Chesed

Chesed é a quarta Sephirah da Árvore da Vida.

Definição

Sephiroth predef.jpg

000 - Ain
00 - Ain Soph
0 - Ain Soph Aur

1 - Kether
2 - Chochmah
3 - Binah
4 - Chesed
5 - Geburah
6 - Tiphareth
7 - Netzach
8 - Hod
9 - Yesod
10 - Malkuth

Árvore da Vida
Sephiroth
Qliphoth
Daäth
Cabala

Chesed symb.jpg

Título: Chesed, Misericórdia. (Em hebraico: Cheth, Samech, Daleth.).

Imagem: Um poderoso rei coroado, sentado em seu trono.

Localização na Árvore: No centro do Pilar da Misericórdia.

Texto Yetzirático: 0 Quarto Caminho chama-se Inteligência Coesiva ou Receptiva, porque contém todos os Poderes Sagrados, dele emanando as virtudes espirituais com as suas essências mais requintadas. Tais poderes emanam uns dos outros por virtude dá Emanação Primordial, a Coroa Mais Elevada, Kether.

Títulos Conferidos a Chesed: Gedulah. Amor. Majestade.

Nome Divino: El.

Arcanjo: Tzadkiel.

Coro Angélico: Chasmalin.

Chakra Cósmico: Tzedek, Júpiter.

Experiência Espiritual: Visão do amor.

Virtude: Obediência.

Vícios: Fanatismo. Hiprocrisia. Gula. Tirania.

Correspondência no Microcosmo: 0 braço esquerdo.

Simbolos: A figura sólida. 0 tetraedro. A pirâmide. A cruz de braços iguais. 0 orbe. 0 bastão. 0 cetro. 0 cajado.

Cartas do Tarô: Todos os quatro: Quatro de Paus: obra perfeita; Quatro de Copas: prazer; Quatro de Espadas: repouso após a luta; Quatro de Ouros: poder terrestre.

Cor em Atziluth: Violeta-intenso.

Cor em Briah: Azul.

Cor em Yetzirah: Púrpura-intenso.

Cor em Assiah: Azul-intenso, salpicado de amarelo.

Trecho extraído de "A Cabala Mística"

1. Entre as Três Supremas e o par seguinte de Sephiroth em equiliôrio na Árvore, acha-se um grande precipício, que os místicos chamam de Abismo.

As seis Sephiroth seguintes, Chesed, Geburah, Tiphareth, Netzach, Hod e Yesod, constituem o que os cabalistas chamam de Microprosopos, o Rosto Menor, Adão Cadmo, o Rei. A Rainha, a Esposa do Rei, é Malkuth, o Plano Físico.

Temos, então, o Pai (Kether), o Rei e a Esposa, a nessa configuração da Árvore há um profundo simbolismo de grande importância prática tanto para a filosofia como para a Magia.


2. O Abismo, o precipício que se localiza entre o Macroprosopos e o Microprosopos, assinala uma demarcação na natureza do ser, no tipo de existência que prevalece sobre os dois níveis.

É nesse Abismo que Daath, a Sephirah Invisível, tem sua estação, a poderíamos chamá-la corretamente de Sephirah do Devir.

Ela se chama também Conhecimento, termo que poderia ser interpretado, ademais, como Percepção, Apreensão, Consciência.


3. Esses dois tipos de existência, Macroprosopos e Microprosopos, indicam o potencial e o real.

A manifestação real, como nossas mentes finitas podem concebê-la, tem início em Microprosopos; e o primeiro aspecto de Microprosopos a vir à existência é Chesed, a Quarta Sephirah, situada imediatamente sob Chokmah, o Pai, no Pilar da Misericórdia, do qual é a Sephirah central.

Ela é equilibrada na Árvore por Geburah, a Severidade; a esse par, Geburah a Gedulah, forma "o Poder e a Glória" da invocação final do Pai Nosso, sendo o "Reino", naturalmente, MaIkuth.


4. Como já vimos, podemos aprender muito com a posição de uma Sephirah no padrão da Árvore; pela posição de Chesed no Pilar da Misericórdia, vemos que ela é Chokmah num arco inferior.

