro oriundo da era pré-cristã como se supõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Hermes Trismegistus==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divindade de Hermes Trismegistus provêm da introdução do deus Toth na religião grega. O Toth é um deus egipcío o qual simboliza a lógica organizada do universo. Ele é relacionado aos ciclos lunares a qual em suas fases expressa a harmonia do universo. E também como deus do verbo e da sabedoria foi naturalmente identificado com Hermes. Como o deus da sabedoria o Toth foi atribuido como escritor de uma série de textos sagrados egipcíos os quais descrevem os segredos do universo. Os textos Hermeticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egipcía.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como todos os deuses egipcíos o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a adoração a ele espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermopolis. Com o estabelecimento da dinastía Ptolomaica naquela região Gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de Gregos advém a identificação de Hermes com Toth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Leis Herméticas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro ''&amp;quot;O Caibalion&amp;quot;'' que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra [[Cabala]], que em hebraico, significa recepção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Mentalismo=== &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Todo é Mente; o Universo é mental.&amp;quot;'' (O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que 'pensa' e assim é tudo que existe. É o '''todo'''. Toda a criação principiou como uma ideia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que 'pensa'. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Correspondência===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Vibração===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Nada está parado, tudo se move, tudo vibra&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Polaridade===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''''&amp;quot;Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo '''+''' e o negativo '''-''' da corrente elétrica são uma mera convenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o amargo. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Ritmo===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Pode se dizer que o princípio é manifestado pelo nascimento, morte e renascimento, ascensão e queda, da conversão energia cinética para potencial e da potencial para cinética . Os opostos se movem em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio pode ser observado pelo movimento dos astros, planetas que giram de forma circular á suas estrelas-mães, que giram em torno do centro de seus sistemas solar, cada sistema solar ou estrela não circundada por planetas, gira ao redor do centro da galáxia, passando pelos braços da galáxia.  As gálaxias giram ao redor de outras gálaxias.  O homem nasce, desenvolve-se, morre e renasce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Gênero===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico, todos possuem os dois genêros e manifestam fisicamente apenas um, nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.  O gênero não-manifesto é o gênero mental.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de ying yang. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei de Causa e Efeito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos e a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como [[karma]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*[[Tábua de Esmeralda]]&lt;br /&gt;
*[[Hermes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermetismo Wikipedia] - retirado no dia 18 de Novembro de 2006 &amp;lt;small&amp;gt;'''(editado)'''&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Hermetismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Luís Phellipe</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Hermetismo&amp;diff=9659</id>
		<title>Hermetismo</title>
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		<updated>2009-01-09T00:46:02Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Luís Phellipe: /* Lei do Ritmo */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{esboço}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O '''Hermetismo''' é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia, de um tipo associado a escritos atribuídos ao deus Hermes Trismegistus, &amp;quot;Hermes Três-Vezes-Grande&amp;quot;, uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth. Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, em especial desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Lévi. O hermetismo também está associado à alquimia e a astrologia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Escritos Herméticos==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os escritos Herméticos são uma coleção de 18 obras Gregas, e as principais são Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda, as quais são tradicionalmente atribuídas a Hermes Trismegistus. Estes escritos contêm os aspectos teórico e filosófico do Hermetismo em seu aspecto teosófico. O período bizantino é marcado por uma outra coleção de obras herméticas, que também são relacionadas ao Hermes Trismegistus, e contêm uma tradição hermética popular a qual é composta essencialmente por escritos relacionados a astrologia, magia e Alquimia. Esta versão popular encontra sustentação ou base nos diálogos Hermeticos, apesar dele se distanciar da magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A prática da magia entretanto não está distante das praticas realizadas no antigo Egito, a qual em uma última análise e a fonte de todos os diálogos herméticos, pois o Hermetismo lá floresceu, e portanto estabelece uma conexão entre as duas tradições Hermeticas: filosófica e magia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O livro Caibalion foi escrito no final do sec. XIX por três Iniciados que registraram as Sete Leis do Hermetismo.Não é um livro oriundo da era pré-cristã como se supõe.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Hermes Trismegistus==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A divindade de Hermes Trismegistus provêm da introdução do deus Toth na religião grega. O Toth é um deus egipcío o qual simboliza a lógica organizada do universo. Ele é relacionado aos ciclos lunares a qual em suas fases expressa a harmonia do universo. E também como deus do verbo e da sabedoria foi naturalmente identificado com Hermes. Como o deus da sabedoria o Toth foi atribuido como escritor de uma série de textos sagrados egipcíos os quais descrevem os segredos do universo. Os textos Hermeticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egipcía.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como todos os deuses egipcíos o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a adoração a ele espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermopolis. Com o estabelecimento da dinastía Ptolomaica naquela região Gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de Gregos advém a identificação de Hermes com Toth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Leis Herméticas==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As sete principais leis herméticas se baseiam nos princípios incluídos no livro ''&amp;quot;O Caibalion&amp;quot;'' que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion, na língua hebraica significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima. Esta palavra tem a mesma raiz da palavra [[Cabala]], que em hebraico, significa recepção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Mentalismo=== &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Todo é Mente; o Universo é mental.&amp;quot;'' (O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
O universo funciona como um grande pensamento divino. É a mente de um Ser Superior que 'pensa' e assim é tudo que existe. É o '''todo'''. Toda a criação principiou como uma ideia da mente divina que continuaria a viver, a mover-se e a ter seu ser na divina consciência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A matéria são como os neurônios de uma grande mente, um universo consciente e que 'pensa'. Todo o conhecimento flui e reflui de nossa mente, já que estamos ligados a uma mente divina que contém todo o conhecimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Correspondência===&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
''&amp;quot;O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A perspectiva muda de acordo com o referencial. A perspectiva da Terra normalmente nos impede de enxergar outros domínios acima e abaixo de nós. A nossa atenção está tão concentrada no microcosmo que não nos percebemos o imenso macrocosmo à nossa volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O principio de correspondência diz-nos que o que é verdadeiro no macrocosmo é também verdadeiro no microcosmo e vice-versa. Portanto podemos aprender as grandes verdades do cosmo observando como elas se manifestam em nossas próprias vidas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Vibração===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Nada está parado, tudo se move, tudo vibra&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No universo todo movimento é vibratório. O todo se manifesta por esse princípio. Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso. Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei da Polaridade===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''''&amp;quot;Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados&amp;quot;''(O Caibalion)&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo '''+''' e o negativo '''-''' da corrente elétrica são uma mera convenção.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o amargo. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Ritmo===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Pode se dizer que o princípio é manifestado pelo nascimento, morte e renascimento, ascensão e queda, da conversão energia cinética para potencial e da potencial para cinética . Os opostos se movem em círculos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio pode ser observado pelo movimento dos astros, planetas que giram de forma circular á suas estrelas-mães, que giram em torno do centro de seus sistemas solar, cada sistema solar ou estrela não circundada por planetas, gira ao redor do centro da galáxia, passando pelos braços da galáxia.  As gálaxias giram ao redor de outras gálaxias.  O homem nasce, desenvolve-se, morre e renasce.