Fraternitatis Astrum Argentum

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Astrum Argentum

Estudante

Probacionista
G∴D∴

Neófito
Zelator
Practicus

Philosophus
Dominus Liminus
R∴C∴

Adeptus Minor
Adeptus Major

Adeptus Exemptus
Bebê do Abismo
S∴S∴

Magister Templi
Magus

Ipsissimus

A A∴A∴ (do latim: Argentium Astrum ou do grego: Άστρον Αργόν (Astron Argon), ambos significando, literalmente, estrela de prata; ou alternativamente, do latim: Arcanum Arcanorum (secredo dos segredos); ou do aramaico: אריך אנפין, (Arikh Anpin), grande semblante (o Macroprosopo, simbolizando Kether); ou do português Anjo e Abismo (e inglês Angel and Abyss); é uma ordem mágica fundada por Aleister Crowley em 1907, após deixar a Hermetic Order of the Golden Dawn. É uma fraternidade mágica thelêmica, cujo objetivo é o desenvolvimento espiritual de seus membros. Seu mote é: "O método da ciência, o objetivo da religião." O livro sagrado da ordem é Liber AL vel Legis (em português O Livro da Lei). Embora a A∴A∴ não seja parte da Ordo Templi Orientis e nem o contrário, as duas são aliados próximos.

O nome A∴A∴ também pode se referir especificamente à sua Terceira Ordem, a S∴S∴.

Tabela de conteúdo

Breve Histórico

Em 1898, Aleister Crowley foi apresentado à Hermetic Order of the Golden Dawn (uma das mais influentes ordens mágicas dos séculos XIX e XX) por um homem chamado George Cecil Jones. Crowley tornou-se um ardente apoiador do líder da ordem, Samuel Liddell Mac Gregor Mathers. Por diversas razões, Crowley perdeu a fé e se separou de Mathers, e algum tempo depois, junto com Jones, decidiu formar sua própria ordem que pretendia substituir e superar a Golden Dawn.

Após uma celebração do Ritual do Adeptus Minor em 27 de Julho de 1906, ambos foram envolvidos em uma experiência mística que ultrapassou os resultados esperados. Dois dias mais tarde, discutiram a criação de uma nova ordem e Jones queria a autorização de uma autoridade. Celebraram o Ritual do Equinócio de Outono e continuaram a desenvolver a base do novo sistema, baseado na Golden Dawn.

Entre Setembro e Dezembro de 1906, coisas extraordinárias aconteceram: Sabe-se apenas o que Crowley estava fazendo, pelos escritos de seu diário, porém não sabemos o que Jones estava fazendo, apenas o resultado. Em Dezembro ambos prepararam a admissão à Ordem da S.·.S.·.. Crowley disse em seu diário em 7 de Dezembro que Jones escreveu a ele sobre o "Samadhi-dhattu". No dia 10, Jones visitou Crowley e disse: " O.M. (Crowley) é 8°=3°".

Os dois passaram o natal juntos e posteriormente um validou a entrada do outro na Terceira Ordem. No dia 8 de Abril de 1907, Crowley escreve a Jones para aprovar a Lição de História da A.·. A.·. (Liber 61 vel Causæ).

Eles receberam a autorização que Jones queria.

Rompimento de Crowley e Jones

Em 1911, devido à má publicidade que Crowley tinha e à publicação de materiais no orgão divulgador oficial da A.·. A.·. , The Equinox, a ordem passou a ser atacada pelos jornais, descrita como satânica e pervertida. Isso culminou num processo de G.C.Jones contra o tablóide The Looking Glass, que insinuava uma possível relação homossexual sua com Crowley (assumidamente bissexual). A audiência foi tendenciosa, uma das testemunhas de defesa do jornal era S.L.Mathers, ex instrutor e amigo de Crowley. Querendo vingança contra Crowley de um desentendimento de ambos, Mathers ajudou a quebrar a sua relação com Jones. No final, Jones e outro membro da Ordem, J.F.C. Fuller, romperam com Crowley.

Após Crowley

Após a morte de Crowley, seu estudante Karl Germer assumiu o funcionamento da Ordem, mas desde a morte deste, a situação têm sido menos clara. Várias linhagens da A∴A∴ estão atualmente em funcionamento, todas podendo ser traçadas de volta até um de seus fundadores (Crowley ou Jones). Uma dessas linhagens decende da atriz Jane Wolfe (conhecida como Soror Estai). Outras linhagens existem através dos pupilos de Marcelo Ramos Motta, um estudante de Germer. Outra se conecta a Crowley através de Israel Regardie, desde que este entrou para a A∴A∴ quando se tornou secretário de Crowley em 1928, mas distanciou-se da organização quando os dois romperam contato quatro anos depois, em 1932. Outra linhagem ainda segue através de Grady McMurtry, no entanto, há muitas crontrovérsias quanto a isso.

