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	<title>Ocultura:Princípio da imparcialidade - Histórico de revisão</title>
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	<updated>2026-04-16T00:46:36Z</updated>
	<subtitle>Histórico de revisões para esta página neste wiki</subtitle>
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		<id>https://www.ocultura.org.br/index.php?title=Ocultura:Princ%C3%ADpio_da_imparcialidade&amp;diff=4922&amp;oldid=prev</id>
		<title>Dyulax em 21h19min de 22 de janeiro de 2007</title>
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		<updated>2007-01-22T21:19:42Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Página nova&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;O '''princípio da imparcialidade''' é um princípio adotado pela wikipédia para lidar com assuntos controversos. Segundo este princípio, os artigos da wikipédia devem ser imparciais, ou seja, devem ser escritos numa forma com a qual ambos (ou todos) os lados envolvidos possam concordar com ele. Por exemplo, ao lidar com temas religiosos, o artigo deve estar escrito de forma a que seguidores da religião em questão, seguidores de outras religiões, ateus e agnósticos possam aceitá-lo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os artigos da Wikipédia devem  representar as diferentes visões sobre um assunto, incluindo-as e definindo claramente onde há conflitos e quais são os lados da disputa. Isto significa que:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* os factos devem ser apresentados como tais;&lt;br /&gt;
* nenhum artigo pode conter referências a opiniões sem que primeiro sejam apresentados factos incontestáveis;&lt;br /&gt;
* as opiniões devem ser apresentadas como tal, ou seja, uma opinião deve ser classificada como opinião e deve ser atribuída;&lt;br /&gt;
* nos temas controversos, devem ser, sempre que possível, apresentados os pontos de vista de todos os campos em disputa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, num artigo sobre o aborto deve-se:&lt;br /&gt;
*apresentar uma definição incontroversa de aborto e, caso ela não exista, devem-se apresentar as diferentes definições e se essas definições forem alvo de disputa deve-se dizer quem defende o quê;&lt;br /&gt;
*apresentar os factos biológicos relevantes;&lt;br /&gt;
*apresentar os factos legais relevantes, se necessário apresentando diferentes interpretações legais e diferenças de legislação em diversos países;&lt;br /&gt;
*apresentar a posição do grupo (ou grupos) que defende a despenalização do aborto;&lt;br /&gt;
*apresentar a posição do grupo (ou grupos) que se opõe à prática do aborto voluntário;&lt;br /&gt;
*apresentar factos relativos à disputa (por exemplo, em que países o aborto é proibido, que formas de luta utilizam os grupos pró-legalização, quais as religiões que se opõem fortemente ao aborto e outros factos relevantes).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Evitar===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Em artigos religiosos====&lt;br /&gt;
Todas as pessoas são muito sensíveis em relação à sua própria religião, o que habitualmente significa que este tema trata mais de crenças que propriamente de conhecimentos específicos, e já que todos gostam que as suas crenças individuais sejam respeitadas, todo cuidado é pouco quando se trata da religião alheia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, deve haver um cuidado redobrado em artigos relacionados a religião. Não deve haver nenhum tipo de adjetivação pejorativa ou preconceito relacionados tanto à religião em questão como a seus praticantes. Os artigos de uma determinada religião devem limitar-se apenas aos fatos relacionados com essa religião.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
====Adjetivos====&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os adjetivos contribuem para tornar um artigo mais parcial porque muitas vezes implicam uma qualificação subjetiva.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por exemplo, a palavra ''demagógica'' no texto seguinte:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''Uma propaganda demagógica, que explorava habilmente essas frustrações, permitiu aos nazistas implantarem-se na classe média e entre os operários.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
torna-o parcial porque os próprios nazistas poderiam não reconhecer que a sua propaganda era demagógica. Já para não falar das pessoas que foram convencidas pelos nazistas, que certamente não achavam aquela propaganda demagógica. Se a achassem, poderiam ter rejeitado as ideias nazistas. Para além disso, o texto sugere que o sucesso dos nazistas se deve essencialmente à demagogia, o que pode não ser consensual entre os historiadores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Aquela frase pode ser transformada numa frase mais imparcial de várias formas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
# atribuir aquele ponto de vista a alguém: ''Os ''(ou alguns, ou a maioria)'' historiadores consideram que uma propaganda demagógica, que explorava habilmente essas frustrações, permitiu aos nazistas  implantarem-se na classe média e entre os operários.''&lt;br /&gt;
# descrever a propaganda nazista sem a classificar. Isto é, expor os argumentos dos nazistas e contrastar esses argumentos com outros factos incontestáveis. Claro que esta solução é muito mais difícil de implementar porque é necessário um conhecimento preciso da propaganda nazista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
===Exemplo prático===&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Parágrafo tirado do artigo sobre a [[Bíblia]]:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''A Bíblia é um livro muito antigo mas ainda assim continua tão actual e prática quanto nos dias em que foi escrita. Durante um período de aproximadamente 1.500 anos, cerca 40 homens, das mais variadas profissões e pertencentes a culturas e classes sociais diversas, receberam inspiração divina para produzirem as Sagradas escrituras.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Neste parágrafo são feitas várias afirmações que são verificáveis e que provavelmente não geram controvérsia:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A Bíblia é um livro muito antigo&lt;br /&gt;
*A Bíblia foi escrita ao longo de um período de 1500 anos&lt;br /&gt;
*A Bíblia foi escrita por cerca de 40 homens&lt;br /&gt;
*Os homens que escreveram a Bíblia  tinham profissões, culturas e classes sociais variadas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
e outras que são discutíveis e que não podem ser verificadas de forma incontestável:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
*A Bíblia continua a ser tão a(c)tual como quando foi escrita&lt;br /&gt;
*Quem escreveu a Bíblia recebeu inspiração divina&lt;br /&gt;
*A Bíblia é uma escritura sagrada&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas 3 afirmações devem ser atribuídas a quem efectivamente as defende. Para além disso, deve ser apresentada a opinião dos grupos ou correntes de opinião que não partilham estas ideias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O parágrafo citado acima deve ser reescrito segundo o princípio da imparcialidade. O texto poderia ficar assim:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''A Bíblia é um livro muito antigo. Foi escrita ao longo de um período de 1500 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''Os cristãos acreditam que estes homens escreveram a Bíblia inspirados por Deus e por isso consideram que a Bíblia é uma escritura sagrada. No entanto, nem todos os cristãos acreditam que a Bíblia deve ser interpretada de forma literal, e muitos consideram que muitos dos textos da Bíblia são textos metafóricos ou que são textos datados que faziam sentido no tempo em que foram escritos mas foram perdendo actualidade.''&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
:''Os ateus vêem a Bíblia como um livro comum, com importância histórica e que reflecte a cultura do povo que o escreveu. Os agnósticos recusam qualquer origem divina para a Bíblia e consideram que a Bíblia deve ter pouca ou nenhuma importância na vida moderna.''&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Dyulax</name></author>
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