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei do Gênero===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero se manifesta em todos os planos da criação&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Os princípios de atração e repulsão não existem por si só, mas somente um dependendo do outro. Tudo tem um componente masculino e um feminino independente do gênero físico. Nada é 100% masculino ou feminino, mas sim um balanceamento desses gêneros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Existe uma energia receptiva feminina e uma energia projetiva masculina, a que os chineses chamavam de ying yang. Nenhum dos dois pólos é capaz de criar sem o outro. É a manifestação do desejo materno com o desejo paterno.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Lei de Causa e Efeito===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
''&amp;quot;Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nenhum escapa à Lei&amp;quot;''.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Nada acontece por acaso, pois não existe o acaso, já que acaso é simplesmente um termo dado a um fenômeno existente e do qual não conhecemos e a origem, ou seja, não reconhecemos nele a Lei à qual se aplica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse princípio é um dos mais polêmicos, pois também implica no fato de sermos responsáveis por todos os nossos atos. No entanto, esse princípio é aceito por todas as filosofias de pensamento, desde a antiguidade. Também é conhecido como [[karma]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Ver também==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*[[Tábua de Esmeralda]]&lt;br /&gt;
*[[Hermes]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermetismo Wikipedia] - retirado no dia 18 de Novembro de 2006 &amp;lt;small&amp;gt;'''(editado)'''&amp;lt;/small&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Glossário]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Hermetismo]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Luís Phellipe</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Kether&amp;diff=9658</id>
		<title>Kether</title>
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		<updated>2009-01-08T19:19:31Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Luís Phellipe: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''Kether''' é a primeira [[Sephirah]] da [[Árvore da Vida]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Definição==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Sephiroth}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Kether_symb.jpg|left]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Kéter ou Kether, é a criação em potencial, a centelha divina de cada pessoa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Título:''' Kether, a Coroa. (Em hebraico: Kaph, Tau, Resh.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Imagem Mágica:''' Um velho rei barbado, visto'de perfil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Localização na Árvore:''' No topo do Pilar do Equilíbrio, no Triângulo Supremo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Texto Yetzirático:''' 0 Primeiro Caminho chama-se Inteligência Admirável, ou Oculta, pois é a luz que concede o poder da compreensão do Primeiro Princípio, que não tem começo. É a Glória Primordial, pois nenhum ser criado pode alcançar-lhe a essência.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Títulos Conferidos a Kether:''' A Existência das Existências. 0 Segredo dos Segredos. 0 Antigo dos Antigos. Ancião dos Dias. 0 Ponto Primordial. 0 Ponto no Círculo. 0 Altíssimo. 0 Rosto Imenso. A Cabeça Que não Existe. Macroprosopos. Amém. Luz Occulta. Luz Interna. He.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Nome Divino:''' Eheieh.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Arcanjo:''' Metatron.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Coro Angélico:''' As criaturas vivas a sagradas. Chaioth ha Qadesh.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Chakra Cósmico:''' Rashith ha Gilgalim. Primum Mobile. Primeiros Remoinhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Experiência Espiritual:''' A União com Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Virtude:''' Consecução. A Realização da Grande Obra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Correspondência no Microcosmo:''' 0 Crânio. 0 Sah. Yechidah. A Centelha Divina. 0 Lótus de Mil Pétalas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Simbolos:''' 0 ponto. A coroa. A suástica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cartas do Tarô:''' Os quatro ases: Ás de Raus: raiz dos Poderes do Fogo; Ás de Copas: raiz dos Poderes da Água; Ás de Espadas: raiz dos Poderes do Ar; Ás de Ouros: raiz dos Poderes da Terra.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Atziluth:''' Esplendor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Cor em Briah:''' Esplendor branco, puro. Cor em Yetzirah: Esplendor branco, puro. Cor em Assiah: Branco, salpicado de ouro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Trecho extraído de &amp;quot;A Cabala Mística&amp;quot;==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