Chesed é emanada por Binah, Sephirah passiva, a emana, por sua vez, Geburah, Sephirah catabólica, cujo chakra cósmico é Marte, com todo o seu simbolismo bélico, que é Saturno num arco inferior.


5. Chesed é o pai amoroso, o protetor e o preservador, assim como Chokmah é o Engendrador de Tudo.

Ela continua a obra de Chokmah, organizando a preservando aquilo que o Pai de Tudo gerou.

Ela equilibra com a Misericórdia a Severidade de Geburah.

É anabólica, ou ascendente, em oposição ao catabolismo descendente de Geburah.



6. Esses dois aspectos são muito bem expressos nas imagens mágtcas atribuídas a essas duas Sephiroth.

Essas imagens mágicas são ambas de reis; a de Chesed é um rei em seu trono, e a de Geburah, um rei em seu carro; em outras palavras, os governantes do reino na paz a na guerra; um como legislador, outro como guerreiro.


7. A analogia fisiológica permite-nos uma clara compreensão do significado dessas duas Sephiroth.

O metabolismo consiste em anabolismo, ou ingestão ou assimilação de alimento, e a deposição deste no tecido, a de catabolismo, ou transformação do tecido em obra ativa, a saída de energia.

Os subprodutos do catabolismo são as toxinas da fadiga, que o sangue deve eliminar pelo repouso.

O processo vital é uma assimilação a um sucumbir, e Geburah a Gedulah (outro nome para Chesed) representam esses dois processor no macrocosmo.


8. Chesed, sendo a primeira Sephirah do Microprosopos, o universo manifesto, representa a formulação da idéia arquetípica, a concretização do abstrato.

Quando o princípio abstrato que forma a raiz de alguma nova atividade é formulado em nossas mentes, estamos operando na esfera de Chesed.

Um exemplo esclarecerá esse ponto.

Suponhamos que um explorador contemple, do alto de uma montanha, uma região recentemente descoberta e comprove que as planícies que se estendem para além da costa são férteis e que são cortadas por um rio que abre caminho até o mar através de um vale na cadeia de montanhas.

Ele pensa na riqueza agrícola das planícies, nas facilidades de transporte que o rio oferece a imagina um porto no estuário, pois sabe que o escoadouro do rio forma, com toda certeza, um canal que permitiria a passagem dos navios.

Em seu olho mental, ele vê os ancoradouros, os armazéns, as lojas a as habitações.

Pergunta a si mesmo se as montanhas contêm minérios a imagina uma estrada de ferro ao longo do rio a com ramificações pelos vales.

Vê a chegada dos colonizadores a deduz que eles terão necessidade de uma igreja, um hospital, um cárcere, o ubíquo botequim.

Sua imaginação traça a rua principal da cidade, a resolve adquirir os terrenos das esquinas para que possa prosperar, ele mesmo, com a prosperidade geral da nossa cidade.

Ele vê tudo isso enquanto a floresta virgem cobre a costa a fecha as passagens da montanha.

Mas, como sabe que as planícies são férteis a que o rio cruza as montanhas, ele contempla em termos de primeiros princípios os desenvolvimentos que se farão necessários.

Enquanto sua mente assim opera, ele está funcionando na Esfera de Chesed, saiba-o ele ou não; a todos aqueles que podem também funcionar nor termos de Chesed, adiantando-se ao futuro, como o faz o explorador de nosso exemplo, vendo as coisas que devem surgir de causas dadas, muito antes de a primeira linha ser traçada no projeto ou o primeiro ladrilho ter sido assentado, têm o poder de possuir a valiosa terra onde os ancoradouros deverão ser construídos a por onde deverá correr a rua principal.


9. Todo trabalho criativo do mundo segue esse curso, graças às mentes que operam nos termos de Chesed, o rei sentado em seu trono, sustendo o cetro e o orbe, governando a guiando seu povo.


10. Em contraste com o que acabamos de expor, observamos que existem pessoas cujas mentes não podem funcionar acima do nível de Malkuth, a Esposa do Rei.

São pessoas que não podem descobrir a madeira pela árvore.

Pensam em termos de detalhes, carecendo de todo princípio sintético.

Sua lógica é incapaz de remontar às origens, e é sempre materialista.

