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	<title>Ocultura - Contribuições do usuário [pt-br]</title>
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	<subtitle>Contribuições do usuário</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7019</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T21:10:03Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;[[Imagem:Article_768740.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7018</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T18:18:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7017</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T18:16:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:18047592.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=7016</id>
		<title>Bode</title>
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		<updated>2007-10-13T18:15:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BODE NA MAÇONARIA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.pedreiroslivres.com.br/bode.htm &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
http://www.triumphododireito.triunfo.nom.br/tbostemplarios.htm&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7015</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T18:14:18Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:18047592.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Article_768740.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7014</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T18:13:16Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:18047592.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Baphomet(1).jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Article_768740.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7013</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T18:12:06Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:18047592.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Baphomet(1).jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:Article_768740.jpg]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Arquivo:18047592.jpg&amp;diff=7012</id>
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		<updated>2007-10-13T18:11:45Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
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		<updated>2007-10-13T17:59:41Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:http://www.illuminati-news.com/graphics/baphomet(1).bmp]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7009</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T17:59:13Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Imagem:[http://www.illuminati-news.com/graphics/baphomet(1).bmp]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7008</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T17:58:37Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.illuminati-news.com/graphics/baphomet(1).bmp&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=7007</id>
		<title>Bode</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=7007"/>
		<updated>2007-10-13T12:31:53Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BODE NA MAÇONARIA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.pedreiroslivres.com.br/bode.htm &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
http://www.triumphododireito.triunfo.nom.br/tbostemplarios.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=7006</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-13T12:31:21Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη (DarkChamber) 09:31, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=7005</id>
		<title>Bode</title>
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		<updated>2007-10-13T12:23:49Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BODE NA MAÇONARIA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.pedreiroslivres.com.br/bode.htm &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
http://www.triumphododireito.triunfo.nom.br/tbostemplarios.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη 09:23, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<updated>2007-10-13T12:23:14Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--Δłєxsaŋdєя Staяłєss Æoη 09:23, 13 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=6984</id>
		<title>Bode</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=6984"/>
		<updated>2007-10-12T23:22:11Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BODE NA MAÇONARIA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.pedreiroslivres.com.br/bode.htm &amp;lt;br&amp;gt;&lt;br /&gt;
http://www.triumphododireito.triunfo.nom.br/tbostemplarios.htm&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--DarkChamber 20:22, 12 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Bode&amp;diff=6983</id>
		<title>Bode</title>