1. Kether, a Coroa, localiza-se na cabeça do Pilar Medial do Equilíbrio, e nele estão suspensos os Véus Negativos da Existência. Já comentei a utilização desses Véus Negativos como estrutura para o pensamento, de modo que não repetirei esse ponto, mas lembro ao leitor qúe Kether, a Primeira Manifestação, representa a cristalização primordial na manifestação do que era até então imanifesto e, por conseguinte, incognoscível. Nada podemos saber a respeito da raiz da qual brota Kether; mas, quanto à própria Kether, podemos adiantar alguma coisa. Ela pode representar para nós, em nosso estágio de desenvolvimento, o Grande Desconhecido, mas não é o Grande Incognoscível. A mente do mago pode abarcá-la em suas visões mais elevadas. Em minhas próprias experiências com a operação conhecida como Elevação nos Planos, que consiste em elevar a consciência pelo Pilar Médio, por meio da concentração nos sucessivos símbolos a nos Caminhos, Kether, numa ocasião em que lhe toquei as fímbrias, surgiu como uma cegante luz branca, anulando por completo o pensamento.&lt;br /&gt;
2. Não existe forma em Kether, apenas puro ser, qualquer que seja ele. Poderíamos dizer que se trata de uma latência que se encontra a apenas um grau da não-existência. Tais conceitos são necessariamente vagos a não estou capacitada para dar-lhes a precisão que devem ter, mas ficarei satisfeita se pudermos reconhecer os graus do devir, compreendendo que a rude diferenciação entre Ser a Não-Ser não representa os fatos. Quando a existência se toma manifesta, os pares de opostos penetram o ser; mas em Kether não existe divisáo nos pares de opostos, pois estes, para se manifestarem, precisam esperar a emanação de Chokmah a Binah.&lt;br /&gt;
3. Kether, portanto, é o Um, que existia antes mesmo de dispor de um reflexo de si mesmo, para apresentar-se como imagem na consciência e aí estabelecer a polaridade. Devemos acreditar que ela transcende todas as leis conhecidas da manifestação - apenas existe, sem reação. Cabe lembrar, contudo, que, quando falamos de Kether, não significa uma pessoa, mas um estado de existência, a tal estado de substância existente deve ter sido completamente inerte, puro ser, sem atividade, até iniciar-se a atividade, que emana Chokmah.&lt;br /&gt;
4. A mente humana, não conhecendo outro modo de existência além&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
do da forma a da atividade, tem muita dificuldade para conceber um estado inteiramente informe de passividade, o qual é, não obstante, muito distinto do não-ser. Mas precisamos realizar esse esforço, se quisermos compreender os fundamentos da filosofia cósmica. Não devemos lançar os Véus da Existência Negativa à frente de Kether ou nos condenar a uma perpétua dualidade insolúvel; Deus e o demônio lutarão para sempre em nosso cosmo, e não há finalidade em seu conflito. Devemos treinar a mente para conceber o estado de puro ser sem atributos ou atividades; podemos pensar nele como a luz branca cegante, não diferenciada em raios pelo prisma da forma; ou como a escuridão do espaço interestelar, que é nada, embora contenha as potencialidades de todas as coisas. Esses símbolos, sobre os quais repousa o olho interior, constituem um auxilio mais proveitoso para a compreensão de Kether do que todas as definições da filosofia exata. Não podemos definir a Sephirah Kether; só podemos indicá-la.&lt;br /&gt;
5. Constitui sempre uma experiência iluminadora descobrir o extraordinário significado das pistas contidas nas tabelas de correspondências, e o modo pelo qual elas conduzem a mente de um conceito a outro. A Primeira Sephirah chama-se Coroa, não cabeça, note-se. A Coroa é um objeto que se põe sobre a cabeça, a esse fato nos dá uma clara indicação de que Kether pertence ao nosso Cosmo, embora não esteja nele. Descobrimos também a sua correspondência microscómica no Lótus das Mil Pétalas, o chakra Sahamsara, que se localiza na aura, imediatamente acima da cabeça. Penso que isso nos ensina claramente que a essência espiritual mais íntima de alguma coisa, seja no homem ou no mundo, nunca está na manifestação real, sendo antes a base ou raiz subjacente de onde tudo brota a pertencendo, na verdade, a uma dimensão diferente - a uma ordem diferente de ser. Esse conceito dos diferentes tipos de existência é fundamental para a filosofia esotérica a devemos tê-to sempre presente quando consideramos os reinos invisíveis do mago ou do ocultista prático.&lt;br /&gt;
6. Na filosofia vedanta, Kether equivaleria sem dúvida a Parabrahmâ; Chokmah, a Brahman; a Binah, a Mulaprakriti. Nos outros grandes sistemas do pensamento humano, Kether equivale ao seu conceito primário, correspondendo ao Pai dos Deuses. Se foram estes que criaram o universo no espaço, então Kether é o Deus do céu. Se o universo se originou na água, Kether é o oceano primordial. Kether relaciona-se sempre com o sentido do informe a do eterno. Os deuses de Kether são deuses terríveis que devoram suas crianças, pois Kether, embora seja o pai de todos, reabsorve o universo ao final de uma época de evolução.&lt;br /&gt;
7. Kether é o abismo donde se originam todas as coisas, a para onde estas voltarão ao final de sua era. Nos mhos exotéricos associados a Kether,&lt;br /&gt;