São incapazes de discemir as causas sutis, a são vítimas do que chamam de caprichos do destino.

São incapazes de discemir os estados mais sutis, e não conseguem operar na linha seguida pelos impulsos primários quando estes descem por si próprios ou são chamados à manifestação.


11. O ocultísta que não possui a iniciação de Chesed limitar-se-á, em sua operação, à Esfera de Yesod, o plano de Maia, a ilusão.

Ele acredita que as imagens astrais refletidas no espelho mágico da subconsciência são realidades, a não fará nenhuma tentativa de traduzi-las em termos de um plano superior a aprender o que elas representam realmente.

Ele permanecerá na Esfera da ilusão a será iludido pelos fantasmas de sua própria projeção inconsciente.

Se fosse capaz de funcionar nor termos de Chesed, perceberia as idéias arquetípicas subjacentes, das quais essas imagens mágicas são apenas as sombras a as representações simbólicas, a poderia se tomar então um mestre do tesouro das imagens em vez de ser alucinado por elas.

Seria dessa forma capaz de utilizar as imagens como um matemático utiliza símbolos algébricos a operaria a Magia como um adepto iniciado a não como um mago.


12.O místico que opera no Centro Cristológico de Tiphareth, se não dispuser das chaves de Chesed, será também alucinado, mas de uma maneira diferente e mais sutil.

Nesse nível, ele saberá decifrar as imagens mágicas com bastante exatidão, referindo-as àquilo que representam a não lhes dando valor algum, exceto como sinais, como tão bem o demonstra Santa Teresa em seu O Castelo Interior.

Ele cairia no erro, contudo, de pensar que as imagens que percebe a as experiências por que passa são o resultado de um contato direto a pessoal de Deus com sua alma, em vez de compreender que elas são estágios do Caminho.

Descobrirá um Salvador pessoal no homemDeus a não na influência regeneradora da força cristológica.

Adorará Jesus de Nazaré como Deus Pai, confundindo, assim, as pessoas.


13. Chesed, portanto, é a Esfera da formulação da idéia arquetípica, a compreensão pela consciência de um conceito abstrato que é subseqüentemente trazido aos planos a concentrado na luz da experiência da concretização de idéias abstratas análogas.

Em seu aspecto macrocósmico, ela representa também uma fase correspondente do processo de criação.

A ciência materialista acredita que os únicos conceitos abstratos são aqueles formulados pela mente do homem.

A ciência esotérica ensina que a Mente Divina formulou idéias arquetípicas para que a substância pudesse tomar forma, a que, sem essas idéias arquetípicas, a substância seria informe a vazia, limo primordial aguardando o sopro de vida para organizar-se no cristal ou na célula.

As pesquisas mais recentes da física revelaram que toda substância, sem exceção, tem urea estrutura cristalina a que as linhas de tensão que o sensitivo percebe como correntes etéreas foram reveladas pelos raios X.


14. Um papel muito importante a muito malcompreendido nos Mistérios é o desempenho pelos seres chamados geralmente de Mestres.

Escolas diferentes definem o termo de maneira diferente, a alguns incluem os adeptos vivos de alto grau entre os Mestres; mas consideramos conveniente fazer uma distinção entre os Irmãos Mais Velhos encarnados a desencarnados, pois suas missões a maneira de operar são totalmente diversas.

O título de Mestre deveria, por conseguinte, ser conferido apenas àqueles que estão livres da rede do nascimento a morte.

Na terminologia da tradição esotérica ocidental, o grau de Adeptus Exemptus é atribuído a Chesed, indicando o termo Exemptus, isto é, "isento", essa libertação do karma que libera da Roda.

Sei muito bem que outros podem atribuir um significado diferente ao título, e que há pessoas encarnadas que possuem esse grau.

A esses respondo que tais pessoas, se o grau é um grau operante a não mera honra vazia, estão livres do Carma a náo reencamarâo.

Tais pessoas podem muito bem ser chamadas de Mestres, pois sua consciência é do grau de um Mestre, mas como é necessário fazer a distinçáo entre adeptos encarnados a desencarnados, é conveniente antes precisar a classificação por essa distinção menor do que conceder aos humanos um prestígio que a natureza humana não está apta a manter.

