Sobre os Pilares

De Ocultura
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Os pilares do conhecimento são, também, lição de conhecimento para o Neófito da Golden Dawn. As colunas já foram, e ainda são, usadas por muitos grupos, muitas sociedades que encontram nelas uma simbologia importante para o aprendizado de qualquer homem.

O uso das colunas no templo é inspirado na arquitetura intrigante do misterioso Templo de Salomão. Mas o que, de fato, importa ao estudante é a lição vinculada a elas, que simbolizam os dois pilares da árvore da vida, o da misericórdia e a severidade, o bem e o mau, a dualidade em todas suas manifestações. Consoante com tais idéias, e tomando a Árvore da Vida como modelo, podemos notar que nenhuma coluna deve crescer mais do que a outra, é necessário o equilíbrio das duas em uma, a coluna do meio. Haja vista que, como muito já se disse, Severidade sem misericórdia é tirania, e Misericórdia sem severidade é fraqueza.

O Neófito, então, é levado ao ensinamento basilar, de inolvidável importância, que é o mais puro e firme equilíbrio de suas forças. Entretanto, parece-me que muitos não dão a devida importância a um ensinamento tão simples e primário.

Ambas as colunas estão sobre bases cúbicas de cor negra, representando a escuridão do mundo material, e o elemento Terra em Malkhut. Sobre cada uma delas há uma chama em prol dele, o mundo material. Ainda em suas bases, há flores de lótus que significam a regeneração, nos remetendo, assim, ao parafraseado axioma de que apenas a mudança é imutável, ou seja, nada deve ser igual para sempre.

Os pilares, para reforçar a idéia do dois, são branco e preto, estando este em Hod e aquele em Netzach.

Desta forma, na dualidade, chegamos, inevitavelmente, à tríade. Ora, se há o caminho da direita e o caminho da esquerda, mas nenhum deles é Kether, a Coroa, pois ela está entre os dois, devemos buscar o caminho do meio, pois ali que se dará o ápice da escalada. É em Kether, a coroa da árvore da vida, localizada entre os pilares antagônicos e complementares, que encontramos o objetivo final.

Kether desdobra-se em Binah e Chockmah, e forma-se a tríade Divina, de perfeita simetria.