descobrimos, por conseguinte, a implicação da não-existência. Nos conceitos esotéricos, contudo, aprendemos que esse conceito é errbneo. Kether é a forma mais intensa de existência, ser puro, não-limitado por forma ou reação; mas essa existência pertence a um tipo diverso daquele a que estamos acostumados, aparecendo-nos, portanto, como não-existência, porque não combina com nenhum dos requisitos que a nosso ver determinam a existência. A idéia da existência de outros modos de ser está implícita em nossa filosofia a devemos tê-la sempre em mente, porquanto é a chave de Kether, a Kether é a chave da Árvore da Vida.&lt;br /&gt;
8. O texto yetzirático descritivo de Kether, como todos os dizeres da Sepher Yetzirah, é uma sentença oculta. Afirma ele que Kether se chama Inteligência Oculta, a os diversos títulos conferidos a Kether na literatura cabalística confirmam essa denominação. Kether é o Segredo dos Segredos, a Altura Inescrutável, a Cabeça Que Não É. Temos aqui novamente a confirmaçáo da idéia de que a coroa está acima da cabeça do Homem Celestial, o Adão Cadmo; o ser puro está atrás de toda manifestação, a não é por ela absorvido, sendo antes a causa de sua emanação ou manifestação. Tal como nos expressamos em nossas obras, assim se expressa Kether na manifestação. Mas as obras de um homem não constituem a sua personalidade, sendo, ao contrário, a expressão de sua atividade natural. Ocorre o mesmo com Kether; seu modo de existência não é manifesto, mas constitui a causa da manifestação.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
II&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
9. Temos até agora considerado Kether em Atziluth, isto é, em sua natureza essencial a primordial. Devemos considerá-la agora tal como aparece nos outros três Reinos distinguidos pelos cabalistas.&lt;br /&gt;
10. Cada Reino, ou plano de manifestação, tem sua forma primária: a matéria, por exemplo, é, com toda probabilidade, primariamente elétrica, a essa forma primordial, segundo os esoteristas, consiste no subplano etérico que subjaz aos quatro planos elementais: Terra, Ar, Fogo a Água; ou, em outras palavras, os quatro estados da matéria densa: sólido, líquido, gasoso a etéreo.&lt;br /&gt;
11. Os cabalistas concebem a Árvore em cada um dos quatro Reinos, a saber: Atziluth, espírito puro; Briah, mente arquetípica; Yetzirah, consciência imagética astral; a Assiah, o mundo material em seus aspectos densos e mais sutis. As operaçáes das forças de cada Sephirah são representadas em cada mundo sob a presidência de um Nome Divino, ou Mundo do Poder, e&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
esses mundos dão as chaves das operações do ocultismo prático nos diversos planos. 0 Nome de Deus representa a ação da Sephirah no Mundo de Atziluth, espírito puro; quando o ocultista invoca as forças de uma Sephirah pelo Nome de Deus, isso significa que ele deseja entrar em contato com sua essência mais abstrata, pois está buscando o princípio espiritual que sustenta a condiciona esse modo particular da manifestação. Reza uma máxima do Ocultismo Branco que toda operação deve começar pela invocação do Nome Divino na Esfera em que ocorrerá a operação. Isso assegura que a operação estará em harmonia com a lei cósmica. Nunca se deve descurar o equilíbrio da força natural, pois o equilíbrio é essencial para que o mago conduza em segurança as operações de acordo com a lei cósmica; por conseguinte, o mago deve procurar compreender o princípio espiritual envolvido em cada problema a operá-to convenientemente. Toda operação, por conseguinte, precisa ter sua unificaçâo ou resolução final em Eheieh, o nome de Deus de Kether em Atziluth.&lt;br /&gt;
12. A invocação da divindade sob o nome de Eheieh, isto é, a afirmação do ser puro, eterno, imutável, sem atributos ou atividades, que tudo sustém, mantém a condiciona, é a fórmula primária de toda operação mágica. Somente ao ser penetrada pela compreensão desse ser imutável a sem fim, de extraordinária concentração a intensidade, pode a mente ter qualquer compreensão do poder ilimitado. A energia derivada de qualquer outra fonte é uma energia limitada a parcial. A fonte pura de toda energia localiza-se tão-somente em Kether. As operações do mago visando à concentração da energia (e que operação não o faz?) devem sempre começar por Kether, porquanto deparamos nessa Sephirah com a força emergente que brota do Grande Imanifesto, o reservatório do poder ilimitado. É graças a Kether, o Grande Imanifesto oculto atrás dos Véus da Existência Negativa, que o poder tem origem. Se extrairmos poder de qualquer esfera especializada da natureza, estaremos, por assim dizer, tirando de Pedro para dar a Paulo. 0 poder vem de alguma parte a vai para algum lugar, a deve ser responsável no ajuste de contas fmal. É por essa razão que se diz que o mago paga com sofrimento o que obtém por meios mágicos. Isso é verdade se sua operação é realizada em qualquer uma das esferas inferiores da natureza; mas se tal operação tem início com Kether em Atziluth, o mago estará extraindo força imanifesta para colocá-la na manifestação; ele aumenta as fontes do universo e, desde que as forças se mantenham em equilíbrio, nenhuma reação rebelde ocorrerá, bem como nenhum pagamento em sofrimento pelo use dos poderes mágicos.&lt;br /&gt;
13. Esse é um ponto de extraordinária importância prática. Os estu-&lt;br /&gt;