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		<updated>2007-10-12T23:21:36Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BODE NA MAÇONARIA'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de bode. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta do III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina. E lá, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um bode, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas por que bode? Quis saber Paulo. É por­que o bode é seu confidente. Como o bode nado fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. A Igreja, trinta e seis anos mais tarde, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do padre confessor - nesse ponto a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, o certo é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, 0 povo passou a contar as suas faltas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
http://www.pedreiroslivres.com.br/bode.htm&lt;br /&gt;
http://www.triumphododireito.triunfo.nom.br/tbostemplarios.htm&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-12T23:20:57Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o [[Bode]] de Mendes ou ainda o [[Bode]] do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o [[bode]], do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o [[bode]] se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--DarkChamber 20:15, 12 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
	<entry>
		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Baphomet&amp;diff=6981</id>
		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-12T23:15:08Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o Bode de Mendes ou ainda o Bode do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o bode, do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o bode se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
--DarkChamber 20:15, 12 Outubro 2007 (BRT)&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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		<title>Baphomet</title>
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		<updated>2007-10-12T22:55:58Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: &lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;'''O BAPHOMET DOS TEMPLÁRIOS'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma das imagens de mais forte presença no universo ocultista de nossa época, por vezes erroneamente interpretada como uma rebuscada representação do diabo católico, recebe o nome de Baphomet. Todavia, apesar de muito ter sido especulado sobre o lendário ídolo dos Templários, pouca informação confiável existe a respeito desta enigmática figura. Daí vêm as inevitáveis questões: o que de fato esta imagem significa e qual a sua origem? Além disso, o que ela hoje representa dentro das Ciências Arcanas? Há algum culto atualmente celebrado cujos fundamentos estejam calcados neste Mistério? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1307 uma série de acusações daria início a cruel perseguição imposta pelo Papa Clemente V (Arcebispo de Bordéus, Beltrão de Got) e pelo Rei de França Felipe IV, mais conhecido como Felipe o Belo, contra a Ordem dos Cavaleiros do Templo, também chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo, ou, simplesmente, Templários. O processo inquisitorial movido contra os Templários foi encerrado em 12 de setembro de 1314, quando da execução do Grão-Mestre da Ordem do Templo, Jacques de Molay, juntamente com outros dois Cavaleiros, todos queimados pelas chamas da Inquisição.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No longo rol de acusações estavam: a negação de Cristo, recusa de sacramentos, quebra de sigilo dos Capítulos e enriquecimento, apostasia, além de práticas obscenas e sodomia. O conjunto das acusações montaria um quadro claro do que foi denominado de desvirtuação dos princípios do cristianismo, os quais teriam sido substituídos por uma heterodoxia doutrinária de procedência oriental, sobremodo islâmica.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, dentre as inúmeras acusações movidas contra os Templários, uma ganharia especial notoriedade, pois indicava adoração a um tipo de ídolo, algo diabólico, entendido como um símbolo místico utilizado pelos acusados em seus supostos nefastos rituais. Na época das acusações, costumava-se dizer que em cerimônias secretas, os Templários veneravam um desconhecido demônio, que aparecia sob a forma de um gato, um crânio ou uma cabeça com três rostos. Na acusação, embora seja feita menção a adoração de uma &amp;quot;cabeça&amp;quot;, um &amp;quot;crânio&amp;quot;, ou de um &amp;quot;ídolo com três faces&amp;quot;, nada é mencionado, especificamente, sobre a denominação Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De onde, então, teria surgido o termo? Não se sabe com precisão onde surgiu o termo Baphomet. Uma das possíveis origens, entretanto, é atribuída a pesquisa do arqueólogo austríaco Barão Joseph Von Hammer-Pürgstall, um não simpatizante do ideal Templário, que em 1816 escrevera um tratado sobre os alegados mistérios dos Templários e de Baphomet, sugerindo que a expressão proviria da união de dois vocábulos