Adesão

A A∴A∴ é única no sentido de que os membros só conhecem (oficialmente) aqueles que estão diretamente acima ou abaixo na corrente de instrução. Não há rituais em grupo regulares (cerimônias deste tipo eram realizada na Abadia de Thelema em Scefalú, mas atualmente apenas algumas linhagens mantém esta prática, mas mantém formas de ocultar a identidade dos Oficiais durante os poucos rituais de iniciação em Templo), e espera-se que os membros trabalhem sozinhos, consultando conforme o necessário os seus superiores na Ordem. Desta forma, os fundadores do sistema esperavam evitar os diversos problemas políticos que causaram a queda da organização predecessora, a Hermetic Order of the Golden Dawn. A A∴A∴ é uma organização espiritual focada na iluminação do indivíduo, com uma forte ênfase no mantimento de uma corrente de iniciação de seus instrutores a pupilos, e devotando todas as suas consecuções aos membros que sucedem.

Espera-se, em algum momento, que todos os membros da A∴A∴ realizem diversas tarefas principais, incluindo:

Estrutura iniciática

A A∴A∴ consiste de onze graus, divididos em um estágio preparatório e três Ordens, seguindo a estrutura da Golden Dawn com algumas poucas mudanças.

O candidato, ao aceitar o ingresso como Probacionista, entrará em uma esfera de eventos e testes próprios do sistema, onde será constantemente medido pela A∴A∴ em vários aspectos, pois ela é mais uma ordem de ordálios do que ensinamentos convencionais. Além disso, deverá manter um diário de suas práticas e pensamentos que servirá como avaliação do progresso.

Cada pessoa é diferente, necessitando de um método próprio de instrução que deverá ser percebida pelo instrutor. A sua sensibilidade às fraquezas do pupilo é de suma importância na condução do processo. A Ordem acredita que quantidade de conhecimento não reflete evolução, assim como práticas sem base teórica seriam desperdício de tempo, daí a necessidade de um instrutor. A avaliação é feita pelos cumprimentos dos deveres propostos e pela sensibilidade do seu guia pois, apenas alguém que está no grau do indivíduo ou além poderá reconhecer aquele em que está.

Externamente a todas Ordens

Estudante

O trabalho de um estudante é adquirir um conhecimento intelectual generalizado de todos os sistemas de consecução, conforme declarados nos livros prescritos. Ao final do período predeterminado, o Estudante realiza um exame com consulta, após o qual ele passa por um pequeno ritual envolvendo a leitura da Lição de História (Liber LXI), e passa para o grau de Probacionista.

Probacionista

(0°=0): Este grau existe principalmente para o candidato provar a si mesmo que é capaz de executar a Grande Obra, e para prepará-lo para sua Iniciação na A∴A∴ propriamente dita. Seu principal trabalho é começar as práticas que prefira, e escrever um diário mágico cuidadoso das mesmas por um ano. Com isto, ele estará assumindo a tarefa de obter um “conhecimento científico da natureza e poderes de [seu] próprio ser". Crowley menciona que o Probacionista precisa demonstrar um nível razoável de proficiência nas principais práticas da Ordem (Magia e Yoga - conforme os documentos básicos Liber E e Liber O). O principal objetivo disso é assegurar que quando o avanço ocorrer, que o novo Neófito tenha a experiência necessária para guiar seus próprios Probacionistas em seus trabalhos. A iniciação ao próximo grau, de Neófito, é conferida no mínimo após um ano, através de um ritual não publicado chamado de Liber Throa, ou através do ritual de autoiniciação, Liber Pyramidos.

A Ordem da G∴D∴ (Golden Dawn - Aurora Dourada)

Neófito

(1°=10): O nome deste grau é derivado do gregoneophytos, que significa recentemente plantado ou nova planta. O grau de Neófito é o primeiro grau em que a verdadeira iniciação ocorre, e o candidato é posto em fértil solo espiritual no qual crescerá. O Neófito recebe a tarefa de obter o "controle da natureza e poderes de [seu] próprio ser". Isso é feito através da aquisição e uso da técnica de Ascenção nos Planos, i.e. adquirindo-se perfeito controle do Plano Astral. A iniciação ao grau de Zelator é conferida após um tempo mínimo de oito meses, através de um ritual chamado de A Passagem Pelo Tuat. Este grau corresponde a Malkuth na Árvore da Vida.