Enquanto um adepto estiver encarnado, estará sujeito, em algum grau, às debilidades humanas a às limitaçôes impostas pela velhice a pela saúde física.

Até não se ter liberado da Roda a não funcionar como consciência Aura, não escapará por completo às limitaçôes humanas da hereditariedade e do meio ambiente; por conseguinte, não se pode ter nele a mesma confiança que se pode depositar nos verdadeiros Mestres desencarnados.


15. Uma parte muito importante do trabalho dos Mestres é a concretização das idéias abstratas concebidas pela Consciência Logoidal.

O Logos, cuja meditação dá nascimento aos mundos a cuja consciência reveladora é evolução, concebe as idéias arquetípicas extraídas da substância do Imanifesto - para utilizar uma metáfora, já que a definição é impossível.

Essas idéias permanecem na consciência cósmica do Logos assim como na flor, porque não há solo para a sua germinação.

A Consciência Logoidal, enquanto ser puro, não pode, de seu próprio plano, fomecer o aspecto formativo necessário para a sua manifestação.

Ensinam as tradições esotéricas que os Mestres, consciências desencarnadas disciplinadas pela forma, mas atualmente informes, em sua meditação sobre a divindade, são capazes de perceber telepaticamente essas idéias arquetípicas na mente de Deus e, compreendendo a aplicação prática destas aos planos da forma e a linha que esse desenvolvimento seguirá, produzir imagens concretas em sua própria consciência, que serve para trazer as idéias arquetípicas abstratas ao primeiro dos planos da forma, chamado pelos cabalistas de Briah.


16. Essa é, pois, a tarefa que os Mestres realizam em sua Esfera especial, a Esfera de Chesed, organizadora, construtiva a edificadora, no Pilar da Misericórdia.

O trabalho dos Mestres Negros, que são completamente diferentes dos Adeptos Negros, é realizado na Esfera correspondente de Geburah, no Pilar da Severidade, a qual será considerada em seu devido tempo.

O ponto de contato entre os Mestres a os seus discípulos humanos está em Hod, a Sephirah da Magia Cerimonial, conforme indica o Texto Yetzirático, que declara que a essência de Hoda emana de Gedulah, a Quarta Sephirah.

Essas pistas, dadas nos Textos Yetzráticos a respeito das relações entre as Sephiroth individuais, são muito importantes no ocultismo prático.

Hod, portanto, pode ser tomada como representante de Chokmah a Chesed num arco inferior, assim como Netzach representa Binah a Geburah.

Explicaremos esse ponto em detalhes quando analisarmos essas Sephiroth, mas é preciso fazer-lhes uma breve referência para tomar inteligível a função de Chesed.


17. Chegamos a um ponto, no esquema da Árvore, em que o tipo de atividade é acessível ao âmbito da consciência humana.

Em nosso estudo das Sephiroth precedentes, formulamos conceitos metafísicos.

Esses conceitos, embora muito remotos da imediata aplicação à vida da forma, são extremamente importantes, pois a menos que estejam na base de nosso entendimento da ciência esotérica, incorreremos na superstição a utilizaremos a Magia como magos, não como adeptos; em outras palavras, seremos incapazes de transcender os limites dos planos da forma, ficando alucinados, a cairemos sob o domínio dos fantasmas evocados pela imaginação mágica, em vez de utilizá-la como as contas do ábaco em nossos cálculos, o que, para um engenheiro, equivaleria a utilizar uma régua comum em vez da régua de cálculos.


18. Chesed, portanto, reflete-se em Hod através do Centro Cristológico de Tiphareth, assim como Geburah se reflete em Netzach.

Essa relação é muito instrutiva, pois indica que, para a consciência elevar-se da forma à força, a para a força descer à forma, ela precisa passar pelo Centro de Equilíbrio a Redenção, ao qual são atribuídos os Mistérios da Crucificação.


19. É à Esfera de Chesed que a consciência exaltada do adepto se eleva em suas manifestações ocultas; é aqui que ela recebe a inspiração com que trabalha nos planos da forma.

É aqui que encontra os Mestres como influências espirituais, por meio de contatos telepáticos, sem qualquer mescla de personalidade.