gregos, &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metis&amp;quot;, significando &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;. A partir desta conjectura, Von Hammer especula a respeito da possibilidade da existência de Rituais de Iniciação, onde haveria a admissão, seja aos mistérios seja aos segredos cultuados pela Ordem do Templo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo Von Hammer, de acordo com suas descobertas, os ídolos Templários se tratavam de degenerações de ídolos gnósticos valentinianos, sendo que, de todos eles, o mais imponente formava uma estranha figura de um homem velho e barbudo, de solene aspecto faraônico. Um traço bem marcante de todas as figuras era a forte presença de caracteres de hermafroditismo ou androginia, traços que, ainda de acordo com a descrição de Von Hammer, endossariam cabalmente as acusações de perversão movidas pelo clero contra os Templários. Desta descrição aparece outra referência que muito diz sobre o mistério que cerca o nome Baphomet: ela aponta para a imagem de um &amp;quot;homem velho&amp;quot;, o qual seria adorado pelos Templários. Este &amp;quot;homem velho&amp;quot; possuía as mesmas características de Priapus, aquele criado &amp;quot;antes que tudo existisse&amp;quot;. Contudo, a mesma imagem, por vezes aparecendo com armas cruzadas sobre o peito, sugere proximidade com o Deus egípcio Osíris, havendo até quem afirme ser Osíris o verdadeiro Baphomet dos Templários.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Seguindo a mesma lógica e pensamento de que o vocábulo Baphomet teria vindo da Grécia Antiga, também existe a hipótese de que sua procedência esteja na conjunção das palavras &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot;, algo como &amp;quot;Batismo da Mãe&amp;quot;. Por sua vez, a partir deste raciocínio, surge uma outra proposição poucas vezes mencionada nos estudos sobre Baphomet, a qual aponta ser &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metros&amp;quot; uma corruptela de Behemot, um fantástico ser bíblico de origens hebréias. Esta teoria é importante, visto Behemot ser citado (e por vezes traduzido) como uma grande fêmea de Hipopótamo que habitava as águas do rio Nilo, sendo uma das representações da &amp;quot;Grande Mãe&amp;quot;, esposa do Deus Seth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na concepção egípcia dos Deuses, a fêmea do Hipopótamo faz uma espécie de contra-parte do Crocodilo (Typhon), da mesma forma pela qual existem os bíblicos Behemot e Leviathan.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o pesquisador Raspe, outra definição que ganha importância, principalmente na abordagem dos cultos que atualmente são rendidos a Baphomet, mostra o suposto ídolo dos Templários como uma fórmula oriunda das doutrinas Gnósticas de Basilides. Neste sentido as palavras anteriormente apresentadas, que originaram o termo Baphomet, seriam &amp;quot;Baphe&amp;quot; e &amp;quot;Metios&amp;quot;. Assim, teríamos a expressão &amp;quot;Tintura de Sabedoria&amp;quot;, ou o já apresentado &amp;quot;Batismo de Sabedoria&amp;quot;, como o significado de Baphomet.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando que a palavra Baphomet possua raízes árabes, especula-se também que ela seja a corruptela de Abufihamat (ou ainda Bufihimat, como pronunciado na Espanha), expressão moura para &amp;quot;Pai do Entendimento&amp;quot; ou &amp;quot;Cabeça do Conhecimento&amp;quot;. Se nos lembrarmos das acusações movidas contra os Templários, de que eles adoravam uma &amp;quot;Cabeça&amp;quot;, veremos nesta hipótese algo plausível de ser aceito. Apesar de todas as alusões até aqui feitas, a figura de Baphomet que se tornou mais famosa, servindo de principal referência para os ocultistas atuais, é mesmo aquela cunhada no século 19 pelo Abade Alfonse Louis Constant, mais conhecido pelo nome Eliphas Levi Zahed, ou simplesmente Eliphas Levi.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com a descrição do Abade, publicada pela primeira vez em 1854, a imagem de Baphomet, o Bode de Mendes ou ainda o Bode do Sabbath, é feita do seguinte modo: &amp;quot;Figura panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética, que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares, um branco que está em cima, o outro preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do caduceu.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semicírculo que está em cima deve ser azul; as pernas, que sobem até o peito devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência humana, que colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Este panteus deve ter por assento um cubo, e para estrado quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo triangular.