Zelator

(2°=9): O principal trabalho do Zelator é obter completo sucesso em Asana e Pranayama. Ele também começa a estudar a fórmula da Rosa Cruz. A palavra "Zelator" provavelmente provém do grego zealos, zelo. Isto é em referência aos asanas e pranayamas energizantes que caracterizam o principal trabalho do grau. O Juramento do grau afirma que o Zelator deve "obter controle das fundações de [seu] ser", uma referência à Sephirah Yesod, a qual o grau é atribuído. O avanço a Practicus é apenas administrativo, não sendo necessário um ritual iniciatório, e pode ser conferido a qualquer momento.

Practicus

(3°=8): Espera-se que um Practicus complete seu treinamento intelectual, e em particular o estudo da Qabalah. O nome do grau sugere o uso "prático" das habilidades adquiridas através dos graus anteriores. O Practicus deve "obter controle das vacilações de [seu] próprio ser", isto é, aprender a controlar sua própria mente, e tornar-se unidirecionado em pensamento, e assim também em palavra e ação. O avanço a Philosophus, assim como o avanço a Practicus, é um processo puramente administrativo, e pode ser conferido a qualquer momento. Este grau corresponde a Hod na Árvore da Vida.

Philosophus

(4°=7): Espera-se que o Philosophus complete seu treinamento moral. Ele é testado em Devoção à Ordem. Em particular, este grau estressa a aplicação de adorações a diversas divindades, conforme esboçado em Liber Astarte. O juramento do grau especifica que ele irá "obter um controle das atrações e repulsões de [seu] próprio ser". Este esforço é, primariamente, direcionado em transcender seus gostos e desgostos, deliberadamente desprezado sua moralidade, e assim por diante. O objetivo é sair da ideia predefinida de self, e obter uma perspectiva perfeitamente equânime. O avanço a Dominus Liminis é realizado na perfeição do processo, e pode ocorrer a qualquer momento, sem ritual algum. Este grau corresponde a Netzach na Árvore da Vida.

Dominus Liminis

(o elo): O grau de Dominus Liminis é uma "ponte" que conecta a Ordem Externa G∴D∴, centrada em Yesod, com a Ordem da R∴C∴, centrada em Tiphareth. O trabalho do Dominus Liminis extende e refina o trabalho dos graus anteriores, sintetizando-os em um todo coerente. O auto-controle do Neófito, a energia do Zelator, a unidirecionalidade do Practicus e a indiferença do Philosophus são fundidas, e volatadas ao trabalho de fortalecimento e refinamento da faculdade de aspiração. De fato, o juramento do grau define: "obter o controle das aspirações do [seu] próprio ser". O nome "Dominus Liminis" significa "Senhor do Limiar,"["Dominus" = "Senhor;" "Liminis" = "do Limiar"], uma substitução para o grau da Golden Dawn de "Senhor do Portal", o Portal ou Limiar em questão sendo uma referência ao fato de que o iniciado agora está passando dos Mistérios Menores da Ordem Externa da GD para os Mistérios Maiores da Ordem Interna da RC e AA.

A Ordem da R∴C∴ (Rose-Cross - Rosa-Cruz)

Adeptus Minor

(5°=6): O Grau de Adeptus Minor é o tema principal das instruções da A∴A∴ É caracterizado pela Consecução do Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião. Seu trabalho é manifestar a Beleza da Ordem ao mundo, do modo que seus superiores imporem, e seu gênio ditar. Este grau corresponde a Tiphareth na Árvore da Vida.

Adeptus Major

(6°=5): O trabalho do Adeptus Major é usar os Poderes Mágicos para suportar a autoridade do Adepto Isento, seu superior. Ele obtém autoconfiança, o uso apropriado da Força, e a autoridade para governar os graus inferiores. Este grau corresponde a Geburah na Árvore da Vida.

Adeptus Exemptus

(7°=4): O Adepto Isento precisa preparar e publicar uma tese estabelecendo seu conhecimento do Universo, e suas propostas para o seu bem-estar e progresso. Assim ele será conhecido como o líder de uma escola de pensamento. Ele terá atingido todos exceto os supremos ápices da meditação, e já deverá ser preparado para perceber que o único caminho possível para ele é devotar-se completamente em ajudar os seus próximos. Este grau corresponde a Chesed na Árvore da Vida.

