Visão de Ezequiel

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Ezequiel 1:26-28 fala que por cima do firmamento que estava sobre as cabeças dos querubins aparecia a Glória de Yehovah como a semelhança de um homem com aspecto de fogo no seu interior, sentado em um trono de safira (azul celeste) e um resplendor em seu redor como o arco-íris.

Os judeus e os escritores cristãos chamam de chequiná (SheKiNa) o aspecto da presença visível e majestosa de Yehovah sobre Arca e outros lugares: "E habitava a Glória de Yehovah sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia, chamou Yehovah a Moisés do meio da nuvem. E o aspecto da Gloria de Yehovah era como um fogo consumidor no cume do monte aos olhos dos filhos de Israel" (Exo 24:16-17); "E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins sobre a Arca" (Exo 25:22); "Eu apareço na nuvem sobre o propiciatório" (Lev.16:2).

Nós representamos o "SheKiNa" por um triângulo com o nome IÊRROVÁH. O triângulo lembra a Sua aparência luminosa como o fogo, e o Seu nome representa o arco-íris ao Seu redor.

mercavah

Nos interessa muito conhecer a Arca porque era o objeto mais importante de tal modo que lhe era reservado um cômodo exclusivo no Tabernáculo e depois no Templo. Era como fosse o trono de Deus representado pela luz que brilha sobre os querubins.

Aliás era comum tronos terem formatos de animais mistos como exemplifica esta peça de marfim datada de 1200 a.C. de um rei cananeu sentado em um trono ladeado por leões alados com cabeças humanas.

Acontece que na arca não havia uma única espécie de criatura mista de leão e homem, mas quatro bois alados com cabeças de homem, leão, touro, e águia conforme Ezequiel. Por isto não se fala na Bíblia de leões humanos, mas de querubins (=bois) como nos Salmo 80:1 "Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece", e Salmo 99:1 "Yehovah reina; tremam as nações. Ele está entronizado entre os querubins; comova-se a terra".

trono dos reis

Os profetas tinham a liberdade de misturar revelações com simbologia. Assim se explica a visão de Ezequiel dos querubins como sendo simbolismo para esclarecimento no futuro quando já tiverem esquecido da aparência da Arca. O seu silêncio sobre o modo do seu desaparecimento confirma a lenda de que sendo da linhagem dos sacerdote e prevendo a invasão do Faraó Neco no ano 629 a.C. (II Reis 23:29-37) e a do rei Nabucodonozor no ano 627 a.C., Jeremias juntamente com outros sacerdotes levaram na calada da noite para um esconderijo seguro bem longe para o oriente, o que se deduz de Ezequiel 10:19, 11:23 "E a glória de Yehovah se alçou desde o meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade" onde deve estar escondida a Arca.

Também ha uma lenda que diz que por ocasião da sua visita ao rei Salomão no ano 1017 a.C., a rainha de Sabá lhe pediu uma réplica da Arca a fim de leva-la para os israelitas conversos da sua terra Etiópia como ela recentemente a fim de a conheceram. Dizem que súditos da rainha à noite substituíram a original pela réplica, façanha demais arriscada para ser verdade, e a levaram para Etiópia onde está escondida até hoje. Se levaram é mais provável que seja a réplica.

Também em Apo 4:3-8 fala-se destes quatro querubins. Diz que o redor do trono de Deus havia 24 anciãos, 7 lâmpadas de fogo, e os 4 querubins com rostos de leão, bezerro, homem, e águia. Os vinte quatro ancião por ser múltiplo de 12 nos lembra o Sinédrio de Israel composto de 72 membros também múltiplo de 12. Os sete espíritos são os sete arcanjos sendo Miguel o ministro geral, os seis restantes chefes de ministérios como diz a tradição judaica. E os quatro animais para que servem senão para declarar as virtudes de Deus dizendo: "Santo, Santo, Santo é IÊRROVÁH Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir"? Porque rosto de homem, leão, boi, e águia? Por tudo isto nos parece que esta visão se refere à organização do governo de Deus.

Esta visão é uma reprodução do Tabernáculo e depois do Templo que segue a mesma disposição conforme a figura:


Templo


A Arca = os quatro animais A Mesa com os Doze Pães da Proposição = os vinte quatro anciãos O Candelabro de Sete Lampadas = as sete lâmpadas O Altar dos holocaustos simboliza o sacrifício para o pagamento dos pecados. A Pia representa a fé no sacrifício. O Altar do Incenso designa a oração a Deus. A Arca significa o universo, a lei, o julgamento, o atendimento, e a justiça de Deus. A Mesa dos doze pães representa os chefes das doze tribos de Israel. O Castiçal das sete lâmpadas simboliza os chefes das sete falanges de anjos.