Esse é o modo verdadeiro a superior de entrar em contato com os Mestres, contato que se efetua de mente a mente em sua própria esfera de consciência exaltada.

Quando, pela clarividência, vemos os Mestres como seres vestidos, cujos trajes indicam seu raio, são eles percebidos por meio da refração na Esfera de Yesod, que é o reino dos fantasmas e das alucinações.

Pisamos um terreno muito inseguro quando encontramos os Mestres aqui.

É aqui que a forma antropomórfica é conferida à inspiração espiritual que tanto desorienta os sensitivos que não conseguem elevar-se a Chesed.

E é assim que o anúncio da volta ao mundo de um impulso espiritual é interpretado como o advento de um Instrutor Universal.



II



20. Quanto mais descemos na Árvore até as Esferas mais acessíveis à nossa compreensão, mais descobrimos que os símbolos associados a cada Sephirah se tomam cada vez mais eloqüentes quando falam de nossa experiência, em vez de obrigar-nos a raciocionar pela analogia.


21. A imagem mágica que representa Chesed é um poderoso rei coroado, sentado em seu trono; essa posição indica que ele está estavelmente sentado num reino em paz, não em marcha em seu carro para a guerra, como o sugere a imagem mágica de Geburah.

Os títulos adicionais de Chesed - Majestade, Amor - confirmam o conceito do rei benévolo, pai de seu povo; e a localização de Chesed no centro do Pilar da Misericórdia confirma, ademais, a idéia da lei estável, ordenada a misericordiosa, que govema para o bem dos governados.

O título do coro angélico associado a Chesed - Chasmalim, ou Brilhantes - assinala a idéia do esplendor real de Gedulah, que é um título alternativo utilizado freqüentemente para Chesed.

O chakra cósmico atribuído a Chesed - Júpiter, o grande benigno da Astrologia - confirma toda a cadeia de associaçôes.


22. No lado microcósmico ou subjetivo, descobrimos que a virtude atribuída a essa esfera de experiência é a da obediência.

É apenas através da virtude da obediência que o sujeito pode aproveitar-se do sábio governo de Chesed.

Temos de sacrificar muito de nossa independência a do egoísmo para partilhar das comodidades da vida social organizada.

Não há escapatória desse sacrifício a dessa restrição.

A força da gravidade resiste-nos, entre outras coisas.

A liberdade poderia ser definida como o direito de escolher o próprio mestre, pois é preciso ter um guia em toda a vida associativa respeitável, caso contrário reinará o caos.

Uma autoridade efetiva a inspirada, eis o que clama em coro o mundo atual, a país após país está buscando a descobrindo o guia que mais se aproxime de seu ideal nacional, a todos marcham como um só homem atrás desse guia.

O único remédio para a enfermidade mundial é a influência benigna, organizadora a ordenante de Júpiter; quando isso ocorrer, as nações recobrarão seu equilíbrio a sua saúde física.


23. Inversamente, os vícios atribuídos a Chesed - fanatismo, hipocrisia a tirania - são todos vícios sociais.

O fanatismo recusa-se a mover-se com os tempos ou encarar outro ponto de vista - ambos, vícios fatais nas relações raciais.

A hipocrisia implica que não nos entregamos de todo coração à vida social, mas, como Ananias, guardamos o nosso quinhão.

A gula expõe-nos à tentação de tomar mais do que nos cabe na partilha dos bens comuns, e é apenas outro nome para egoísmo.

E a tirania é esse use errõneo da autoridade que surge quando a natureza se mancha de crueldade a vaidade.


24. A correspondência no microcosmo estabelece-se com o braço esquerdo, o que indica um modo menos dinâmico de funcionamento de poder do que o da mão direita, que levanta a espada na imagem mágica de Geburah.

A mão esquerda segura o orbe, que significa a própria Terra, a mostra que tudo está em segurança na mão firme do governante.

Chesed, de fato, denota antes a firmeza do que a força da energia dinámica.


25. O número místico de Chesed é o quatro, a este é amiúde representado como uma figura quadrilátera, ou tetraedro.

Um talismã de Júpiter é sempre deposto sobre tal figura.

Outro símbolo de Chesed é a figura sólida, tal como a entende a geometria.