&amp;quot; Devido à eficiência de sua ideação, Levi propositalmente faz com que se acredite que exatamente essa forma de Baphomet era a presente na celebração dos Antigos Mistérios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A figura emblemática do Bode de Mendes, de Eliphas Levi, como vemos no início deste texto do site GnosisOnline, foi uma das primeiras, senão a primeira, que associou o bode ao ídolo Templário. É muito provável, dada a condição de sacerdote católico do Abade Alfonse Louis Constant, que a imagem Bíblica do sacrifício do Bode Expiatório tenha lhe servido de inspiração. O bode no Egito, entretanto, não possuía um significado religioso grande, exceto por este culto sacrificial, promovido na cidade de Mendes. Daí a denominação escolhida por Levi, o Bode de Mendes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Porém, é significativo mencionar que o bode, do mesmo modo como atribuído ao carneiro, sempre foi símbolo de fertilidade, de libido e força vital. Contudo, enquanto o carneiro assume características solares, o bode se relaciona às lunares. Em outras palavras, é costume relacionar carneiros, ou cordeiros, como símbolos de aspectos considerados &amp;quot;positivos&amp;quot; das divindades, enquanto que aos bodes estariam reservados os &amp;quot;negativos&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se naquele convencionou-se associar uma imagem de pureza, vida e santidade, neste são associados luxúria, sacrifício e perversão. Em ambos os casos, contudo, é importante salientar que tanto o carneiro quanto o bode são claros símbolos de divindades solares, sendo que no primeiro tem-se a exaltação da Divindade, enquanto no segundo a expiação e morte do Deus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As inscrições SOLVE ET COAGULA da imagem de Eliphas Levi são outro claro exemplo do enfoque dualista de seu Baphomet. Originalmente presentes nos antebraços do Hermafrodita de Khunrath, esses dois preceitos misteriosos mostram que o Andrógino domina completamente o mundo elementar, agindo sobre a natureza, de modo inteiramente onipotente. As inscrições são dois pólos que marcam o ciclo solar de Vida, composta de Geração, Nascimento e Morte, para depois haver uma nova Geração que dará continuidade ao interminável ciclo da Vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A essa propriedade de transformação, ou melhor, ao elemento que permite esta transformação, os Mestres deram o nome de Mercúrio Filosofal, ou Água dos Sábios, a mesma Tintura de Sabedoria, da qual falava o gnóstico Basilides ainda no século II. A imagem do Baphomet de Eliphas Levi, enfim, é a representação emblemática deste Mercúrio Filosofal ou do Andrógino Primordial. Também de Eliphas Levi vem outra curiosa explanação sobre a origem do nome Baphomet, que se tornou voga nos dias de hoje. Segundo o erudito Abade, esta palavra era a forma cifrada de se dizer Tem Ohpab, uma espécie de acróstico inverso de Baphomet, que formaria a sentença iniciática Templi Omnium Hominum Pacis Abbas.&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
	</entry>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Satan&amp;diff=6979</id>
		<title>Satan</title>
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		<updated>2007-10-12T22:53:20Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;DarkChamber: /* Outros nomes */&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;div&gt;{{revisão}}&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Image:devil-goat-180px.jpg|thumb|Identidade visual bastante usada na ficção para ilustrar a imagem do diabo: pele vermelha, orelhas pontudas, chifres, dentes pontudos, rabo de seta, garras etc.]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O '''Diabo''' (do [[latim]] diabŏlus, por sua vez do [[língua grega antiga|grego antigo]] διάβολος, &amp;quot;caluniador&amp;quot;) é o nome dado à entidade sobrenatural, um [[demônio]] malígno, que personifica o mal, em diversas [[religião|religiões]] [[cultura ocidental|ocidentais]]. O grande demônio, é formado por quatro diferentes formas de expressões malígnas, ditos &amp;quot;Príncipes dos Infernos&amp;quot;, &amp;quot;quatro infernos&amp;quot;: Satã (Fogo), Lúcifer (ar), Belial (terra), Leviatã (água). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Nomes mais comuns para o Diabo==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Embora originalmente não se relacionem ao Diabo''', estes nomes são usados frequentemente para referi-lo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Satã]]&lt;br /&gt;
* [[Mastema]]&lt;br /&gt;
* [[Azazel]]&lt;br /&gt;
* [[Cadreel]] &lt;br /&gt;
* [[Sier]]&lt;br /&gt;
* [[Mefistófeles]]&lt;br /&gt;
* [[Asmodeu]]&lt;br /&gt;
* [[Lúcifer]]&lt;br /&gt;
* [[Shaitan]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Apesar de diversificado, na [[demonologia]] clássica, alguns desses nomes referem-se a entidades diferentes, os Arquidemônios. Esses são antigos arcanjos que decidiram seguir a Lúcifer. Representam os pecados capitais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Belzebu]] - O filho de Lucifer, (paródia de Jesus)&lt;br /&gt;
* [[Belial]] - Arquidemônio que representa a ira&lt;br /&gt;
* [[Pazuzu]] - Arquidemônio que representa a preguiça&lt;br /&gt;