Os antigos tinham o costume de associar os seus conhecimentos a símbolos e quase sempre à astronomia. Esta visão pode muito bem ser simbolizada pelas 24 horas do dia, os sete planetas, e o zodíaco representado pelo quatro signos: touro, leão, águia do signo escorpião, e homem do signo de aquário que correspondem aos quatro querubins como na figura abaixo. Os signos acompanhando o sol giram em torno da terra. Cada signo passa pelo meio do céu a uma das 24 horas do dia. Em Abril o signo de Balança passa pelo meio do céu à meia-noite.

A Arca = o zodíaco A Mesa com os Doze Pães da Proposição = vinte quatro horas do dia O Candelabro de Sete Lâmpadas = sete planetas

Roda dos Signos


A interpretação da Nova Jerusalem em Apocalipse 21:10-21 é idêntica. Representa a organização do governo de Deus na segunda vinda de Cristo. O ceu um grande e alto muro é o zodíaco, as doze portas e doze fundamentos, as doze horas da manhã e da noite representando o Sinédrio, ou os governadores das doze regiões da terra, os sete ângulos visíveis da cidade em forma de cubo de comprimento, largura e altura iguais são os ministros das sete falanges de anjos.


Governo de Deus


Se os signos são classificados em quatro grupos básicos como fazem os astrólogos desde Carneiro até Peixes seguindo a ordem fogo, terra, água e ar de modo que dos cardiais o Touro é de terra, o Leão é de fogo, a Águia de Escorpião é de ar, e o Homem de Aquário é de água. São chamados de cardiais porque ocupam os pontos Leste, Oeste, Norte, e Sul do zodíaco.


Fogo Carneiro Leão Sagitário Terra Touro Virgem Capricórnio Água Gêmeos Balança Homem Ar Caranguejo Águia Peixes


Desde a mais remota antiguidade os filósofos diziam que o universo era composto de quatro elementos: o ar, a terra, o fogo, e a água. São também representados pela Águia que atravessa os ares, o Touro que lavra a terra, o Leão que ataca o Touro como o raio do céus incendeia a terra, e o Homem que em multidão murmura como o ruído dos mares.

Estes quatro elementos simbolizam as quatro substâncias fundamentais: o espaço, a matéria, a força, e o espírito, com que se formam as quatro espécies de Seres do universo: o espaço, os corpos, a força, e as pessoas.

O corpo de boi com asas representa "o Ser" em geral, e a sua cabeça é a diferença específica que caracteriza a espécie do Ser de modo que a face superior da Arca diz que Yehovah é o Criador de todos os Seres do Universo: do espaço, dos corpos, da força, e das pessoas.

A pessoa é distinta do corpo. Os sentidos, os sentimentos, os desejos, e os pensamentos são alterações do corpo. A pessoa é o "Eu" que percebe tudo.

A força é o ser único invisível que move os corpos através do espaço único e infinito gerando todas as formas de energia conforme as leis físicas, químicas, biológicas, mecânicas, astronômicas, e outras.

O menor corpo em que pode ser dividida a matéria era chamado de "átomo" todos de igual forma e tamanho pelo filósofo grego Demócrito (460-370 a.C).

Se a face superior da Arca diz que IÊRROVÁH é o Criador, a face inferior, a sua base, significa que Ele é Todo-Poderoso, como diziam os querubins na visão de João em Apocalipse 4:8 "Santo, Santo, Santo é Yehovah Deus, o Todo-poderoso, que era, e que é, e que há de vir (será)".

As outras quatro que envolviam as tábuas dos dez mandamentos, o vaso com maná, o bastão de Arão e a serpente de cobre significam de acordo com estes objetos que Ele manda, julga, atende, e castiga (Deu 10:2, Num 17:10, Exo 16:33, Num 21:5-9, II Reis 18:4).

A Arca do Testemunho como na figura com o sumo-sacerdote ao lado em proporcões reais, nos lembra que Yehovah Todo-Poderoso, Criador do espaço, dos corpos, da força, e das pessoas, manda, julga, atende, e castiga.


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