Compreenderemos a razão desse simbolismo se considerarmos as figuras geométricas atribuídas às Sephiroth que já estudamos.

O ponto é atribuído a Kether; a linha, a Chokmah; o plano bidimensional, a Binah; conseqüentemente, o sólido tridimensional conceme, naturalmente, a Chesed.


26. Mas essas relações significam muito mais coisas do que unìa mera série de símbolos.

O sólido representa essencialmente a manifestação, tal como o concebe a nossa consciência tridimensional.

Não podemos conceber uma existência unidimensional ou bidimensional, salvo na matemática ou simbolicamente.

Chesed, como já observamos, é a primeira das Sephiroth manifestas; por conseguinte, é muito natural que o símbolo da figura sólida integre o resto de seu simbolismo.

A figura sólida utilizada para simbolizar Chesed é normalmente a pirâmide, que é uma figura de quatro lados, constituída de três faces a uma base, expressando, assim, a qualidade numerológica de Chesed.


27. Existem muitas outras formas de cruz que representam simbolicamente os Mistérios, além da cruz do Calvário no Mistério Cristão, a cada uma delas representa modos diferentes de funcionamento do poder espiritual, tal como as diferentes formas dos Nomes Sagrados de Deus.

A forma da cruz associada a Chesed é a cruz de braços iguais, que simboliza os quatro elementos em equilíbrio, a implica o governo da natureza por uma influência sintetizadora que confere harmonia equilibrada a todas as coisas.


28.O orbe, o bastão, o cetro e o cajado, que são os símbolos atribuídos a essa Sephirah, expressam perfeitamente os diferentes aspectos do poder real benévolo de Chesed, de modo que não precisamos nos deter em seu estudo.


29. As quatro cartas do Tarô atribuída a Chesed quando se manipula o baralho para a adivinhação expressam a idéia que rege a correspondência.

O Quatro de Paus simboliza a Obra Perfeita, representando, assim, admiravelmente, a realização do rei no tempo de paz em seu reino bem-governado.

O Quatro de Copas chama-se Senhor do Prazer, a relaciona-se com o título de Esplendor atribuído a Chesed a com o fulgor de seu coro angélico.

O Quatro de Espadas indica o Repouso após a luta, a concorda perfeitamente com o significado do monarca sentado.

O Quatro de Ouros é o Senhor do Poder Terrestre, um simbolismo táo claro que não necessita esclarecimentos.


30. Deixamos para o fim deste estudo a análise do Texto Yetzirático, para evitar que a apresentação ordenada do simbolismo de Chesed se quebrasse.

Além disso, esse texto contém tantos significados, que podemos compreendê-los melhor quando estamos mais bem equipados com o simbolismo que lhe corresponde.

Muito do que se relaciona ao ensinamento contido nesse texto, contudo, já foi estudado quando o examinamos em relação às Sephiroth precedentes.

Não nos repetiremos, pois, contentando-nos em remeter o estudante àquelas páginas em que os assuntos são estudados em detalhe, evitanto, assim, repetições desnecessárias - repetições, aliás, que são quase inevitáveis no estudo da drvore da Vida, em que os diferentes símbolos representam o mesmo poder em diferentes níveis de manifestação ou sob diferentes aspectos.


31. "O Quarto Caminho chama-se Inteligência Coesiva."

Podemos compreender claramente o sentido dessas palavras se consideramos Chesed através do símbolo do rei sentado em seu trono, organizando os recursos e prosperidade do reino a esforçando-se para que todas as coisas se equilibrem para o bem comum.


32.O Texto Yetzirático o chama também de Inteligência Receptiva, e isso se refere ao símbolo do braço esquerdo, que é atribuído a essa Sephirah no microcosmo.


33. Chesed "contém todos os Poderes Sagrados, dele emanando as virtudes espirituais com as suas essências mais requintadas".

O ensinamento implícito nessa sentença já foi elucidado na exegese anterior do conceito das idéias arquetípicas.


34. "Tais poderes emanam uns dos outros por virtude da Emanação Primordial, a Coroa Mais Elevada, Kether."

Esses conceitos já foram abordados a propósito da Segunda Sephirah, Chokmah, quando estudamos o transbordamento da força de Esfera a Esfera.

Referências


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