* [[Asmodeus]] - Arquidemônio que representa a luxúria&lt;br /&gt;
* [[Nergal]] - Arquidemônio que representa a soberba&lt;br /&gt;
* [[Abramalech]] - Arquidemônio que representa a avareza&lt;br /&gt;
* [[Baalberith]] - Arquidemônio que representa gula&lt;br /&gt;
* [[Astaroth]] - Arquidemônio que representa a inveja&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Outros nomes===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [[Ahpuch]] - Demônio Maia&lt;br /&gt;
* [[Adramelech]] - Demônio Sumeriano&lt;br /&gt;
* [[Ahriman]] - Demônio mazdeano&lt;br /&gt;
* [[Apollyon]] - Sinônimo grego para Satan, o arquidemônio&lt;br /&gt;
* [[Baphomet]] - Adotado pelos cristãos inquisitórios como símbolo de Satan&lt;br /&gt;
* [[Beherit]] - Nome sírio para Satan&lt;br /&gt;
* [[Bile]] - Deus celta do inferno&lt;br /&gt;
* [[Demogorgon]] - Nome grego para Demônio, diz-se que não seria conhecido pelos mortais&lt;br /&gt;
* [[Drácula]] - Nome romeno para demônio&lt;br /&gt;
* [[Emma-O]] - Regente japonês do inferno&lt;br /&gt;
* [[Gorgo]] - Diminutivo de Demogorgon, nome grego para Demônio&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Surgimento==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a igreja católica, ele seria a noção de uma entidade sobrenatural e central que incorpora o mal, assim como a noção de entidades que incorporam o bem ([[anjos]]), apareceu primeiro, na sociedade ocidental, através do [[judaísmo]], que apropriou-se dos conceitos da religião persa do [[zoroastrismo]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
'''Mas Satanistas defendem que como sua imagem foi criada pela igreja católica (assim como uma pré definição de que ele representaria o mal), não há como saber quem seria o bem ou o mal. Cada um teria sua crença. Por isso há um certo conflito entre a igreja católica (entre outras, hoje em dia) e o Satanismo.'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===[[Zoroastrismo]]===&lt;br /&gt;
Prega-se que havia dois seres opostos que representavam o bem e o mal.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segundo a igreja católica, [[Ahura-Mazda]] e [[Ahriman]], respectivamente, senhores do mundo das luzes e do mundo das trevas. Ambos em conflito cósmico até que um pudesse derrotar o outro.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==A visão bíblica cristã==&lt;br /&gt;
A palavra grega διάβολος (''diábolos''), traduzida do [[língua hebraica|hebraico]], significa aquele que se lança contra, acusador, inimigo, caluniador e enganador. [[Deus]] não criou o diabo, e sim um anjo de luz - daí o nome [[Lúcifer]], o portador de luz -, um [[querubim]] ungido, responsável pela guarda, um anjo que vivia cheio de resplendor e glória.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;quot;''Estavas no Éden, jardim de Deus; toda pedra preciosa era a tua cobertura: a sardônia, o topázio, o diamante, a turquesa, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro; a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados. Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim protelar, entre pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti''&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::'''Ezequiel 28.13.17'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sabendo guardar a sua posição, Lúcifer concebeu o orgulho e a vaidade no coração e pensou: &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;quot;''Eu subirei ao céu e, acima, das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo''&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::'''Isaías 14.13.14'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse foi o erro de Lúcifer: desejar ser igual a Deus. Ele intentou tomar o lugar do Senhor; a criatura almejou ser como o Criador. Lamentável é que ele tenha conseguido arrebanhar parte dos anjos de Deus em sua queda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::&amp;quot;''E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele''&amp;quot; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
::'''Apocalipse 12.9'''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===A grande mentira===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Houve uma verdadeira insurreição nos céus. Há quem interprete Apocalipse 12.4 como sendo o número de anjos que Satanás conseguiu arrastar com ele em sua queda: E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. Se o número é real, podemos entender que a coisa foi muito séria, pois um em cada três anjos de Deus foi contaminado por Satanás e, conseqüentemente, esses anjos foram lançados fora dos céus.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
==Veja também==&lt;br /&gt;
* [[Demonologia]]&lt;br /&gt;
* [[Demônio]]&lt;br /&gt;
* [[Mitologia cristã]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[Categoria:Conceitos religiosos]]&lt;br /&gt;
[[Categoria:Divindades, espíritos, seres míticos]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>DarkChamber</name></author>
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