dantes aprenderam que as Três Sephiroth - Kether, Chokmah a Binah estão fora do alcance de qualquer obra prática enquanto estamos encarnados. Na verdade, elas estáo fora do alcance da consciência cerebral, a constituem a base essencial de todos os cálculos mágicos. Se não operamos a partir dessa base, não temos nenhum fundamento cósmico, colocando-nos entre céu e a terra a não encontrando nenhum lugar de repouso seguro. Devemos, ao contrário, manter a tensão mágica que mantém vivas as formas astrais.&lt;br /&gt;
14. A grande diferença entre a ciência cristã a as formas mais rudes do novo pensamento a da auto-sugestâo consiste no fato de que a primeira inicia todas as suas operações pela vida divina; e, por mais irracionais que sejam suas tentativas para filosofar o seu sistema, seus métodos são empiricamente sãos. O ocultismo, a especialmente o praticante da Magia Cerimonial, se não foi instruído nessa disciplina, tende a começar sua operação sem qualquer referência à lei cósmica ou ao princípio espiritual; conseqüentemente, as imagens mentais que ele forma são como corpos estranhos no organismo do Homem Celestial, ou Macrocosmo, a todas as forças da natureza se dirigem espontaneamente para a eliminação dá substância estranha e para a restauração do equilíbrio normal das tensões. A natureza luta contra o mago com unhas a dentes; conseqüentemente, todo aquele que recorre à Magia náo-consagrada jamais pode descansar sua espada, pois precisa estar sempre na defensiva a fim de manter o que conquistou. Mas o adepto que inicia sua obra com Kether em Atziluth, isto é, no princípio espiritual, e opera esse princípio de cima para baixo a fim de expressá-to nos planos da forma, empregando para esse propósito o poder extraído do Imanifesto, integra sua operação no processo cósmico, e a natureza se coloca a seu lado, em vez de hostilizá-lo.&lt;br /&gt;
15. Não podemos esperar entender a natureza de Kether em Atziluth, mas podemos abrir nossa consciência à sua influência, a esta é muito poderosa, conferindo-nos uma estranha sensação de eternidade e imortalidade. Podemos saber quando a invocação de Eheieh em seu puro esplendor branco é efetiva, pois compreendemos, com completa convicção, a impermanência a insignificáncia superior dos planos da forma e a supremá importância da Vida única, que condiciona todas as formas, tal como as mãos do oleiro moldam a argila.&lt;br /&gt;
16. A meditação sobre Kether confere-nos a compreensão intuitiva de que o resultado de uma operação tem pouco valor. &amp;quot;Que o sujo brinque com o sujo, se este lhe agrada.&amp;quot; Uma vez obtida essa compreensão, temos domínio sobre as imagens astrais a podemos operá-las à vontade. É apenas quando&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
o operador não tem qualquer interesse pela operapão no plano físico que ele atinge esse completo domínio sobre as imagens astrais. Só a manipulação das forças lhe diz respeito, assim como a sua condução por meio da manifestação na forma; mas ele não cuida da forma que as forças podem finalmente assumir, a as deixa por si mesmas, visto que assumirão a forma mais afim a suas naturezas, sendo assim mais fiéis à lei cósmica do que a qualquer desígnio que seu limitado conhecimento poderia conferir-lhes. Essa é a chave real de todas as operações mágicas, a sua única justificativa, pois não podemos alterar o Universo para adaptá-to ao nosso capricho a conveniência, mas só nos justificamos na operação deliberada da Magia quando operamos com a grande maré da vida evolutiva a fim de chegarmos à plenitude da vida, seja qual for a forma que a experiência ou manifestação possa assumir. &amp;quot;Vim para que eles pudessem ter vida, a para que a tivessem em abundáncia&amp;quot;, disse o Senhor, a essas poderiam ser as palavras do mago. Vida, a somente a vida,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
deveria ser a sua divisa, a não qualquer manifestação especializada dela como Sabedoria, Poder ou mesmo Amor.&lt;br /&gt;
17. Aqueles que seguiram atentamente a exposição precedente esta-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
rão em condições de descobrir algum significado nas palavras criptográficas do Texto Yetzirático atribuído a Kether. As palavras &amp;quot;Inteligência Oculta&amp;quot; dão uma pista da natureza imanifesta da existência de Kether, que é confirmada pela afirmação de que &amp;quot;Nenhum ser criado pode alcançar-lhe à essência&amp;quot;, ou seja, nenhum ser que utiliza, como veículo de consciência, um or-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ganismo dos planos da forma. Quando, contudo, a consciência foi exaltada ao ponto de transcender o pensamento, ela recebe da &amp;quot;Glória Primordial&amp;quot; o &amp;quot;poder de compreensão do Primeiro Princípio&amp;quot;; ou, em outras palavras, &amp;quot;Compreenderemos da mesma maneira pela qual somos compreendidos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ill&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
18. Eheieh, Eu Sou 0 Que Sou, ser puro, é o Nome divino de Kether,&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e sua imagem mágica é um velho rei barbado visto de pèrfil. 0 Zohar afirma que o velho rei barbado só tem o lado direito; não vemos a imagem mágica&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
de Kether em sua face plena, isto é, completa, mas apenas uma pane dela. Há um aspecto que deve sempre permanecer oculto para nós, como o lado escuro da lua. Esse lado de Kether é o lado que está voltado para o Imanifesto, que a natureza de nossa consciência manifesta nos impede de compreen-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
