Manuscrito de Halliwell

O Poema Régio (Regius Poem), também conhecido como Manuscrito Halliwell foi descorberto por James Orchard Halliwell, antiquário inglês que não era maçom. Ele descobriu o documento na Biblioteca Regia do Museu Britânico e foi publicado no Freemason Magazine em Junho de 1815. Trata-se do mais antigo documento maçônico de que se tem conhecimento, embora esta posição seja contestada por alguns autores em favor da Carta de Bolonha.

Capa do Poema Régio

Tabela de conteúdo

Informações gerais do documento

O texto original foi grafado em inglês arcaico, com letras góticas, sobre pele de carneiro. É composto por 64 páginas, contendo 794 versos. A data de sua produção, segundo especialistas, estima-se como sendo situada na década de 1390, apesar de que, supõem-se que tenha sido copiado de um documento mais antigo. O autor é desconhecido e o local de origem, segundo o historiador maçônico Wilhem Begemann, é a cidade inglesa de Worcester (fundada em 407 DC).

De sua confecção até ser descoberto como documento maçônico o trajeto percorrido pelo manuscrito é um tanto incerto. Aparentemente, ele foi propriedade de vários antiquários e colecionadores, tendo sido adquirido pelo Rei Carlos II, passando a pertencer à biblioteca real (Royal Library), a qual, em 1757, foi doada pelo Rei George II ao Museu Britânico. Atualmente, o documento original está guardado na Biblioteca Britânica (British Library) e faz parte da Coleção Real de Manuscritos (Royal Manuscript Collection). Para aqueles que gostariam de lê-lo em inglês é possível adquirir uma cópia por download no site da livraria virtual Amazon.com, ao preço de US$ 7,95.


Conteúdo do documento

Durante muito tempo, o Poema Régio foi descrito como um poema sobre obrigações morais, até que, em 1840, um antiquário inglês de nome James Orchard Halliwell-Phillips (que não era maçom) estudou-o e descobriu sua essência: um documento relativo à maçonaria operativa.

O documento é composto de várias partes que contém lendas, episódios bíblicos, descrições de artes e normas. A sua leitura faz-nos concluir que propósito principal é transmitir as normas, regulamentos ou estatuto do ofício de franco-maçom e da corporação. O texto cita o Rei Athelstan (924-939) como o estimulador da criação dessas normas, menciona que ele convocou um encontro de maçons para que fossem estudados e definidos as leis, regras e preços do ofício. Nele, a Maçonaria é mencionada como Geometria.

Uma interpretação adjacente sobre o texto, feita por alguns estudiosos, vê nele como tema recorrente ou motivo central a apresentação do Oficio de Construtor como uma atividade nobre, ligada à realeza e à aristocracia. Por isso, seria atribuído à Maçonaria o título de Arte Real.

Poema Régio

Do nome do documento

No original, o documento não tem um nome específico, por essa razão , acabou tendo mais de um: Manuscrito de Halliwell, como referência a seu descobridor e ou intérprete, James Orchard Halliwell-Phillips; e Poema Régio ou Manuscrito Régio, pelo fato de ter pertencido à coleção de livros e manuscritos da Biblioteca Real Inglesa.


As partes

O Poema Regius se compõem das seguintes partes:

1. A Fundação da Maçonaria segundo Euclides;
2. Introdução da Maçonaria na Inglaterra sob o reinado de Athelstan;
3. Os Deveres: quinze artigos;
4. Os Deveres: quinze pontos adicionais
5. Relato de “os Quatuor Coronati”
6. Relato de Torre de Babel
7. As Sete Artes Liberais
8. Exortação sobre a missa e como se conduzir na igreja;
9. Introdução sobre as boas maneiras.


Ver também

Texto original


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