Bebê do Abismo

(o elo): O Bebê do Abismo não é um grau propriamente dito, mais sendo como uma passagem entre as duas Ordens. É a aniquilação de todos os laços que compõem o self ou constituem o Cosmos, uma resolução de todas as complexidades em seus elementos, e estes assim cessam de se manifestar, desde que as coisas só são reconhecíveis através de sua relação, e reação, com as outras coisas.

A Ordem da S. S. (Silver Star - Estrela de Prata)

Magister Templi

ou Mestre do Templo (8°=3): O principal trabalho deste grau é obter um entendimento perfeito do Universo. A Consecução essencial é a perfeita aniquilação daquela personalidade que limita e oprime seu verdadeiro eu. O Magister Templi é pre-eminentemente o Mestre do Misticismo, isto é, seu Entendimento está completamente livre de contradição interna ou obscuridade externa; sua Palavra é compreender o Universo existente de acordo com sua própria Mente. Este grau corresponde a Binah na Árvore da Vida, a aos Chefes Secretos na antiga Hermetic Order of the Golden Dawn. Crowley também o conectou com a experiência que chamou de "Shivadarshana" e com os Quatro Estados sem Forma do Budismo, apesar de que alerta que não se trate deste critério como sendo suficiente para o grau.

Magus

(9°=2): O Magus aspira obter Sabedoria, declara sua lei, e é um Mestre de toda a Magia em seu maior e mais alto sentido. Sua vontade está inteiramente livre de distração interna ou oposição externa; Seu trabalho é criar um novo Universo de acordo com sua Vontade. Este grau corresponde a Chokmah na Árvore da Vida.

Ipsissimus

(10°=1): Além da compreensão dos graus interiores. Um Ipsissimus está livre das limitações e necessidades e vive em perfeito equilíbrio com o universo manifesto. Essencialmente, a mais alto consecução. este grau corresponde a Kether na Árvore da Vida. Ipsissimus é muito difícil de traduzir diretamente do latim para o português, mas é essencialmente o superlativo generalíssimo de "si" (self), ficando aproximadamente algo como "euíssimo" ou "o máximo si".

Crowley indicou como condição deste grau o transe Nirodha-samapatti (Nirvikalpa Samadhi), que reduz os batmentos cardíacos e outras funções vitais ao mínimo possível. Monges budistas Theravada tradicionalmente obtém nirodha-samapatti pela produção dos já citados Estados sem Forma um após o outro, e percebendo em cada um o que eles chamam de as Três Caracterpisticas de toda a existência: sofrimento ou tendência ao sofrimento, mudança ou inconfiabilidade, e insubstancialidade ou carência de si. Crowley e a A∴A∴, no entanto, substituem esta visão tripla pela busca do equilíbrio tanto como um motivo para a disciplna quanto os meios de se obter seu objetivo final. Em Liber B vel Magi eles encorajam o Magus a identificar os Três Princípios Budisticos com seus estados opostos. "Onde Dor é Alegria, e Mudança é Estabilidade, e Não-Ser é Ser". A versão de Crowley do nirodha inclui "vendo primeiramente a verdade e então a falsidade das Três Características" de acordo com sua teoria publicada.

O Ipsissimus deve manter a realização deste grau final em segredo, até mesmo do restante da Ordem, e contiuar com o trabalho de Magus, enquanto expressa a natureza de um Ipsissimus em palavras e atos.

Cargos administrativos

Os cargos oficiais da ordem são quatro a saber:

Existem menções de outros cargos, como o de Grão- Neófito, Orador e Tesoureiro, porém os quatro acima são os mais importantes. A regra de equivalência de grau a determinado cargo as vezes é relaxada, como aconteceu com J.F.C. Fuller, que no grau de Probacionista (Frater Per Ardua) recebeu o cargo de Cancellarius e um grau honorário de Adeptus Minor (Frater Non Sine Fulmine).

Se houver necessidade, os cargos poderão ser preenchidos pelos membros da ascendência.

Desligamento

Um indivíduo é imediatamente expulso da A.·. A.·. se usá-la para ganhos financeiros pessoais, sem possibilidade de readmissão. No entanto, não é proibida a aquisição de dinheiro, uma vez que fundos são necessários para a manutenção de qualquer serviço (templos, cópias de Libri, robes, impressões etc., ver Abadia de Thelema). Não é cobrado mensalidade, cabendo ao membro responsável definir o método de obtenção de fundos, caso seja necessário.