der, a que constitui um livro selado para nós. Mas, aceitando essa linútação, podemos contemplar o aspecto de Kether, o perfil do velho rei barbado, que se reflete para baixo na forma.&lt;br /&gt;
19. Velho é esse rei, o Antigo dos Antigos, o Velho dos Dias, que existe desde o início, quando o rosto não contemplava rosto algum. Ele é um rei, porque governa todas as coisas de acordo com sua suprema e inquestionável verdade. Em outras palavras, é a natureza de Kether que condiciona todas as coisas, porque todas as coisas surgiram dela. Ele é barbado porque, no curioso simbolismo dos rabinos, todo pêlo de sua barba tem um significado.&lt;br /&gt;
20. A manifestação das forças de Kether em Briah, o mundo da mente arquetípica, efetua-se por meio do arcanjo Metatron, o Príncipe das Faces, a quem a tradição atribui o papel de mestre de Moisés. A Sepher Yetzirah afirma a respeito do Décimo Caminho, Malkuth, que ele &amp;quot;emana uma influéncia do Príncipe dos Rostos, o arcanjo de Kether, e é a fonte de iluminação de todas as luzes do universo&amp;quot;. Aprendemos, assim, claramente, que não apenas o espírito flui para a manifestação na matéria, mas a matéria, por sua própria energia, lança o espírito na manifestação. Esse é um importante ponto para o praticante da Magia, pois afirma que este tem justificativas para as suas operações a que o homem não precisa esperar a palavra do Senhor, podendo invocar a Deus para ouvi-Lo.&lt;br /&gt;
21. Os anjos de Kether, operando no Mundo Yetziático, são os Chaioth ha Qadesh, as Criaturas Vivas a Sagradas, a esse Nome traz à mente a visão do Carro de Fogo de Ezequiel a as Quatro Santas Criaturas diante do Trono. 0 fato de que os quatro ases do Tarô, atribuídos a Kether, representam as raízes dos quatro elementos, Terra, Ar, Fogo a Água, confirma igualmente essa associação. Podemos, pois, considerar Kether como a fonte primordial dos elementos. Esse conceito esclarece muitas das dificuldades ocultas a metafísicas com que nos deparamos se limitamos sua operação ao plano astral a encaramos os elementais como seres pouco melhores do que os demônios, como parecem fazer algumas escolas de pensamento transcendental.&lt;br /&gt;
22. A questão dos anjos, archons a elementais é um tema muito discutido a muito importante no ocultismo, porque a sua aplicação prática à Magia é imediata. 0 pensamento cristáo pode tolerar com algum esforço a idéia dos arcanjos, mas os espíritos auxiliares, os mensageiros que são as chamas do fogo a os construtores celestes são estranhos à sua Teologia; Deus, sem ajuda a num átimo, fez os céus e a Terra. O Grande Arquiteto do Universo é também o pedreiro. A ciencia esotérica pensa de modo diferente. O iniciado conhece as legiôes de seres espirituais que são agentes da vontade de Deus e os veículos da atividade criativa. É por meio desses que ele opera, pela graça de seu arcanjo dirigente. Mas um arcanjo não pode ser conjurado por&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
nenhum encantamento, por mais potente que este seja. Deveríamos mesmo dizer que, quando efetuamos uma operação da Esfera de uma Sephirah particular, o arcanjo opera por meio de nós para o cumprimento de sua missão. A arte do mago repousa, por conseguinte, em alinhar-se à força cósmica, a fim de que a operação que ele deseja realizar possa produzir-se como parte da operação de atividades cósmicas. Se ele for verdadeiramente puro a devoto, esse será o caso de todos os seus desejos; mas, se ele não for verdadeiramente puro a devoto, não será então um adepto, a sua palavra não será uma Palavra de Poder.&lt;br /&gt;
23. É interessante notar que, no Mundo de Assiah, o título da Esfera de Kether é Rashith ha Gilgalim, ou Primeiros Remoinhos, indicando, assim, que os rabinos estavam familiarizados com a teoria das nebulosas antes que a ciência tivesse conhecimento do telescópio. A maneira pela qual os amigos deduziram os fatos básicos da cosmogonia graças a meios puramente intuitivos a mercé da utilização do método de correspondências, séculos antes da invenção a aperfeiçoamento dos instrumentos de precisão que permitiram ao homem moderno realizar as mesmas descobertas de outro ângulo, será sempre um assunto de perpétua perplexidade para todo aquele que estuda a filosofia tradicional sem fanatismo.&lt;br /&gt;
24. Como em cima, tal é embaixo. O microcosmo corresponde ao macrocosmo, a precisamos, por conseguinte, buscar no homem a Sephirah Kether que está acima da cabeça que brilha com um puro esplendor branco em Adão Cadmo, o Homem Celeste. Os rabinos a chamam Yechidah, a Centelha Divina; os egípcios a chamam Sah; os hindus a chamam Lótus de Mil Pétalas - o núcleo do espírito puro que emana as múltiplas manifestações nos planos da forma, mas nelas não habita.&lt;br /&gt;
25. Enquanto estivermos encarnados, jamais poderemos nos elevar à consciência de Kether em Atziluth a reter o veículo físico intato antes de nosso regresso. Tal como Enoch caminhou com Deus a desapareceu, assim também o homem que tem a visão de Kether se desvanece no que respeita ao veículo da encarnação. Isso se explica facilmente se nos lembrarmos que não podemos entrar num modo de consciência a não ser reproduzindo-o em nós mesmos, assim como uma música nada significa para nós a menos que o coração cante com ela. Se, por conseguinte, reproduzimos em nós mesmos o modo de ser daquilo que não tem forma nem atividade, segue-se que devemos nos livrar da forma a da atividade. Se conseguirmos fazé-lo, o que foi reunido pelo modo de forma da consciencia desaparecerá a voltará aos seus elementos. Assim dissolvido, ele não pode ser reunido ao retornar à consciência. Por conseguinte, quando aspiramos à visão de Kether em Atziluth,&lt;br /&gt;
devemos estar preparados para penetrar na Luz a nunca mais sair dela.&lt;br /&gt;
26. Lsso não implica ser o Nirvana aniquilação, tal como uma tradução ignorante da filosofia oriental ensinou ao pensamento europeu; mas também náo implica uma completa mudança de modo ou dimensão. 0 que seremos, quando nos descobrirmos no mesmo nível das Criaturas Vivas a Sagradas, não o sabemos, a ninguém que alcançou a visão de Kether em Atziluth retomou para contar-nos; mas a tradição afirma que existem aqueles que o fizeram, a que eles estáo intimamente relacionados com a evolução da humanidade a são os protótipos dos super-homens, a respeito dos quais todas as raças têm uma tradição - uma tradição que, infelizmente, tem sido envilecida a degradada nos últimos anos pelos ensinamentos pseudo-ocultistas. 0 que quer que seja que esses seres possam ser ou não, é seguro dizer que eles não têm nem forma astral nem personalidade humana, mas são como chamas no fogo que é Deus. 0 estado da alma que atingiu o Nirvana pode ser comparado a uma roda que perdeu seu aro a cujos raios penetram e interpenetram toda a criação; um centro de radiação, a cuja influência não se pode determinar um limite, exceto o de seu próprio dinamismo, a que mantém a sua identidade como um núcleo de energia:&lt;br /&gt;
27. A experiência espiritual atribuída a Kether é a união com Deus. Esse é o fim e o objetivo de toda a experiência mística e, se procurarmos qualquer objetivo, seremos como aqueles que edificam uma casa no mundo da ilusão. Tudo o que pode reter o místico em seu caminho direto para esse objetivo produz-lhe a impressão de um grilhão, que o prende, e, que, como tal, deve ser quebrado. Tudo aquilo que sujeita a consciência à forma, todos os desejos que não sejam o da união com Deus são males para ele e, desse ponto de vista, ele está certo; agir de outra maneira invalidaria sua técnica.&lt;br /&gt;
28. Mas essa não é a única prova que o místico deve enfrentar; exigese-lhe que satisfaça os requisitos dos planos da forma antes de estar livre para começar sua retirada a escapar da forma. Há o Caminho da Mão Esquerda que conduz a Kether, a Kether das Qliphoth, que é o Reino do Caos. Se o adepto aspirante se aventura pelo Caminho Místico prematuramente, é para lá que ele vai, a não ao Reino da Luz. Para o homem que é naturalmente do Caminho Místico, a disciplina da forma é incompatível. E uma das mais sutis tentações é abandonar a batalha da existência na forma, a qual resiste ao seu domínio, a retirar-se pelos planos antes que o nadir tenha sido atravessado a as lições da forma tenham sido aprendidas. A forma é a matriz na qual a consciência fluídica é mantida até adquirir uma organização à prova de dispersão; até tomar-se um núcleo de individualidade diferenciada do mar amorfo do puro ser. Sea matriz for quebrada muito cedo, antes que a cons-&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
ciência fluídica se tenha formado como um sistema organizado de tensões estereotipadas pela repetição, a consciência se retrairá para o amorfo, assim como a argila retomará à lama se libertada do amparo do molde antes de ser queimada. Se há um místico cujo misticismo produz incapacidade mundana ou qualquer tipo de disposição da consciência, sabemos que o molde se quebrou muito cedo para ele, a ele deve retomar à disciplina da forma até que a sua lição tenha sido aprendida a sua consciência tenha alcançado uma organização coerente a coesa que nenhum Nirvana possa destruir. Que ele corte lenha a carregue água a serviço do Templo, se desejar, mas que não profane o local sagrado com suas patologias a imaturidades.&lt;br /&gt;
29. A virtude atribuída a Kether é a da consecução; a realização da Grande Obra, para utilizar um termo pedido de empréstimo aos alquimistas. Sem a realização não há consecução a sem consecução não há realização. Boas intenções pesam pouco na escala da justiça cósmica; é por nossa obra completada que somos conhecidos. Temos, é verdade, toda a eternidade para completá-la, mas devemos fazê-to até o Yod final. Não há misericórdia na justiça perfeita, a não ser a que nos permite tentar novamente.&lt;br /&gt;
30. Kether, contemplada do ponto de vista da forma, é a coroa do Reino do Esquecimento. A não ser que compreendamos a natureza vital da Pura Luz Branca, sentiremos pouca tentação de lutar por essa Coroa que não é dessa ordem de ser; e, se tivermos essa compreensão, entáo estaremos livres da limitação da manifestação a poderemos falar a todas as formas como quem realmente tem a autoridade para fazê-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Referências==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*'''A Cabala Mística''', Dion Fortune&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Cabala]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Luís Phellipe</name></author>
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