Outra restrição diz respeito a instrução: ninguém está autorizado a indicar quaisquer métodos para realizar o Conhecimento e a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião. Esse é um método extremamente pessoal que o iniciado deverá descobrir por suas próprias virtudes, ainda que auxiliado pelo instrutor.

A qualquer momento um membro pode retirar-se da Ordem, bastanto informar por escrito ao seu Instrutor. No entanto, em determinados graus isso não é recomendado, pois quando se está fora do pilar do meio da Árvore da Vida (fora de equilíbrio). - (vide Liber 185)

Relação Instrutor x Pupilo

A relação entre um membro da Fraternidade e seu Instrutor não é a mesma de um aluno e professor, ou discípulo e mestre. Os membros da A∴A∴ são autodidatas, seu superior somente interfere em assuntos importantes, e não fará a transmissão do conhecimento básico que o aspirante precisa ter. Além disso, o Instrutor deve interferir o mínimo possível nas escolhas de seu Pupilo, fazendo comentários somente quando for necessário.

Crowley afirma em seus comentários de Liber 165:

É presunço que um Neófito estabeleça regras; pois (a) ele possivelmente não consegue saber o que o seu Probacionista precisa, não tendo nenhum registro para guiá-lo; (b) a tarefa do Probacionista é explorar a sua própria natureza, e não seguir qualquer curso prescrito. Uma terceira objeção é que ao colocar o Probacionista em "Espartilhos", uma pessoa inteiramente débil pode esquivar-se através de seu ano, e se tornar um Neófito, para a vergonha da Ordem. Mas essa objeção é teórica; pois a Iniciação é inspecionada pela Terceira Ordem, onde nenhum Erro pode persistir.

Comentários adicionais no editorial de The Equinox Vol. I Nº 5:

Exigiram por Autoridade que eu dissesse algumas palavras sobre as relações que devem subsistir entre o Neófito e seus Probacionistas. Apesar de que um Neófito é obrigado a mostrar "zelo em serviço" aos seus probacionistas, não é parte do seu dever estar continuamente tatuando o mesmo lugar. Ele tem seu próprio trabalho a fazer - trabalho muito sério e importante - e não pode se esperar que ele gaste todo o seu tempo vestindo uma macaca de seda, pois ela continua sendo uma macaca. Não esperamos que ele dite tarefas definitivas, e ele nem tem autoridade para fazê-lo. O Probacionista é propositalmente deixado sozinho, já que o objetivo da probação principalmente é que eles em testemunha possam descobrir a natureza da matéria prima. É dever do Probacionista realizar os exercícios recomendados em seus livros, e submeter o registro de seus resultados à crítica. Se ele se encontrar em uma dificuldade, ou se qualquer resultado inesperado ocorrer, ele deverá se comunicar com seu Neófito, e ele deve lembrar-se de que apesar de que seja permitido escolher as práticas que achar interessante, espera-se que ele mostre considerável familiaridade com todos eles. Mais do que familiaridade, deveria ter experiência; de outra forma, o que ele fará quando, como um Neófito, for consultado pelos seus probacionistas? É importante que ele deva estar armado em todos os pontos, e estou autorizado a dizer que ninguém será admitido como um Neófito a menos que seu ano de trabalho de evidências de consideráveis consecuções nas práticas fundamentais, Asana, Pranayama, assunção de Formas-Divinas, vibração de nomes divinos, rituais de banimento e invocação, e as práticas definidas nas seções 5 e 6 de Liber O. Apesar de que ele não seja examinado em nada disso, a experiência básica é necessária de modo que possa auxiliar inteligentemente aqueles que estarão sob ele.
Mas que ninguém imagine que eles em autoridade irão incitar os probacionistas a trabalhar pesado. Quem for incapaz de trabalhar duro, de fato, pode ser empurrado, mas assim que a pressão for removida, eles irão retroceder, e não é o propósito da A.·.A.·. fazer nada senão tornar seus estudantes independentes e livres. Instrução completa foi posta ao alcance de todo mundo; que eles se assegurem de fazer uso completo desta instrução.

Início no Brasil

Há registro de um Probacionista no Brasil em 1913, H.E. Inman, discípulo de Frater A.H.A. (Frank Bennet). No entanto, a A.·. A.·. iniciou no país, como instituição organizada, com Marcelo Ramos Motta (Frater Adjuvo).

A primeira publicação da A.·. A.·. em nosso país foi Chamando os Filhos do Sol, em 1962, na cidade do Rio de Janeiro, por Motta.

Ver também

Referências

Links externos

Links de linhagens


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